This decision is mine

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Anastasia.

O mundo ao meu redor para de girar. É como se o chão estivesse ruindo sob os meus pés, meu coração batendo acelerado no peito.

Minha névoa de desespero dissipa com uma barulho estridente à minha esquerda. Olho para o lado e vejo um Christian desmaiado no chão.

Max se atrapalha com a cadeira e levanta num salto, correndo até nós. Ele checa o pulso de Christian e o arrasta até o sofá, gritando o nome de uma mulher.

Minha capacidade de fala parece perdida, os acontecimentos não fazendo muito sentido. Uma ruiva entra no consultório e entrega uma bola de algodão e uma garrafa de álcool para Max antes de agarrar as minhas mãos e me puxar para o outro lado da sala.

— Não se preocupe, querida. Acontece com mais frequência do que você é capaz de imaginar. — ela ri e pega um copo de água do aparador, colocando-o nas minhas mãos trêmulas.

— Obrigado. — sussurro num fio de voz, minha cabeça girando sem parar.

Grávida.

Eu estou fodidamente grávida.

E aos dezoito anos.

— Primeiro filho? — ela pergunta com um sorriso.

— S-s-sim. — balanço a cabeça freneticamente, caindo sentada na poltrona.

— Eu sei que é um choque no começo, passei pela mesma situação três vezes, mas te garanto que passado o susto só fica o amor e a ansiedade de conhecer o novo membro da família. — ela suspira e dá um tapinha na minha mão. — Seu namorado acordou, Anastasia.

— O quê? Me conhece? — ela revira os olhos teatralmente.

— Você é Ana Steele, quem não te conhece? E além do mais a minha filha mais velha é sua fã.

— Qual o seu nome? — ela se abaixa na minha frente e aperta minhas mãos.

— Mary e pode ficar tranquila, não vou falar nada para ninguém. — ela pisca e se levanta novamente, caminhando até a porta. — Vou deixá-los à sós, qualquer coisa é só chamar.

Suspiro e esfrego meu rosto. Ainda me sinto zonza e não descarto a possibilidade de ser tudo um sonho insano, mas os olhos arregalados e os lábios pálidos de Christian jogam a minha teoria ridícula por terra.

— Como se sente, Christian? — Max pergunta enquanto checa o pulso dele novamente.

— Eu vou ser pai? — ele lança um olhar brilhante para o meu médico, a sombra de um sorriso ameaçando surgir.

— Sim, você vai. Anastasia está de aproximadamente duas a três semanas de gestação. As doze primeiras semanas são as mais crucias, os riscos de aborto espontâneo são grandes então é recomendável tranquilidade para a gestante. — Max aponta para mim e suspira. — Eu sei que acabou de lançar uma nova coleção, mas suplico que não se esforce. Evite stresses desnecessários, principalmente.

— Ela vai seguir tudo a risca, doutor. — Christian murmura autoritário e aperta a mão estendida de Max. — Vamos, querida?

Deixo ele me guiar até o carro sem discussão. Não me sinto totalmente segura do meu equilíbrio depois de receber a notícia que de fato mudou a minha vida.

Christian me ajuda a entrar no carro e dá a volta correndo, deslizando no banco do motorista com um sorriso gigantesco. Meus olhos embaçam e um soluço escapa da minha garganta, lágrimas e mais lágrimas rolando pelo meu rosto.

— Ana, baby, o que foi? — ele acaricia a minha bochecha e levanta meu queixo com carinho.

— Como o que foi? Tem ideia do desastre, Christian?

Give to meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora