A porta se abriu. Pude ver uma Caroline confusa que me deu passagem para que eu entrasse e a esperasse em sua sala. Ela voltou, estava linda, com uma manta enrolada no corpo e o cabelo bagunçado. Provavelmente estava deitada, mas não dormindo porque seu rosto não estava inchado e muito menos estava sonolenta.
A olhei, mas sem encarar seus olhos, não sabia como me redimir pela atitude rude que tive mais cedo em meu carro. Ela respirou fundo e se sentou em meu lado, não distante e sim próxima o suficiente para abraçá-la e por mais que eu quisesse correr para seus braços, não o fiz.
— Agi feito uma babaca, vim me redimir. — falei olhando para um ponto distante da sala. Ouvi sua respiração alta e suas mãos tocarem minha bochecha. A olhei, ela me encarava com o seu olhar compreensivo.
— Eu só queria saber o que aconteceu para você fazer isso, nosso jantar foi tão... bom. — falou pensativa.
— Eu só tentei te empurrar um medo meu, mas vejo agora que não é assim que funciona. Me desculpa, não acontecerá novamente. — falei ainda sem conseguir olhar fixamente para ela, meus olhos fugiam toda vez que os seus buscava os meus.
— Está tudo bem, só precisa confiar em mim e não agir assim novamente, fiquei chateada e insegura. — falou abaixando a cabeça, me virei puxando seu queixo para mim, envolvendo seu rosto em minhas mãos.
— Insegura por quê? — perguntei sentindo seus olhos fugirem agora, dessa vez não foi os meus e me perguntei o porquê.
— Achei que tivesse se cansaço de mim. Achei que naquele jantar você tivesse percebido que não sou tão boa quanto... —houve uma pausa desagradável, massacrante — quanto sua paixão diz que sou. — falou e eu ri, ri sem querer. Ela me olhou nervosa e confusa. Eu ri mais e mais até ela começar a rir junto.
— Não tem como me cansar de você, eu gosto o suficiente para estar envolvida o suficiente para não querer larga-lá. Me perdoe por não tê-la passado segurança hoje. — ela assentiu e deitou a cabeça no meu ombro, a puxei para mais perto e a deixei assim por alguns minutos.
Minhas mãos foram para seus cabelos e massagearam, fazendo o perfume de seus cachos subir com mais força para o meu nariz. Inalei respirando fundo e ela suspirou, rindo baixinho. Logo me encarou e selou nossos lábios, não foi como o beijo de despedida que ela costuma me dar, não foi um beijo rápido ou um beijo que você dá por apenas dar. Era um beijo apaixonado, Caroline me puxava vagarosamente pela nuca, minhas mãos migraram para sua cintura que apertei com um pouco de força, fazendo Carol arfar baixinho.
Nossas língua dançavam em uma sincronia deliciosa, arrisco dizer que a mais gostosa que já provei. Caroline fazia um carinho gostoso em minha nuca, meu corpo se arrepiava com suas mãos tão delicadas me tocando. A puxei para mais perto, ela atendeu meu pedido e subiu em meu colo, eu me sentia nervosa com nossa aproximação e eu sabia que ela também. Eu sentia. Eu sentia tudo que Caroline sentia naquele momento, eu sabia que ela também tinha medo de Peter e eu sabia que ela também queria se livrar de todos os problemas envolvendo isso, mas que naquele momento tudo que queríamos era nós. Nós, juntas.
Caroline selou nossos lábios, aquietando nossas línguas e pedindo para respirar. Ela me olhou, o olhar apaixonado e calmo, o seu olhar vibrante e carinhoso. Feito o gato de botas, uma gatinha com olhos escuros me esperando dizer algo. Não precisávamos dizer uma palavra, nossos olhares diziam a mesma coisa, nos queremos e queremos muito.
— Carolzinha... — ouvimos lá de cima e Caroline olhou para a escada. Ela abriu a boca para falar algo, mas fechou logo em seguida e continuou olhando esperando, seja quem for, descer.
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Um Amor de Natal (Dayrol)
RomanceDayane vive seu sonho de ser escritora e colunista de uma das maiores editoras de Portland. Portland Publishing Company. Ela tem 30 anos e está realizada. Tem uma linda família em Grants Pass, seu pai é um bom empresário e vereador que quer subir de...
