Uma semana depois...
Chris: Não acredito que reencontrou a Anahí. – Proferiu incrédulo. – O destino adora zoar com a sua cara. – Completou, enquanto segurava o saco de areia para o amigo.
Alfonso: Tenho certeza que os responsáveis por isso devem rir da minha cara durante dias. – Disse ofegante, enquanto golpeava o objeto com socos. - Sou uma chacota.
Chris: E o que conversaram?
Alfonso: O suficiente para não reconhecê-la. – Pausou para puxar o ar, posicionando as mãos nos joelhos.
Chris: Ela aceitou Jesus?
Alfonso: Idiota. – Revirou os olhos. – Ela parece mais leve, madura, sem aquele muro de proteção.
Chris: Se você se apaixonou pela pior versão só posso desejá-lo sorte com a melhor.
Alfonso: Vou fingir que não ouvi isso somente para preservar nossa amizade. Esqueceu que estou noivo? E isso significa que pretendo casar com Natalie. – Pontuou vagarosamente.
Chris: Uma semana atrás você afirmava que iria casar com ela e não que era uma pretensão.
Alfonso: Não sei porque ainda insisto em contar essas coisas pra você, não viaja. – Desceu do tatame, enxugando o suor com a barra da camisa.
Chris: Não vamos falar sobre esse assunto já que ainda incomoda. – Ironizou. – Semana que vem vai acontecer um Festival de Rock próximo daqui, chame sua noiva, será divertido.
Alfonso: Ela não curte rock. – Deu de ombros.
Chris: Mas você sim, e aposto que ela não irá se importar em acompanhá-lo. – Frisou.
Alfonso: Não vou prometer.
Chris: Você e sua mania de gostar de ser adulado. – Ralhou, inconformado e Alfonso gargalhou da expressão irritada do amigo.
Alfonso passou o restante do dia separando as caixas que levaria futuramente para o próprio apartamento, não conseguiu abrir todas, mas as etiquetas que havia fixado nos dias anteriores a mudança para Londres facilitara e muito o seu trabalho. Eram livros da época da faculdade, cds, dvds, alguns objetos decorativos dos países que havia visitado, como também cópias de documentos e contratos. Por fim, encontrou uma pequena caixa amarelada sem qualquer tipo de descrição, e decidiu abrir por curiosidade.
Dentro dela havia porta-retratos, anotações antigas e no fundo uma pequena peça de tecido rendado. Ele a ergueu com o indicador e ao passo que reconhecia a vestimenta algumas imagens tomaram sua mente como flashbacks, e nelas ele podia quase sentir o calor que a dona daquela calcinha emanava com simples toques, Alfonso balançou a cabeça para livrar-se das lembranças e fechou a embalagem o mais rápido que conseguiu, deixando-a longe do seu campo de visão.
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Refém do Desejo
FanfictionUm gemido rouco ecoou no quarto de hotel, o êxtase puro e sublime do encontro de dois corpos que se deliciavam, enquanto sucumbiam aos próprios instintos. Os lençóis de seda egípcia, aninhavam agora, as pernas enlaçadas, gesto que se transformara no...
