Acordei com a claridade vindo das janelas, noite passada havia me esquecido de fechá-las. Me virei e o relógio de cabeceira mostrava que era mais cedo do que costumava acordar, havia acabado de amanhecer. Por mais que acordei antes que as galinhas, me sentia disposta para um café quente. Me levantei e olhei pela janela, muita neve... é muito provável que esteja congelando lá fora, pois algumas pessoas passavam com casacos enormes, casacos esses que não estava pronta para usar, pois nenhum combina comigo ou com as roupas que uso.
Fui para o banheiro e fiz minha higiene matinal, ajeitei a cama e caminhei até a cozinha sentindo o cheirinho forte de café.
— Fiz muito barulho? Não queria te acordar. — o pequeno ser tomava conta da minha cozinha. A envolvi em meus braços em um abraço quentinho, não estava suportando o frio.
— Minhas roupas ficam boas em você. — observei o tamanho de minhas roupas nela, a diferença é grande. — Fez café? — meus olhos brilharam quando ela me disse que sim. A soltei e corri para pegar uma xícara e para meu prazer o café não estava amargo.
Caroline dormira aqui noite passada, era tarde quando nos recuperamos depois de uns amassos e a neve cobriu a cidade, poderia ter a levado para sua casa, mas não aguentei me despedir dela e ela aceitou o convite de dormir aqui, contanto que não houvesse provocações de minha parte. Assistimos filme até pegar no sono juntas. Respeitamos Peter, pelo menos depois do beijo ardente no sofá, mas senti que Carol ainda se preocupava com isso. No lugar dela eu também me preocuparia.
— Teria como você me deixar na escola já já? — perguntou envergonhada. — Olha, eu não queria pedir isso, mas está nevando tanto e você sabe que os táxis nessa época do ano... — dizia enquanto comíamos na mesa de jantar que ficava em minha sala. — eu só não queria fazer você sair de casa tão cedo. — confessou em um suspiro só.
— Eu pedi para ficar, então eu a levo. Quer passar em casa antes? — perguntei a vendo corar, aquilo era um sim. — Vou tomar um banho e já vamos, ok? Termine seu café da manhã. — Avisei saindo da mesa e indo me ajeitar.
Graças aos céus que eu estava disposta, dormir ao lado de Carol me fez flutuar. Era como dormir depois de ir à academia, você apenas desmaia. Saímos de casa tão cedo que não pegamos trânsito, Carol voltou a usar as roupas que viera na noite passada, mas a emprestei uma casaco mais grosso e a dei uma manta para se cobrir durante o caminho.
Ao chegar em sua casa ouvimos Olly arranhar a porta, que saudade eu estava daquele bolinha de pelos. Ao me ver ele se esfregou em minhas pernas e Carol o olhou incrédula.
— Sou sua mãe, largue de ser ingrato. — disse se questionando do porque de Olly não fazer o mesmo com ela. O peguei no colo e adentramos a casa fria.
Carol pediu para que eu alimentasse Olly, enchi seu pote de ração até transbordar como ela pediu, agora entendia o porquê dele ser tão gordo. Caroline me contou que Nahomi, a mulher que cuida da casa, vem cuidar dele o resto da tarde, então a comida dava para toda a manhã. Ela desceu as escadas com as mesmas roupas, mas com hálito de hortelã e uma bolsa com os livros da sua escola. Estávamos bem adiantadas, então ela pode limpar a bagunça que o gatinho rabugento fez para chamar a sua atenção. Olly parecia ser teimoso e vingativo quando fica sozinho.
— O que você vai fazer hoje? — perguntou já dentro do carro, estávamos indo a caminho da escola.
— Ontem consegui marcar um horário com o Edward Beguers, aquele que te falei... — ela abriu a boca surpresa. — temos que revisar a manchete e aí sim irei publicar. — falei orgulhosa.
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Um Amor de Natal (Dayrol)
RomanceDayane vive seu sonho de ser escritora e colunista de uma das maiores editoras de Portland. Portland Publishing Company. Ela tem 30 anos e está realizada. Tem uma linda família em Grants Pass, seu pai é um bom empresário e vereador que quer subir de...
