Madame Pomfrey já havia feito curativo em todos os meus ferimentos quando eu fui até Draco cuidar dos ferimentos dele.
O clima no Salão Principal era o pior de todos, morte e feridos chorando por suas perdas. Os corpos de Remus, Fred e Tonks já haviam sido cobertos, isso fez minha cabeça latejar por um estante.
—Eu posso fazer isso sozinho.- Malfoy falou assim que eu comecei a limpar o sangue seco que escorreu de seu nariz.
—Eu faço.- falei.- Preciso focar em algo.
A bochecha de Draco estava roxa assim como a de Tom, um corte no lábio e outro no nariz que ardiam conforme eu limpava e desinfetava.
—Não precisa cuidar de mim, Black.- Riddle disse antes de eu pegar o curativo para sua sobrancelha.
—Calem a boca, vocês dois.- continuei com mãos pouco firmes.- Me deixem cuidar de quem ainda resta.
Eu via o olhar de Draco e Tom quando olhavam para mim, era muita pena para sentirem de uma pessoa só e eu não queria que tivessem esse sentimento sobre mim.
Eu só parei de pensar demais quando vi a movimentação de todos que estavam no Salão até o lado de fora, eu corri na frente.
O pátio destruído poderia ser facilmente confundidos com ruínas, e la estava Lorde Voldemort com seu exército de Comensais da Morte parados com um sorriso escondido nos lábios. O dia estava amanhecendo nublado, a escuridão ainda prevalecia.
—Harry Potter está morto!- Voldemort disse momento que eu reparei no corpo de Harry sendo carregado por Hagrid e Gina gritou em agonia.-Silêncio, garota estupida! Harry Potter está morto, deste dia em diante depositarão sua fé em mim...Harry Potter está morto!
Os risos dos Comensais ecoavam pelas ruinas de Hogwarts, até mesmo o riso áspero do Lorde da Trevas. A primeira lágrima rolou pelo rosto antes de Hermione segurar firme na minha mão e eu sentir Jorge afagar minhas costas, aquela foi a última lágrima que me restava.
—E agora chegou a hora para que se declarem, venham e juntem-se a nós, ou morrerão.-Voldemort ordenou.
Ninguém moveu um músculo, ninguém iria se juntar a eles, eu vi até mesmo os sonserinos cujos pais eram Comensais se virarem contra Voldemort.
—Draco.- Lucius o chamou, eu me virei para olhá-lo, ele estava bem ao lado de Tom e dos Weasley, logo atrás de mim, com a expressão tão cansada.
—Draco, venha.-Narcisa ordenou.
—Não precisa ir, sabe que não precisa.- sussurrei.
—Me desculpe.- foi a última coisa que ele disse antes de se soltar do aperto de Tom e ir até o Lorde das Trevas, meu peito se apertou, ele não tinha mais motivos para não ficar exclusivamente do nosso lado.
—Muito bem, Draco, muito bem.- a voz de Voldemort era a única coisa audível ao meio de todas aquelas pessoas, o silêncio reinava quando o mesmo abraçou Malfoy tão sem jeito.- E aos traidores, terão outra chance se voltarem para o meu lado.- agora o olhar dele era fixo em mim e Tom.
—Nunca.- falei firme, mesmo que meus pulmões estivessem fracos.
—Uma pena ter que mata-los, meu próprio filho e o meu diamante raro.- Riddle segurou meus ombros ao ouvir aquilo de seu pai, mas paramos um segundo quando vimos Neville dar alguns passos à frente mancando e segurando um chapéu velho.- Devo admitir que esperava mais, quem é você, meu jovem?
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Only One - Draco Malfoy
FanfictionAlya não era tão invisível como ela pensava, talvez ser melhor amiga de Draco Malfoy e ter uma inteligência espantosa fossem fatores importantes para chamar atenção em Hogwarts. A vida sendo uma sonserina com poucos amigos era simples antes de se me...
