Anna narrando
2 meses depois
Acabada, é assim que estou. Desde aquele dia em que Victor me estrupo, vivo um verdadeiro inferno. Eu não sei mais nada sobre meus pais, não sei se estão vivos ou mortos, então sempre que lembro dessa situação acabo chorando.
Depois de ser violentada pelo monstro eu desmaiei e acabei sendo atendida por uma médica, que garantiu que o desmaio foi resultado das agressões sofridas, ela também indicou um anticoncepcional a pedido do Victor. Eu passei três dias naquele hospital, acho que nesses últimos meses, esses foram os dias mais tranquilos, porque depois que sai dali o verdadeiro inferno começou. Victor me deixa trancada em um quarto de uma mansão bem luxuosa. Tem dias que ele proíbe as empregadas de me darem comida e água. Todas as noites, TODAS, ele vem aqui e me estrupa. No início, eu lutei, cheguei a morder seu pau em uma das vezes que ele me obrigou a chupá-lo, mas em troca tive uma noite de tortura, isso mesmo, ele me torturou uma noite inteirinha.
Já tentei me matar cinco vezes dentro de dois meses. Logo eu, a menina que apesar de viver presa sempre foi alegre e sorridente. Eu amava a vida, amava acordar e pensar como seria o amanhã, como seria o dia em que eu saísse de casa, o dia em que passasse em uma faculdade e fosse morar com uma colega de quarto. Mas acontece que desde que cheguei aqui a vida perdeu sua cor, todos os dias são de sofrimento e dor. Cada vez que ele entra por essa porta e me violenta um pedaço de mim morre. Eu não sorrio mais, nem chorar consigo, a minha dor é tão grande que não conheço mais outros sentimentos. Talvez eu esteja sendo fraca ao aceitar a realidade que bate em minha porta, mas acontece que minhas forças acabaram, eu não tenho mais pelo que lutar.
O lugar onde estou vivendo é bem luxuoso por fora, porém devido as minhas tentativas de suicídio, Victor se certificou de deixar apenas itens de sobrevivência aqui dentro. Para terem noção nem comer sozinha eu posso mais, agora toda vez que como um de seus homens fica me encarando.
Neste momento, Victor está deitado ao meu lado recuperando o fôlego para começar novamente.
- Você é tão gostosa ! - ele fala e dá um tapa na minha bunda que me faz gritar de dor. - Eu não me canso de te ter ! - ele sobe em cima de mim. - Você é minha ! - ele abocanha meus seios.
A única coisa que fazia era torcer para que ele acabasse logo com aquilo. Ele enfia o dedo na minha vagina e começa a falar diversas besteiras. Quando menos espero, ele posiciona seu pau na minha entrada e me penetra de uma vez só.
- Tão apertadinha...
O ouvir falar essas coisas, só me faz ter mais nojo.
- Fica de quatro.
Obedeço seu comando e fico de quatro. Depois de mais algumas estocadas, ele finalmente goza pela quinta vez na noite e sai de dentro de mim. A única coisa que peço é para que ele se vista e saia do quarto.
Não sei o que me deu, ou que bicho me mordeu, mas decido perguntar a ele sobre meus pais. Apesar de pensar neles todo dia, nunca tive coragem de perguntar o que houve com eles. Porém como hoje Victor está de bom humor, acho que não custa tentar.
- Victor. - o chamo.
- Fala. - ele levanta da cama e começa a se vestir.
- Posso pergunta uma coisa ?
- Se for sobre quando você vai embora...
- Não é isso. - o interrompo. - meus... meus pais estão... - respiro fundo. - meus pais estão vivos ? - falo de uma vez só.
- Por que quer saber disso agora ?
- Eles são meus pais, eu os amo. - ele ri.
- Ama mesmo ? - pergunta e eu afirmo. - Então se casaria comigo em troca da vida de seus pais ? - eu arregalo meus olhos e ele ri. - O que foi meu anjo. Não esperava um pedido desses ? - balanço a cabeça negativamente. - Pois bem. Eu quero uma resposta agora.
Eu não podia acreditar no que ele estava me propondo. Não era uma opção deixar os meus pais morrerem, mas não quero me casar com ele, se agora minha vida já é um inferno, imagina depois de me tornar esposa desse monstro.
- Vamos Anna ! - ele me apressa.
Se não conhecesse um pouco sobre o Victor diria que ele está blefando e que não iria matar matar meus pais, mas acontece que pelo pouco tempo que estou aqui, já percebi que ele é um ser desprezível, sem limites e que mata com a maior facilidade e normalidade do mundo. Não posso confiar nele, mas também não posso arriscar.
- Antes de responder quero ver se eles ainda estão vivos. - ele ri.
- Parece que alguém aqui está ficando mais espertinha. - ele ri de novo. - Está bem, eu te levo. Vamos amanhã de manhã. Esteja pronta às 10:00 hrs. - concordo com a cabeça.
Ele tenta me dá um beijo, viro o rosto, porém ele aperta meu maxilar, me beija a força e finalmente sai.
Estava tão cansada que simplesmente apaguei.
Acordo com a Olívia me cutucando. Olívia é minha AMA, ela vem de vez em quando aqui, somente quando ele deixa.
- Senhora ! - ela me cutuca. - seu banho está pronto ! - a ignoro. - vai se atrasar para seu compromisso com o senhor Lewis.
Tinha esquecido completamento sobre isso.
Levanto da cama, coloco meu roupão para cobrir meu corpo e vou para banheiro.
Depois de um banho relaxante, coloquei um vestido vermelho soltinho, um tênis branco, deixei meu cabelo solto e fui me olhar no espelho. Uma ideia péssima, o que eu vi no espelho foi uma menina acabada e destruída, com hematomas pelo corpo e rosto.
- Olívia busque outra roupa para mim por favor ! - ela vai.
Depois de experimentar várias roupas, acabo por escolher um calça soltinha e uma blusa um pouco mais colada, optei por deixar o cabelo solto e fiz uma maquiagem para esconder as agressões.
Olívia me guia até a sala de estar onde Victor me espera. Ele usava um terno que com certeza foi a, feito sobre medida. Victor era alto, musculoso, era um homem bonito e eu não podia negar, mas somente sua aparência era bonita, porque beleza interior não existia.
- Vamos ! - ele me guia até o carro e durante o caminho, não pude deixar de perceber o jardim que a casa tinha, havia várias flores e esculturas, algumas parecidas com as do filmes e novelas.
O caminho todo foi feito de carro e com muito silêncio, Victor estava concentrado na estrada e eu que não seria a pessoa a atrapalhar. Mesmo tendo nascido em Paris, não conhecia a cidade, e por isso estava completamente perdida.
Depois de algumas horas de viagem chegamos onde eu acredito ser o " centro " da máfia. Sim, eu sei que ele é mafioso, assim que cheguei Olívia me contou quem era Victor Lewis. O lugar era composto por diversos homens armados e várias árvores em volta. Estávamos no meio do nada com toda certeza.
- Se comporte ! - Victor abre a porta do carro.
Depois de passar por diversas portas, finalmente entramos em uma sala, uma sala escura, que me deixou completamente assustada.
- Que sala é essa ? - pergunto abraçando meu próprio corpo.
- Calma meu amorzinho. - ele fala.
Logo a sala é iluminada e consigo ver meus pais através de um espelho.
- Ai meu Deus ! - falo ao perceber o estado em que eles se encontravam.
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Mais um capítulo para vocês meninas ! O que será da vida da Anna agora ? Será que ela aceitará a oferta do mafioso ?
Próximo capitulo com a narração do nosso mafioso.
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Máfia Francesa
RomanceAnna Cooper viveu sua vida inteira com restrições, seus pais nunca a deixavam sair de casa ou fazer amigos, eles alegavam que as pessoas de fora eram maus e a machucariam. Quando completou 18 anos com a ajuda de uma das empregadas e do motorista da...
