Capítulo 22

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Uma semana depois...


Chris: Não acredito que reencontrou a Anahí. – Proferiu incrédulo. – O destino adora zoar com a sua cara. – Completou, enquanto segurava o saco de areia para o amigo.


Alfonso: Tenho certeza que os responsáveis por isso devem rir da minha cara durante dias. – Disse ofegante, enquanto golpeava o objeto com socos. - Sou uma chacota.


Chris: E o que conversaram?


Alfonso: O suficiente para não reconhecê-la. – Pausou para puxar o ar, posicionando as mãos nos joelhos.


Chris: Ela aceitou Jesus?


Alfonso: Idiota. – Revirou os olhos. – Ela parece mais leve, madura, sem aquele muro de proteção.


Chris: Se você se apaixonou pela pior versão só posso desejá-lo sorte com a melhor. 


Alfonso: Vou fingir que não ouvi isso somente para preservar nossa amizade. Esqueceu que estou noivo? E isso significa que pretendo casar com Natalie. – Pontuou vagarosamente.


Chris: Uma semana atrás você afirmava que iria casar com ela e não que era uma pretensão.


Alfonso: Não sei porque ainda insisto em contar essas coisas pra você, não viaja. – Desceu do tatame, enxugando o suor com a barra da camisa.


Chris: Não vamos falar sobre esse assunto já que ainda incomoda. – Ironizou. – Semana que vem vai acontecer um Festival de Rock próximo daqui, chame sua noiva, será divertido.


Alfonso: Ela não curte rock. – Deu de ombros.


Chris: Mas você sim, e aposto que ela não irá se importar em acompanhá-lo. – Frisou.


Alfonso: Não vou prometer.


Chris: Você e sua mania de gostar de ser adulado. – Ralhou, inconformado e Alfonso gargalhou da expressão irritada do amigo.


Alfonso passou o restante do dia separando as caixas que levaria futuramente para o próprio apartamento, não conseguiu abrir todas, mas as etiquetas que havia fixado nos dias anteriores a mudança para Londres facilitara e muito o seu trabalho. Eram livros da época da faculdade, cds, dvds, alguns objetos decorativos dos países que havia visitado, como também cópias de documentos e contratos. Por fim, encontrou uma pequena caixa amarelada sem qualquer tipo de descrição, e decidiu abrir por curiosidade.


Dentro dela havia porta-retratos, anotações antigas e no fundo uma pequena peça de tecido rendado. Ele a ergueu com o indicador e ao passo que reconhecia a vestimenta algumas imagens tomaram sua mente como flashbacks, e nelas ele podia quase sentir o calor que a dona daquela calcinha emanava com simples toques, Alfonso balançou a cabeça para livrar-se das lembranças e fechou a embalagem o mais rápido que conseguiu, deixando-a longe do seu campo de visão.

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