Melissa falando:
Estava no meu quarto a trocar de roupa quando o Daddy entra sem bater:
- Babygirl espero que não tenhas esquecido o que te disse no escritório —só pelo tom de voz percebo que o assunto era sério. Não me lembrava do que ele tinha dito mas tento disfarçar isso para não o deixar zangado—
- Não daddy, não esqueci
- Ótimo —ele aproxima-se e deixa na cama, uma langerie— quero-te no quarto de jogos daqui a 10 minutos.
Alto e claro. Ordem mais específica acho que era impossível.
Ok, não sei se devia estar com medo, ou não. Se devia, ou não, estar ansiosa.
Eu só estava nervosa, muito nervosa.
Porque? Não sei.
Visto a langerie e por cima um robe da mesma cor, um negro apagado, gasto e amarro o cabelo numa tranca simples, exigência do dominador.
Estava de joelhos, enfrente ao espelho, com a cabeça baixa.
A única coisa que cubría, agora, o meu corpo era aquela tela praticamente trasparente que usava.
O Daddy aparece poucos minutos depois, sem camisola e com um copo de whisky na mão, copo que deixa encima da mesinha, ao pé da cama, e levanta o meu rosto de um jeito meigo:
- Babygirl, a tua palavra de segurança é "vermelho" e só tens permitido usá-la se não aguentares mais.
Isso vinha especificado no nosso contrato: "Quando a palavra "vermelho" for dita, qualquer atividade sexual será imediatamente interrompida"
André falando:
Ajudo a Melissa a levantar-se e prendo-a ao X começando a passar, com delicadeza, a ponta dos dedos pelo corpo dela deixando-a quase instantaneamente arrepiada:
- Vou te fazer gritar o meu nome Babygirl. Vais gritar de dor e delirar de prazer nas minhas mãos.
Começo leve, com pequenas carícias, beijos molhados, a descerem pelo corpo dela, vários chupões, feitos nas zonas mais sensíveis, seguidos de leves mordidas que não chegam a deixar marca.
Comecei leve, não por ter pena dela, mas sim porque gosto de provoca-la dessa forma e gosto de ver como se entrega á minha provocação.
Melissa falando:
Mantinha os olhos fechados, apenas a disfrutar das pequenas provocações do André.
Era-me, praticamente, impossível mexer-me, por ter os braços e as pernas atadas a cada extremo do X e isso causava uma agitação em mim que eu não podia explicar.
Abro os olhos quando deixo de sentir os toques para ver o daddy, no outro lado do quarto, a escolher entre vários vibradores.
Escolhe um vibrador com 5 potências e volta a aproximar-se ligando-o, no máximo.
Díscolo as costas do X quando a vibração do brinquedo sexual, sobre o meu clitóris, manda uma onda de prazer que recorre todo o meu corpo:
- Não prendas Babygirl —diz assim qué percebe que obrigava-me a prender os gemidos, ao mesmo tempo que me penetra com dois dedos, fazendo pressão sobre o meu ponto fraco—
- Aaah! Daddy! —as minhas costas voltam chocar contra o X e inclino ré leve a cabeça para trás—
- Es de quem Babygirl?
- De ninguém...
Infantil? Talvez. Idiota? Concerteza.
Burrice minha querer provoca-lo, ou talvez não.
Os dedos dele começam a mexer-se num vai e vem rápido, ação que me faz perder qualquer vestígio de controle sobre as minhas próprias reações:
- Vou voltar a perguntar...es de quem Babygirl?
- Tua...tua.
O meu corpo começa a tremer segundos depois e o André deixa o vibrador cair ao chão e cola o corpo dele ao meu continuando a mexer os dedos só mais lento:
- Minha que Melissa? —não sei de onde tira um dildo com o qual me penetra—
Mantinha a cabeça baixa, não por medo ou submissão mas sim pelo o facto de não ter controle sobre mim mesma:
- Responde Babygirl! —os mesmos movimentos de vai e vem repetem-se só que, desta vez, com o dildo, com a mesma intensidade e firmeza mas com movimentos lentos já que estava a meio de um orgasmo prelongado por ele—
- T...tua submissa —só agora, sentindo dor nas palmas das mãos, é que percebo a força com a qual mantinha os punhos fechados—
Por segundos, tudo para. Os movimentos param, o orgasmo passa e os toques do André cessam:
- Sabes o que isso significa? —pergunta enquanto me desamarra para logo asseguir pegar-me ao colo e deitar-me na cama—
>>Significa que posso brincar contigo como eu quiser.
De um momento para o outro sou virada na cama, ficando de barriga para baixo. Ele acaricia toda a longitude do meu braço, até chegar á minha mão e entrelaçar os nossos dedos.
O membro dele abre-se espaço dentro de mim e para aprofundizar a penetração, a mão livre dele faz pressão sobre a zona baixa do meu abdominal para fazendo-me ficar empinada.
Os movimentos não eram lentos e não demonstravam carinho, muito pelo contrário. Era como uma raiva interna que ele sentia e não conseguia libertar de outra forma.
Não conhecia praticamente nada sobre a vida dele pessoal e laboral mas sabia que vivia com uma raiva muito grande dentro dele. Raiva que libertava apenas pelo sexo praticado na zona do bdsm.
Se cansava? Sim, muito, mas não era apenas cansaço fizico, se não, tb psicológico. O facto de entrar neste mundo, ser vista e tratada com certa inferioridade aparente e ainda ser levada ao limite pelo o que se deixa chamar de meu superior, dono do meu prazer era extremamente cansativo, como agora.
Chego ao fim da minha resistência física quando ambos chegamos ao clímax.
O André tapa o meu corpo com uma mantinha e me leva para o meu quarto deitando-me na cama e tapando o meu corpo:
- Nunca esqueças dessa palavra porque um dia podes precisar e sem ela eu não vou parar. Essa palavra representa o teu limite Melissa. Não o forces nem o escondas porque é perigoso.
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Can I call it "love"?
RomanceLe para descubrir! Livro com conteúdo +18, se não gostam parem de ler😘
