Eu passei os dias antes do feriado de Natal no dormitório de Draco. Minhas coisas ainda estavam com Jorge e Fred, entao eu passava o dia todo com as roupas de Draco, deitada na cama dele e conversando com Crabbe e Goyle, ja que aparentemente Draco tinha expulsado Zabini do dormitório por causa do que ele e Pansy fizeram.
Não via meus amigos a dias, Snape havia me dado uns dias de folga depois que Draco relatou a ele o que havia acontecido.
Aquele era o dia de pegar o trem para Londres e passar o Natal com a família. Não estava mais ansiosa como antes, mas ainda estava feliz por ver o meu pai depois de um bom tempo apenas conversando por cartas. Eu, Malfoy, Crabbe e Goyle optamos por pegar o segundo trem, que saia de madrugada e chegava em Londres de manhã
Eu fui o trajeto todo jogando xadrez bruxo com Goyle, Crabbe torcia pelo amigo e Draco nao soltou a minha mão nem por um segundo, eu sorria sentindo sua mão fria na minha. Nem mesmo no trem eu vi o trio de ouro, nem mesmo os gêmeos que ficavam sempre circulando pelos vagões, talvez tivessem pegado o primeiro trem.
Assim que chegamos na estação de King's Cross, Draco beijou minha testa e me abraçou. Eu gostava daquela sensação de cuidado, de ser amada, só queria poder retribuir da mesma forma e não sentir a todo momento que vou me apaixonar.
—Tem certeza que não quer ir pra minha casa?- ele perguntou.- Minha mãe ia adorar ter você por la pelo quinto ano seguido.
—Tenho, vou passar o Natal com o meu...Com os meus amigos esse ano.- ele sorriu de canto.
—Feliz Natal para você e seu pai, Alya.- ele sussurrou no meu ouvido me dando um beijo na bochecha e eu sorri.
••••
Fui a última a chegar em casa,quando cheguei todos estavam na mesa. Molly foi a primeira a vir me abraçar e me desejar um Feliz Natal.
Eu a abracei e logo depois abracei Hermione e Gina que vieram preocupadas até mim. Era de se esperar, afinal eu havia sumido nos últimos dias.
Abracei Harry e Ron que pareciam aliviados por eu ter chegado, e então senti Fred me levantando no ar. Abracei os gêmeos por longos minutos, realmente não conseguia ficar longe deles por muito tempo. Jorge me levou de cavalinho até a mesa e foi então que eu vi Arthur Weasley.
—Feliz Natal, senhor Weasley, te desejo melhoras.- ele tinha o braço engessado e ferimentos pelo corpo, e eu não fazia ideia do que tinha acontecido.
—Com certeza ele vai melhorar.- ouvi Sirius atrás de mim.
—Pai!- corri para abraçá-lo. O abraço foi tão forte que eu achei que estava sufocando ele, mas ninguém poderia me culpar por ter saudade do meu pai.
—Seus amigos me disseram que você havia sumido, depois conversaremos sobre isso.- ele disse de modo que só eu ouvisse.
— Tudo bem pai, eu estava com o Draco.- disse para amenizar, mas não funcionou muito bem.
—O filho do Malfoy que te fez chorar?- eu sorri sem graça assentindo.- Ótimo, e o que ele faz? Te abandona nos lugares e te chama de traidora de sangue?
— Ele te mandou Feliz Natal...- tentei dizer.
—Diga para ele enfiar o Feliz Natal na...- Sirius tentou dizer.
Molly nos chamou para o café e graças à Merlin interrompeu o que meu pai ia dizer. Eu ainda iria fazer ele conhecer Draco e eu sabia que se dariam bem.
Comemos e logo depois trocamos os presentes. Eu e Harry havíamos comprado presentes para todos semanas atrás, e todos adoraram o que ganharam. Molly havia tricotado para mim um suéter verde com um B bordado em branco, sem dúvidas um dos melhores presentes que já ganhei.
Em um momento brindaram a Harry por ter salvo a vida de Arthur, eu precisava descobrir o que havia acontecido.
Mais tarde naquele dia Sirius me chamou para conversar, ele me levou para uma sala com um papel de parede um tanto quanto peculiar que apenas depois fui entender que era uma árvore genealógica.
Haviam alguns rostos queimados, eu não entendi o porquê. Meu pai me fez sentar de frente para parede e começou a contar toda história da família Black.
Contou sobre sua infância difícil com seus pais, sobre a mania elitista de sangue puro da mãe dele, e de como fugiu para casa do pai de Harry quando tinha a minha idade. Se Sirius nao tivesse fugido provavelmente teria se tornado um Comensal da Morte, e aquilo me deu arrepios.
—Não sou igual a eles, nunca fui.- ele terminou sério.
— Sinto muito, pai.- apoiei a cabeça no ombro dele, era aconchegante.
— Teria gostado de Regulos e Andrômeda,até mesmo de Bellatrix antes de sofrer a lavagem cerebral da família. E quanto à Narcisa, você já a conhece não é mesmo?- eu assenti.
—Eu também não cresci em um lar acolhedor, entendo até certo ponto.- ele beijou minha cabeça.
—Depois que tudo isso passar seremos uma família de verdade, morando juntos eu, você e Harry, eu vou cuidar de vocês.- eu sorri com a ideia e Sirius também
—Isso vai ser ótimo, pai.- ele me abraçou.- Mas sabe, nós já somos uma família de verdade.
—Claro que somos.- ele segurou na minha mão e olhou para o colar de constelação que eu nunca tirava do pescoço.- Uma das poucas coisas boas que a minha mãe me ensinou foi o valor à família, tenha orgulho de ser uma Black mas pelos motivos certos. Eu te amo filha.
— Eu te amo pai.- ele beijou minha testa.
Eu não conseguia me lembrar da época em que eu não tinha um pai, ter alguém cuidando de você era a melhor sensação do mundo sem dúvidas.
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Only One - Draco Malfoy
Hayran KurguAlya não era tão invisível como ela pensava, talvez ser melhor amiga de Draco Malfoy e ter uma inteligência espantosa fossem fatores importantes para chamar atenção em Hogwarts. A vida sendo uma sonserina com poucos amigos era simples antes de se me...
