Corre em minhas veias
Consome-me por inteiro
Caio
Caio em meu silêncio
Caio em pavor
Caio em toda dor que já senti
Quando saio de uma festa
Seu olhar descontraído que pesa em meu ser
E eu reprocesso todo os olhares que traduziam todo o repúdio de você por mim
E eu nado, leitor meu sabe que eu nado
Nado contra mim, nado tentando amar
Amar quem não quero amar
Não quero?
Eis outra dúvida
Ele chegou tão manso ouvindo música
Ele parece ser divertido
"Posso tentar"
Não me vejo amando-os
Não parece natural
Olho para suas bocas
Tão cinza, tão morto, tão chato
Vivo, isso eu sei que faço
Vivo lutando, e luto muito
Gasto todo o amor que não dou em horas de cansaço
Me cobro, me cobro muito
Me cobro pra me ver logo disso
Me cobro para ser livre
Subo escadas altas freneticamente
Quero me ver longe disso
Mas quanto mais corro, mais pareço me prender
Eu só queria poder segurar sua mão
Sem depois me arrepender, mulher.
13/06/20
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Tudo: um grande nada
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