—O café está servido, Senhorita Black.- Monstro anunciou assim que eu e Tom entramos na cozinha do Largo Grimmauld.
—Obrigada, Monstro.- sorri pegando um xicara de café, eu e Tom corríamos pra não nos atrasar.
—Hoje o dia será cheio, Monstrinho, vamos voltar para Hogwarts.- Riddle piscou mordendo sua torrada.
—Monstro não gosta nem um pouco desse apelido.- ele reclamou, não importava quanto tempo Riddle morasse com a gente, Monstro nunca se acostumaria com os apelidos.- O Senhor Malfoy não irá com vocês, imagino.
—Não, ele não vai.- respondi virando o último gole de café, antes de Riddle subir as escadas para pegar nossas malas.
—Monstro quer saber o porquê.- ele abaixou as orelhas.
—O mesmo motivo pelo qual Draco não está morando com a gente aqui. Lucius foi perdoado pelo Ministério por ter revelado muitos nomes de Comensais da Morte, mas não quer dizer que a família Malfoy não está em crise.- contei.- Ele está precisando segurar as pontas na Mansão Malfoy.
—Ei Aly, chegou uma coisa pra você!- Riddle gritou do hall de entrada.
Ele veio até mim segurando uma caixa quadrada que eu já sabia exatamente o que era, havia encomendado à dias, só estava esperando a coruja trazer.
—Isso é seu.- entreguei a caixa para Monstro que serrou os olhos para nós dois.- Vamos logo, abra.
Ele abaixou as orelhas enquanto abria o embrulho, e ao ver o lindo par de tênis azuis tentou conter o sorriso.
—A senhorita está libertando Monstro?.- ele estava vermelho de vergonha.- Monstro não pode aceitar.
—É um presente, por todos esses anos servindo a família Black, você fez por merecer, Monstro.- eu sorri e ele também.
—Então agora Monstro precisa de um emprego.- eu assenti.- Monstro quer trabalhar para a senhorita Alya Black.
—Nao, Monstro, você pode ficar aqui se quiser, mas não prefere um emprego em Hogwarts, ou até no Ministério? Eu poderia conseguir isso facilmente para você.- ofereci, talvez ele quisesse viver sua própria vida, conhecer o mundo fora daquele ciclo da Casa dos Black.
—Monstro quer continuar servindo a senhorita Black, assim como servia o senhor Régulus que era tão bom com Monstro.- ele abaixou as orelhas sorrindo.
Eu era muito grata por Monstro, e se ele preferia continuar trabalhando no Largo Grimmauld, eu não via nenhum problema.
—Tudo bem, mas que fique claro que você agora é um elfo livre, e que está livre para ir e vir quando quiser.- ele continuou sorrindo quando eu concordei.
••••
—Precisamos mesmo buscar a Weasley fêmea e a senhorita sabe tudo?- Riddle perguntou antes de batermos na porta da Toca.
—Pensei que eu fosse a senhorita sabe tudo.- levantei a sobrancelha para ele enquanto Molly abria a porta e nos convidava para entrar.
Ela nos ofereceu torta e bolo, o maravilhoso bolo da senhora Weasley que eu era incapaz de recusar.
Tom olhava a sua volta inteira, ele nunca havia entrado na casa dos Weasley antes, lembrei de como eu fiquei fascinada na promeira vez que entrei la.
Molly havia nos falado um pouco dos filhos, Percy estava com muito trabalho no Ministério, Jorge passava dia e noite na Gemialidades Weasley, Ron estudava muito com Harry para prova de auror e Gina não via a hora de terminar seu último ano em Hogwarts.
Gina e Mione estavam terminando de fazer as malas antes de irmos para Plataforma Nove Três Quartos, eu saboreava com gosto o delicioso bolo de Molly enquanto Tom dava dicas a ela de como diminuir a praga dos gnomos no jardim.
—Alya, que bom que chegou, venha comigo, venha.- o senhor Weasley me chamou empolgado.- Você vai adorar.
Deixei os dois conversando a companhei Arthur Weasley até o lado de fora da casa, a visão que eu tive era esplêndida.
—Voce consertou?- perguntei e ele sorriu assentindo.- Ficou incrível, impecável, deslumbrante!
—Sirius iria querer que sua moto ficasse com a filha, e foi divertido consertar uma coisa trouxa.- ele falou me entregando a chave.
Eu respirei fundo passando as mãos pelo banco de couro, aquela moto era sensacional. Me lembrei das vezes que meu pai havia dito que daríamos passeios de moto no verão, e da empolgação com que ele falava sobre ela.
Mas aquela moto não me pertencia, havia outra pessoa que assim como eu ja havia ouvido muito sobre aquela moto, alguém que diferente de mim gostava dela não só pela lembrança do meu pai, Harry Potter.
—Ela ficou ótima, Arthur, mas...-tentei dizer.
—Você pretende que ela fiquei com outra pessoa.- ele sugeriu e eu assenti.
—É, eu sei que Harry gostaria tanto de tê-la quanto eu.- falei me olhando no espelho retrovisor.- O senhor devia entregá-la à Harry.
—Por que você mesma não faz isso?- ele apontou para Potter que estava vindo na minha direção e nos deixou sozinhos.
—Essa é a moto do Almofadinhas?- ele perguntou empolgado.
—É sim, Arthur consertou.- falei cruzando os braços.- Ele me deu, e agora eu estou dando pra você.
Harry arregalou os olhos para mim, ele era apaixonado pela aquela moto.
—Isso é sério?- ele perguntou sorrindo e eu assenti estendendo a chave para ele.- Brilhante! Mas só aceito o presente se me deixar te levar até King's Cross.
—E você sabe dirigir essa coisa, Potter?- levantei as sobrancelhas para ele.
—Não deve ser tão difícil, certo?- ele falou antes de colocar o capacete.
—Espera, você não sabe pilotar?- perguntei.
—Confie no seu irmãozinho de coração!- ele falou alto devido ao barulho do motor.- Suba!
E antes que Harry Potter me levasse para pegar o Expresso de Hogwarts, encontrar Mione, Gina e Riddle na plataforma e embarcarmos para mais um ano na escola de magia e bruxaria, eu olhei para o túmulo de Fred que tinha as mais belas flores do jardim e ali paguei a aposta que tinha feito antes dele morrer, deixei 5 galeões por termos ganhado a guerra.
Logo eu estaria indo para o meu último ano em Hogwarts. Fechei os olhos por um segundo e me lembrei dos primeiros anos la, os quais eu nunca esqueceria.
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Only One - Draco Malfoy
FanfictionAlya não era tão invisível como ela pensava, talvez ser melhor amiga de Draco Malfoy e ter uma inteligência espantosa fossem fatores importantes para chamar atenção em Hogwarts. A vida sendo uma sonserina com poucos amigos era simples antes de se me...
