capítulo treze

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 Yami visão

Depois da saída da Grey e da Noelle, enviei uma parte da equipe para uma missão em uma masmorra distante, assim tenho tempo pro que tô planejando.

Ficamos apenas Gauche, Gordon, Henry e eu, afinal eles não estão de boas com os outros membros, também estamos esperando Finral retornar de seu pequeno serviço.

- o que aquele inútil está fazendo pra demorar tanto?- digo já estressado e querendo resolver essa história o quanto antes- espero que ele não tenha enrolado pra flertar!

- capitão o senhor acha que está certo na sua suposição?- Gordon me questiona.

- sim- digo- você os conhece melhor que isso Gordon.

- não sei, humanos são desprezíveis- Gauche diz- porque não chamar alguém daqui?

- porque pode ser que haja um dedo da realeza nisso- falo.

- bem provável- Gauche continua- mais porque eles fariam isso?

- até onde eu seu eles desprezam a Noelle- Henry diz também confuso.

- ódio está longe de ser- falo e recebo olhares curiosos.

- como assim?- Henry pergunta primeiro.

- Noelle é praticamente a cópia viva da mãe- ouço suspiros- então somente acho que eles possam querer proteger ela- suspiro- do modo errado.

- mais se é pra proteger porque mandar para um esquadrão?- Gauche diz.

- porque esse é ou era o esquadrão que recebia as missões menos perigosas- Gordon responde- até que nos envolvemos com o sol da meia noite e enfrentamos diversos oponentes fortes.

- então o esquadrão com missões fracas e fáceis de tornou um com missões suicidas- Gauche completa- mais fazer isso, ferir ela pra proteger é meio longe demais!

- isso é um saco!- digo- mais agora já sabem de uma parte sobre a Noelle...

Antes que eu acabe, um portal se abre e por ele passa um Finral juntamente com a pessoa que estava esperando vestindo uma capa, sorrio com a discrição mantida.

- cheguei!- diz o mago dos portais.

- demorou o carango- diz Gauche - quem você trouxe?

- estou triste por não se lembrar de mim- a pessoa sorri e abaixa a capa - a quanto tempo pessoal, estava com saudades!

- VOCÊ!!!- escuto Gauche e Gordon gritarem e sorrirem.

- não sou apenas um fantasma- vejo um sorriso faceiro em seus labios- boo!

- capitão você está louco?- Gauche diz.

- eu me perguntei sobre isso o caminho inteiro- Finral fala.

- não, afinal aquela magia- aponto pro grimório- pode ser a chance de vingar nosso esquadrão...

- hum- a pessoa diz- alguém pode me falar sobre o que aconteceu aqui?

E vai ser bem complicado explicar isso...

Noelle visão

Depois de sairmos da base, Grey e eu andamos até um veículo mágico que nos levou até o destino, e como posso descrever essa mansão ela é incrível, com lindos campos floridos.

- esse lugar é incrível Noelle- Grey diz animada- nunca vi tantas plantas juntas!

- sim é realmente incrível- sorrio verdadeiramente em tempos- e aí quer entrar?

- sim, vamos!- ela diz mais para no caminho- hey mais o que vamos fazer aqui?

- como assim...

- só estamos nós duas aqui!- ela diz- sempre foi missões ou assistir as brigas do QG…

- é mesmo- falo- tanto tempo sem paz, será que vamos nos acostumar novamente?

- bem não sei- ela diz- mais tô querendo dormir a viagem foi longa.

- foi mesmo- falo olhando para o céu já entardecendo- pode ir na frente, Maria te mostrará o quarto.

- e você?- ela diz com um olhar conhecedor- o que me diz?

- eu vou ficar bem- sorrio- apenas revendo o lugar, tentando me lembrar de quando era pequena.

- você sempre vinha aqui?- ela diz- desculpa pela intromissão mais parece muito legal.

- sim, fiz muito isso...- olho para o céu novamente- bem vamos, também estou cansada- falo não querendo entrar em muitos detalhes da minha infância aqui.

Depois de nos acomodarmos, e jantarmos, apenas garanto que a Grey já está dormindo, saio para fora sutilmente e me sento numa cadeira de balanço que tem no jardim dos fundos e ainda como me lembro continua belo, calmo e passivo.

Das poucas coisas que me falavam sobre a minha mãe e que ela havia criado esse lugar para ter paz, para refletir…

-o que você faria mamãe?- pergunto para o nada- o que você diria se tivesse na mesma situação que eu? Você também fingiria que está tudo bem?

Apenas recebo o silêncio com uma leve brisa com cheiro de flores doces.

- as vezes eu vejo uma luz- sorrio- mais eu nunca a alcanço- começo a chorar novamente- o quão louca eu estou por falar com você? Você não poderia me ajudar, mais eu preciso desabafar.

Dou uma pausa na minha conversa solitária.

- porque eu sinto as memórias em mim?- digo com lágrimas e fecho os olhos- eu fui embora, ele escolheu meu caminho, acreditar em mim e eu fiquei sozinha... Sozinha chamando por ele enquanto o via me matar e proferir seu ódio.

Me levanto da cadeira e abro meus olhos, vendo a majestosa lua, tão linda e brilhante.

- eles não falam, mais não é preciso dizer nada... Eu sei quando é tarde demais- ando em passos lentos de volta pra mansão- eu penso que já é hora de desistir…- suspiro e sinto um vento realmente forte passando por mim- mais não estava assim.

Corro rápido para dentro da casa e assisto o vendaval estranho que se formou, apenas encaro de longe, até uma flor ser pousada em minha mão.

- mais o que é isso?- quando olho já não há mais vento, apenas a noite calma- dente de leão? Como você não se desmanchou?

" - Acier gostava dessas flores, segundo ela significava cura e fé… vamos Noelle assopre faça um pedido especial do fundo do seu coração, sua mãe dizia que quando se é verdadeiro e tem esperança, tudo acontece!"

- cura e fé- sorrio- a irmã Thereza me falou uma vez- fecho os olhos e assopro- que eu encontre o meu rumo- sorrio- isso foi um sinal seu mamãe? Você não quer que eu desista é isso?- digo vendo as pequena pétalas voarem para longe.

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