O primeiro fim de semana

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Pov Ludmilla:

Acordei hoje tão cansada, tão inquieta, hoje é o quinto dia que eu acordo e sei que não verei a Bru. Todos esses dias estão sendo muito difíceis pra mim, mas hoje especificamente sexta-feira era o dia que ela costumava vir aqui.
Meu celular já estava lotado de mensagens dos meus amigos loucos pra saber qual era a programação do fim de semana. E eu só queria ficar na cama o dia todo.

_ Ludmilla abre essa porta agora senão eu e Renatinho vamos derrubar. - Marcos gritava enquanto socava a porta do meu quarto.
_ Até parece que viado tem força pra derrubar porta. - eu respondia zuando o Marcos como era de costume.

De tanta insistência acabei levantando e abrindo. Os meninos entraram e se jogaram na minha cama.

_ Nossa amiga parece que você foi atropelada por um caminhão hein?! - Renatinho falou assustado com meu cabelo bagunçado e minha cara inchada.
_ Não. Eu sou o caminhão. - nós rimos.
_ Ah não Ludmilla pelo amor de Deus levanta dessa cama. Vamos viver! Hoje é dia de festinha. - o Marcos disse me sacudindo.
_ Zero vibe pra festinha Marquito.
_ Lud, se anima, vamos beber até você esquecer quem é Brunna. - ele insistia.
_ Queria que ela estivesse aqui. - eu comecei a chorar sem parar. Marcos e Renatinho me abraçaram. Deitei no colo do Renatinho e não parava de chorar.
_ Me fala o que a gente pode fazer pra você se sentir melhor? - Marcos perguntou enquanto mexia no meu cabelo.
_ Ninguém pode fazer nada não. Vamos beber? Quero esquecer até meu nome  hoje.
_ Vamos! Se levanta, se arruma, fica maravitcherry pra gente fazer um fervo aqui hoje. - Renatinho se empolgou.
_ Vamos descer para comer e chamar a galera pra festa. - Marcos disse levantando da cama e me puxando.

Nós descemos para cozinha e almoçamos e depois eu subi novamente pro quarto e deitei. Dormi umas quatro horas, tomei meu banho demorado e depois me arrumei.
Cheguei na área externa de casa e os meninos já estavam bebendo e alguns amigos nossos já tinham chegado.
Comecei a beber e a cantar com meus amigos e por alguns momentos até me esqueci que estava triste.
Começou a chegar mais gente, e entre as pessoas que chegaram a Isabelly estava lá. Ela era uma ex ficante minha que eu nem cheguei a namorar, mas nós ficamos juntas por um bom tempo.
Ela começou a se aproximar de mim e eu me virei e saí.
Ela continuou vindo até mim.

_ Lud tudo bem? Os meninos me chamaram pro fervo aqui e eu só vim porque queria muito te ver. - ela disse pegando na minha mão.
_ Oi Isa, se diverte fica a vontade. - eu novamente tentei sair.
_ Se você quiser se divertir é só me falar. - ela piscou.
_ Vou lá cumprimentar a galera que chegou. - eu disse me virando pra ir embora.

A Isa ficou o tempo todo me olhando. O jeito que ela me olhava parecia que ia me devorar. Eu estava ficando bêbada e me sentei um pouco. A Isa começou a rebolar na minha frente, sentando no meu colo. Confesso que fiquei com tesao. Afinal, não sou de ferro né?!
Eu continuei sentada, ela deu a volta por trás da cadeira e sussurrou no meu ouvido :
_ Vamos pro seu quarto?
_ Vamos subir pro quarto de hóspedes. - Brunna foi a última mulher que deitou na minha cama, não queria outra mulher lá.
_ Vamos. - saímos de fininho, mas eu percebi que Marcos e Lari me viram subindo com a Isa.

Começamos a nos beijar no quarto, e acabamos transando. Eu só queria foder com ela.
Estávamos deitadas na cama, ela começou a me fazer carinhos e eu só queria sumir dali.

_ Isa melhor a gente descer podem dar falta da gente. - eu disse tirando a mão dela que acariciava meu cabelo.
_ É sério que a gente vai transar e descer? Você só queria isso né?! - ela disse brava se levantando.
_ Eu queria isso e você também né?!.
_ Eu sou apaixonada por você Ludmilla. -  foi a última frase que eu ouvi ela falar enquanto ela se vestia. Acabei pegando no sono do nada.

Acordei no quarto de hóspedes sem roupa com a minha mãe me chamando.

_ Filha, você estava com a Isa ontem né?!- Quando me virei pra falar com minha mãe minha cabeça estava doendo insuportavelmente.
_ Meu Deus minha cabeça, parece que ela vai explodir mãe.
_ Lud responde a minha pergunta.
_ Sim, eu estava. Foi horrível mãe! - eu disse deitando no colo da minha mãe.
_ O que aconteceu?
_ Eu transei com ela e depois eu não queria mais. Eu não queria o carinho dela, nem q companhia.
_ Filha, eu tenho um sentimento no meu coração que a sua história com a Brunna ainda não acabou. Eu nunca te vi assim por ninguém. Dê tempo ao tempo e não brinque com os sentimentos de outras pessoas. Espera que vai valer a pena.
_ Tomara que seu sentimento esteja certo.


Cartas para Bru (Concluída) Onde histórias criam vida. Descubra agora