DEZESSETE

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★☆☆☆☆

Pov's Percy

Nesse momento a Annie está encarando o Apolo como se estivesse se decidindo se o matava ou dava um soco nele ou até mesmo um chute.
Ela está furiosa com essa nova revelação de que vamos morar com aqueles dois.
Não duvido nada dela jogar um vaso na cabeça dele e depois o matar com uma faca.
Não estou exagerando, quando a Annie está com raiva até eu saio de perto para não receber pancadas.
Já brigamos muito no passado e sei bem que ela se irrita facilmente e não vê quando perde o controle e ataca sem dó. Já fui a sua vítima várias vezes e não quero repetir a dose.
Ela é doce e meiga quando quer. Mas também pode ser venenosa sem piedade.
E uma notícia dessa é mais do que suficiente para a deixar furiosa.
Tenho medo pelo Apolo, ele sorri esperando sorrisos e vivas, coitado mal sabe que é bem capaz da Annie bater nele e dizer que foi sem querer.
Disfarçadamente Tiro um vaso de flores que está perto da mão da Annie e o coloco longe da garota, antes que aquele mesmo vaso acabe sendo atirado na parede ou na cabeça de alguém.
Bom, espero que esse alguém não seja eu.

_A é? - a Annie rosna- por que essa mudança tão repentina? Por que pelo o que eu me lembro no testamento estava claro que deveríamos morar sozinhos.
_Eu sei mas é que- o Apolo começa a falar sem jeito.
_E que nem os nossos pais poderiam morar aqui- a Annie o corta- eu e o Percy estamos fazendo a nossa parte direito e atendendo todos os pedidos da vovó, e agora vocês vem dizendo que houve mudanças?
_a Sua avó amava o Chris e a Silena, e eles também a amavam muito e como eles vão morar na cidade então pensamos que vocês gostariam que eles ficassem na casa com vocês- o Apolo explica.
_Interessante- a Annie sorri- tem mil lugares e hotéis aqui na cidade. E por que achariam que eu iria adorar os receber na casa e não respeitar a vontade da vovó?
_Annabeth- o Apolo diz paciente- os seus pais já concordaram.
_Mas eles não moram aqui- grita- Apolo cumprimos tudo direitinho, aguentamos as suas inspeções diárias para ver que estávamos fazendo tudo certo. E agora você vem dizer que fez uma alteração que não estava no testamento, e quer que eu abra um sorriso?
_Não pensei que fosse ter problemas- explica.
_O problema- digo antes que a Annie fale demais- são dois. Primeiro vocês não deveriam ir contra uma vontade de um testamento, e segundo vocês deveriam nos perguntar e não ao nossos pais, pois se não me engano eu e a Annie ficamos com a casa e não eles.
_Eu sei meninos e me perdoem por ter passado por cima disso- lamenta- mas a casa é grande e não vai ter problemas na justiça se fizer essa alteração.
_O problema é que eu não quero- a Annie grita irritada- então vai ter problemas sim.
_Por favor, Annabeth- implora- a sua avó ficaria tão feliz se fizessem isso.
_Não me lembro de você aqui morando com a minha avó Apolo- a Annie rosna- então como tem tanta certeza assim?
_Tudo bem, eu não tenho- diz- mas a mudança já foi feita e não tem como voltar atrás.
_Esta tudo certo então- digo puxando a Annie pela cintura- como disse a casa é grande, e se a vovó ficaria feliz, nós também ficaremos, não é Annie.
_É- a garota responde depois de um tempo de silêncio.
_Sabia que iriam acabar gostando- o Apolo abraça a Annie e tenho medo dela fazer algo.
_São namorados? - pergunto aos dois garotos.
_Não- a Silena fala com uma voz anazalada.

Ela tinha cabelos loiros e na altura dos ombros, os seus olhos eram azul bem claros, e o seu corpo era cheiro de curvas.
A Annie fecha a cara novamente.

_Se eles fossem um casal nunca que ficariam aqui- o Apolo fala alto- a moral em primeiro lugar.
_A moral? - a Annie pergunta.
_Seria completamente indecente um casal de namorados morar na mesma casa sem estar casado não acham?

A Annie o encara e sorri.

_Totalmente imoral- diz irônica.
_Se eles soubessem o que fazemos aqui- penso encarando a Annie que pisca sorrindo.

365 dias com ela Onde histórias criam vida. Descubra agora