É perigoso se apaixonar
Mas quero queimar com você esta noite
Me machuque
Há dois de nós
Temos a certeza do desejo
O prazer que há na dor e no fogo
Me queime
O sabor do beijo era afrodisíaco e logo Anahí sentiu o próprio corpo pressionado na parede mais próxima. Alfonso manteve as mãos na nuca dela, mas precisamente em seus cabelos, enquanto movimentava a língua entre os lábios. Ficou impossível respirar e Anahí moveu a cabeça para trás deixando um mínimo espaço físico, somente o tempo necessário para serem tomados por uma sensação de abstinência e tão logo serem saciados com a junção das bocas outra vez. Ela se contorceu quando sentiu o corpo preso ao dele, e afastou as coxas quando Alfonso buscou espaço com a perna, quase a tocando intimamente por cima do tecido.
Anahí sentia os lábios inchados e uma leve irritação tomou sua pele devido o atrito com a barba semicerrada. Alfonso mal podia respirar, o corpo inflamava a cada toque. Então precisaram se distanciar outra vez, mas não menos contrariados.
Anahí: Me perdoe. - Pediu, os olhos continuavam fechados. Alfonso permaneceu alguns segundos em silêncio, roçando os lábios nos dela enquanto recuperava o ar. - Vou entender se quiser ir embora agora.
Alfonso: É o que quer?
Anahí: Não. - Negou, o encarando.
Alfonso: Então me mostre o que você quer. - Frisou, pressionando os lábios dela com o polegar.
A chama que veio até mim
Fogo encontra gasolina
Estou queimando viva
Eu mal posso respirar
Quando você está aqui me amando
Fogo encontra gasolina
Tive tudo de que precisava
Quando você veio atrás de mim
Fogo encontra gasolina
Estou queimando viva
E eu mal posso respirar
Quando você está aqui me amando
Fogo encontra gasolina
Queime comigo esta noite
Anahí respondeu com outro beijo, enlaçou os braços no pescoço e fez o mesmo movimento com as pernas ao redor da cintura dele. Alfonso arrastou as mãos nas coxas dela, parando no quadril, onde distribuiu apertões conforme Anahí sugava sua língua com movimentos quase eróticos. Não havia espaço para nenhum pensamento, outra pessoa ou responsabilidades, Alfonso afastou os objetos decorativos da primeira bancada que teve acesso, para apoiar Anahí ali.
Anahí: Qual é o problema? - Perguntou quando Alfonso afastou as mãos do corpo dela.
Alfonso: Não sei mais como tocar em você. - Admitiu, o peito palpitava sem cessar.
Anahí: Não sabe ou não quer? - Devolveu, o cenho franzido.
Alfonso: Eu quero. - Afirmou, apoiando as mãos na bancada.
Anahí: Então me deixe relembrá-lo. - Disse, antes de começar a livrar-se dos botões da camisa dele.
Na verdade, Alfonso não estava 100% seguro do que queria, era inegável o fato de que seu corpo ansiava pelos toques dela, uma vez que com um beijo fora capaz de despertar lembranças antigas e desejos não tão esquecidos assim. Mas qualquer dúvida se esvaiu quando Anahí desceu da bancada - trocando de lugar com ele - e sentiu a língua dela percorrer seu peito já descoberto, mordiscando a pele, circulando os lábios com carícias molhadas até próximo o umbigo.
Anahí desafivelou o cinto da calça, logo depois os botões e o zíper. Alfonso permanecia quieto, mordendo os lábios, ansioso pelo que viria. Não demorou muito para que ela tocasse seu membro primeiro com os dedos, depois com a boca. Ela deslizou a língua na glande, protegendo os dentes, depois continuou por toda a dimensão até a base, circulando-o para espalhar a saliva. Alfonso grunhiu desnorteado quando por fim ela tomou todo o membro com a boca, sem deixar de estimulá-lo com as mãos onde não alcançava. Ele buscou apoio nos cabelos dela com leves puxões, enquanto sentia os lábios macios e quentes o massagearem. Sem conseguir conter o tesão que tomava seus poros, Alfonso deixava escapar gemidos roucos, que funcionava como combustível para Anahí.
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Refém do Desejo
FanfictionUm gemido rouco ecoou no quarto de hotel, o êxtase puro e sublime do encontro de dois corpos que se deliciavam, enquanto sucumbiam aos próprios instintos. Os lençóis de seda egípcia, aninhavam agora, as pernas enlaçadas, gesto que se transformara no...
