Violet levou todos para uma sala luxuosa onde as paredes escuras se tornavam uma madeira mais clara e brilhante, mas sem perder seu ar intimidante. Um grande sofá azul escuro repousava em frente a lareira, no momento desligada, dois lustres bem decorados pendiam sob a lareira ao lado de um quadro da família Miller. No quadro se podiam ver Natanael ao lado de Violet e a frente dos dois os gêmeos em torno de seus 5 anos abraçados com sorrisos infantis estampando seus rostos.
A mulher elegante fez um gesto para que se sentassem no sofá e se retirou da sala. O silêncio perdurava, a tensão era palpável, estavam todos ansiosos. Para aqueles que já estavam receosos com aquela visita o ar imponente da casa não ajudava em nada, até mesmo Draco, que já era acostumado com mansões escuras e sombrias, se sentia estranho naquela casa de aura estranha e nem um pouco acolhedora.
Logo passos foram ouvidos vindo em direção a sala, Arthur agarrou a mão de quem estava mais próximo, no caso MacGyver, que sentiu seu rosto corar instantaneamente. Na porta a figura de Violet apareceu novamente, mas dessa vez trazia ao seu lado uma garota pouco mais baixa que Arthur, trajando um vestido rendado branco e os cabelos longos da mesma tonalidade que os do irmão amarrados com um belo laço azul.
As feições da garota eram serenas, imitando perfeitamente as da mãe, seus olhos carregavam uma inocência infantil, qualquer um que os visse diria que aquela garota era meiga e ingênua como uma criança de sete anos, o que teria lógica, já que ela nunca teve a oportunidade de crescer devidamente. Assim que seus olhos âmbar atingiram o irmão um sorriso se desenhou em seu rosto e Arthur apertou ainda mais a mão de Alex, que já começava a doer.
_ Não vai me dar um abraço, Art?
Adrià perguntou, a voz doce e baixa, quase um sussurro, mas que pareceu alta demais para Miller naquela sala silenciosa.
Arthur se levantou soltando a mão de MacGyver, que, mesmo gostando de segurar a mão do garoto, se sentiu aliviado pelo aperto doloroso ter cessado. De forma nervosa se aproximou da irmã e a abraçou. Uma sensação estranha percorreu sua espinha quando os braços gelados o envolveram, algum tipo de mal pressentimento, mas resolveu ignorar o fato, provavelmente era apenas o nervosismo.
_ Você cresceu muito, maninho, já é quase um homem.
A garota comentou quando se separaram.
_ Bom... Se passaram dez anos.
O garoto comentou, coçando a nuca em nervosismo, o receio de ser odiado pela irmã crescendo cada vez mais.
_ De fato_ a garota sorriu, logo desviando sua atenção para os cinco desconhecidos sentados no sofá_ quem são eles?
Perguntou, analisando cada um com atenção.
_ São meus amigos. Eles vieram porquê... Eu tinha receio que você me odiasse pelo que aconteceu.
_ Ora, que bobagem, como eu te odiaria? Você é meu irmão, você poderia matar alguém e mesmo assim não te odiaria.
A garota sorriu e o abraçou novamente. O alívio foi instantâneo, saber que Adrià não o odiava era reconfortante, não conseguia imaginar o que faria se esse fosse o caso. Quando se soltaram do abraço Arthur puxou a irmã para perto dos amigos, tinha que apresentá-los devidamente.
_ Adrià, esses são, Alice, Alex, Draco e Harry, creio que você se lembra de Dominic.
_ É um prazer conhecê-los, e sim, me lembro muito bem de Dominic.
Todos trocaram sorrisos educados com a garota, o ambiente aos poucos ficando mais leve.
Os sete passaram boa parte do dia conversando nos jardins, Arthur, Dominic e Adrià colocando o assunto de dez anos em dia enquanto os outros conversavam entre si, vez ou outra interferindo no assunto. A semelhança entre Adrià e Arthur era visível, não só na aparência, como em alguns aspectos da personalidade também.
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Um Entre Mil Perfumes
RomanceUma poção que exala um perfume floral, um cheiro comum, mas ao mesmo tempo único. Harry nunca poderia imaginar que de sua poção sairia um cheiro tão peculiar, ainda mais a quem ele pertencia. Poderia ser qualquer perfume entre mil ou até milhões, mu...
