Parece mar

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Ondas
Ela é a sereia que chama
Clama
Ela se joga aos meus pés
Eu, logo eu que aprendi a não gostar do mar
Olho para a imensidão
Olho para o tom fogo de seus olhos
Olho para o fogo de seu corpo
E pergunto-me
Por que logo eu?
O vento sopra
As sereias cantam
Viajantes logo virariam náufragos
Queimados em suas chamas, engolidos por seus mares
Mas eu, eu nem em barco subo
Posso ficar, é mais seguro ficar
Mas se eu mergulhar?
Fundo muito fundo
Vejo minha morte lá no fundo
Minha sede me manda nadar
Meu não-sorriso me manda ficar
O vento sopra
E eu me decido:
Molharei minha canela.

09/03/2020

Tudo: um grande nadaOnde histórias criam vida. Descubra agora