Nem sempre eu soube o que quis fazer da vida, minha crise começou aos dezesseis anos, quando decidi que precisava calcular cada passo do meu futuro. Sempre tive medo de vacilar um passo e ter que recomeçar, mas uma pessoa sábia me disse que a vida é feita de recomeços, que está tudo bem errar porque é assim que aprendemos. Somos falhos e está tudo bem. Se você cair, levante e tente de novo.
Dessa vez eu não cai, estava indo bem. A garota em minha frente ria de cada palavra que eu dizia e às vezes tocava em minha mão. Sabia que estava indo bem porque Lexie se deu o trabalho de sentar próxima e me dizer como eu estava indo com apenas um olhar.
Minha mão suava, depois de Mason não houve mais ninguém que valesse a pena. Eu estava cheia de incertezas e não sabia o que queria. Estou buscando aprovação? Por que estou fazendo isso? Então a mulher se aproximou mais, meus olhos se arregalaram quando ela chegou próximo ao meu ouvido.
— Acho que deveríamos ir para um lugar mais quieto, não acha? — a voz dela era firme, a firmeza que naquele momento eu não tinha.
A música alta realmente estava fazendo minha cabeça doer, naquele ponto as taças de vinho já estavam me deixando mais solta. Eu pensei muito, pensei se era isso que queria mesmo, mas como posso ter certeza se eu nunca tentei? Viver em uma família que abomina tal ato nos faz repensar muito, pois ainda há muita coisa enraizada em nós. Mas afinal, está tudo bem ser você mesmo. Devemos nos orgulhar.
— Você gostaria de ir ao meu apartamento? — respondi rápido. Não queria deixá-la achando que não era isso que eu queria... não queria que ela percebesse que não estou fazendo isso por mim e sim para não desaponta-lá.
— Pelo que você me disse, eu moro mais perto. Vamos para o meu. — Theodora passou a mão por seus enormes cabelos castanhos e o jogou de lado, aquilo fez eu ter uma visão deliciosa de seu perfil. Eu assenti nervosa.
— Você pode só me dar um minuto? Preciso avisar meus amigos. — perguntei me levantando e a vendo me seguir, ela estava vestindo um vestido prata e seu sobretudo estava em seus braços.
— Vou te esperar lá fora, estou em um volvo prata. Não me deixe esperando... — ela beijou o canto da minha boca, meu corpo se arrepiou e eu fiquei ali parada vendo-a se afastar.
Dayane, seja você. Apenas isso. Nada de ruim pode acontecer, não é? Não é tão difícil assim.
— O que está fazendo aí parada, boboca? — perguntou Lexie me dando um tapa na cabeça, me assustei com tal atitude.
— Estou indo para o apartamento dela. — falei rápido em seu ouvido, a música estava alta o suficiente para ouvir apenas murmúrios.
— E está aí parada por quê?— Lexie já estava alcoolizada, incapaz de pensar muito bem. Talvez seja melhor ficar com ela.
— Você quer que eu fique e tome conta de você, porque eu posso... — tentei fugir, mas sabia que Lexie jamais deixaria que eu me sabotasse dessa forma.
— Dayane Limins, você vai sair por aquela porta e vai enfrentar esse medo de que você tem de mulher bonita. Se você não o fizer, juro que vou chutando sua bunda até em casa. — seu tom era agressivo. Ela me jogou meu casaco e me empurrou até a saída. Então tá, estou decidida.
Sai com a postura firme, a neve estava caindo mais forte agora, acredito que seja porque já passa da meia noite. Me deparei com Theodora encostada em seu carro, meu celular apitou em meu bolso e antes de ir até ela decidi olhar.
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Um Amor de Natal (Dayrol)
RomantiekDayane vive seu sonho de ser escritora e colunista de uma das maiores editoras de Portland. Portland Publishing Company. Ela tem 30 anos e está realizada. Tem uma linda família em Grants Pass, seu pai é um bom empresário e vereador que quer subir de...
