Peter Pan me levou aos jardins que se encontravam no fundo daquela casa enorme, uma pessoa podia facilmente se perder ali. Porém, ele era muito bonito, tinha inúmeros tipos de flores e luzes espalhadas, depois de alguns minutos fomos até um...quiosque?(eu não sei o nome disso), ali não estava muito claro.
-Peter, eu não posso dizer que esqueci tudo, mas obrigada pelo que você está fazendo por mim.
-Qual parte?
-Não sair do meu lado quando eu precisava, mesmo que eu te empurrasse pra longe, ou me proteger, mesmo que às vezes seja um pouco demais.
Nós rimos.
-Eu digo o mesmo, você me mudou pra algo que eu nem imaginava que era possível-Pan disse
-Peter, eu sempre me fiz uma pergunta e eu nunca consegui uma resposta. Por que eu? Com as sereias, outros seres, meninas que você já encontrou, meninas que já vieram pra ilha. Por que eu?
-Essa também deve ser uma das únicas perguntas que eu não sei responder, que não chegam a cinco. Eu escolhi ser jovem e ter poder em troca de tudo que eu tinha, meninas já passaram mas eu sempre as mandava embora e NUNCA tinha nenhum sentimento ou emoção. Antes de você, eu nem lembrava de como era sentir algo, literalmente qualquer emoção. Eu ia te mandar embora também... você era diferente, você tinha alguma coisa no olhar que... eu não conseguia decifrar, alguns seres sábios de Neverland diziam sobre algumas profecias, como "a luz vai estar ao seu lado, não a solte". Era umas coisas meio estranhas- ele parou um pouco e suspirou- começaram a aparecer alguns sinais estranhos, pela primeira vez depois de um longo tempo um sorriso tinha realmente me tocado. Não achava que era possível, fui ver com a sombra sobre o que estava acontecendo e que eu ia te mandar embora, não queria arriscar, mas ela não deixou e se recusou, não era algo normal de acontecer. Depois de exatamente 365 dias...
-eu tive o desmaio- eu completei a frase- e toda aquela loucura aconteceu.
Ele deu um daqueles sorrisos.
-Isso, pesquisei e pesquisei, eu estava preocupado com você, mas por quê? Então eu vi uma profecia... "A luz que mudará e salvará a juventude compartilhará o mesmo que ele.", era só encaixar as peças.
-Eu? A luz? Por que eu seria algo grande assim?
-Foi sempre assim, somos opostos, mas ao mesmo tempo somos iguais.
-Isso é estranho.-eu disse com uma careta- então quer dizer que eu te mudei e vou te salvar ou alguma coisa assim.
Subi no colo de Peter Pan para olhá-lo de frente.
-Mas não deixe ninguém saber dessa profecia.
-E por que?
-Vamos dizer que não é todo mundo que gosta muito de mim e se você é que o que vai me salvar... não é uma boa ideia.
-Não vou deixar ninguém te machucar.
Ele riu.
-Eu sei disso, com certeza você não vai.
Nossos olhos não se desgrudavam, até que chegavam mais perto.
-Eu te amo- eu disse como se precisasse que ele soubesse.
-Eu te amo.
Nossas bocas se encostarem como se não houvesse a próxima hora. Suas mãos escorregavam por todo meu corpo, agradecia naquele momento por estar de batom nude.
Peter fazia um caminho de beijos pelo meu pescoço. Como eu estava um pouco mais alta por estar no seu colo, meu pescoço ficava a sua frente, o que facilitava as coisas. Ele lentamente baixou a alça do vestido e com certeza aproveitou muito ali.
Até que ouvimos uma voz de microfone de dentro do salão.
-Vai começar.
-Temos que ir mesmo?- eu perguntei com biquinho.
-Infelizmente sim, mas hoje vamos passar a noite aqui e nosso quarto é o maior e é a prova de som.
Sorri e fomos até dentro do salão.
Agradecimentos e falação, nem sei o motivo daquela festa, mas ok.
Eu ainda pensava no que tinha acabado de acontecer. Meu corpo estava quente e minha respiração ofegante. Aquilo não acabava?
-Muito obrigado, aproveitem a sobremesa.
Foram servidas as sobremesas, o que que era aquilo? Nunca tinha visto, mas até que tinha um gosto bom.
Sentia a mão de Peter Pan passar na minha coxa, eu estava surtando ali.
Não me aguentei, tentei deixar de um jeito normal, mas me levantei e peguei a mão de Peter fazendo com que ele fizesse o mesmo, depois peguei seu terno e o puxei pela escada e mais uns dois lances de escadas até o último andar.
-Qual é o nosso quarto?
Peter abriu duas portas que estavam no final do corredor e depois que entramos, ele trancou a porta.
Olhei um pouco o quarto, ele era realmente bem grande e tinha uma vista linda.
Virei para Peter e o beijei e ele me pressionou na porta.
-Eu não podia esperar mais- eu disse com falta de ar.
Peter apenas riu baixinho e voltamos onde estávamos. Cruzei minhas pernas em volta da sua cintura e depois Peter começou a tirar meu vestido e eu seu terno. Novamente vi aquele tanquinho pqp, com certeza eu nunca me canso disso. Num piscar de olhos estávamos na cama sem nenhuma roupa, sons saíam pela minha boca e Peter Pan mandava eu continuar com eles.Descemos as escadas como se nada tivesse acontecido, foi engraçado. Agradecia mentalmente por aquele quarto ser a prova de som, senão toda casa teria escutado tudo o que fizemos lá dentro.
Todos se levantavam e saiam do salão organizadamente, também fizemos isso. Peter cumprimentou várias e várias pessoas que passavam, praticamente todas.
Até que cumprimentamos o último casal, o Sr. e Sra. Barry.
-Pan não te vi no discurso final, estava tudo bem?
-Ah sim, eu estava mostrando a casa pqra minha namorada, pois ela ainda não conhecia aqui e não conseguimos escutar quando começaram o discurso.
-Bom, muito obrigado novamente Pan. Até mais.
Eles saíram pela porta.
-Sem nenhum favor em troca?
-Não, ele sabe que tá me devendo mais uma.
Eu acabei rindo. Senão não seria Peter Pan, não é?
Fechamos a porta e Peter fez um movimento com a mão que em um segundo todo o salão estava arrumado.
-Eles vão buscar algumas coisas daqui alguns dias.
Subimos e fomos pro quarto, que agora eu tinha mais tempo pra ver o quanto ele era bonito.
-Vem- Peter Pan me disse segurando a minha mão e me levando pra outra porta que tinha naquele quarto.
Ele a abriu e ali era o banheiro, que também era grande. Tinha uma banheira, que ficava de frente para uma vista muito bonita do céu e a paisagem de lá.
Peter veio atrás de mim e tirou aquele vestido pela segunda vez daquela noite, porém dessa vez devagar. Ele também beijava por onde suas mãos haviam passado.
-Acho que podemos relaxar um pouquinho- Peter sussurrou
Virei pra ele e fiz o mesmo.
-Também acho- sussurrei de volta.
Quando a banheira estava cheia, entramos e ficamos entre carinhos e flertes até acontecer uma segunda rodada. E quando íamos dormir, uma terceira.Abri os olhos lentamente e a luz do Sol já passava pela janela. E lá estava ele, com seu cabelo bagunçado, suas covinhas escondidas, não conseguia achar nenhuma imperfeição ali. Ele com certeza havia me mudado, talvez não tanto quanto eu o mudei. Porém, ele me fez achar uma parte mais forte de mim que eu nem sabia que existia, como também a parte feliz e muitas outras. Eu o amava, e disso eu tinha certeza.
Ele abriu os olhos devagar e sorriu.
-Bom dia pássaro.
-Bom dia Peter Pan.
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My black hair and your black heart
Teen FictionA sombra me trouxe de volta e apenas sentia lágrimas descendo pelo meu rosto fortemente. Ele havia me deixado, depois de todas as promessas, ele mentiu pra mim... Depois de dias ou meses... não consegui contar, dei meu primeiro sorriso, mas dessa ve...