plans for the future

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Acordamos com alguém esmurrando a porta, nós literalmente pulamos, Dayane caiu da cama e eu corri para recolher nossas roupas do chão. Olhei rápido para o relógio de cabeceira e marcava dez da manhã, dormimos mais que o normal. Joguei o roupão para Dayane e a mesma quase gritava para que eu não fizesse o que iria fazer naquele momento. Vesti minhas roupas e abri a porta, pronta para explicar o que Dayane fazia trancada comigo e com o quarto revirado daquele jeito.

E eu abri a porta. Mas a mesma se escondeu atrás da porta, onde sua mãe passou me cumprimentando.

— Me desculpe acorda-la, sei que estava cansada da viagem, Dayane ainda está dormindo... — riu, ela tinha um tipo de riso que deixava tudo constrangedor, fazia com que a tensão do ambiente aumentasse.

Olhei rápido para trás da porta e Dayane já estava vestida, apenas me olhando com aqueles imensos olhos castanhos, tentando respirar sem fazer barulhos.

— Eu deixei algumas caixas no armário, preciso do que tem nelas para o evento de amanhã. — evento de amanhã? Não lembro de Dayane ter me dito que faríamos algo.

Tudo bem, eu já iria levantar mesmo. — falei segurando a porta para que ela jamais pensasse em olhar naquela direção.

Então o impossível aconteceu. Naquele momento tudo era possível na verdade, voltei a me sentir uma adolescente que tem o dever de esconder um grande segredo. César passou pela porta dizendo algo para sua esposa, meus ouvidos ficaram surdos e minha única reação foi prensar a mulher atrás da porta novamente.

— Eu sei, querida. Me desculpe, Madeline combinou com seus sócios e eu não sabia. Arrume mais alguns lugares, por favor. — disse ele em um tom calmo, já a mulher o olhava pensando em como o mataria.

— Eu vou ver o que possamos fazer, mas não garanto nada, César. — então suas mãos foram para a gravata em que ele tentava ajustar, ela começou a laçar para ele.

Comecei a me sentir nervosa, eles estavam enrolando tanto que tudo começou a parecer que ia dar errado, principalmente quando duas crianças, uma garota e um garoto, provavelmente filhos de Megan apareceram. Minhas bochechas coraram com o fato de todos estarem me vendo em um pijama muito curto. Eu acenei com a mão e eles responderam com um sorriso, provavelmente nos falaríamos mais tarde.

— Obrigado, você é perfeita. — disse o homem pegando as caixas da mão da mulher e as levando para fora do quarto — Bom dia, Carol. — disse caminhando e a mulher indo atrás dele, levando as crianças junto.

— Bom dia, Sr. Limins. — falei ainda zonza de sono e de vergonha.

Então a respiração saiu, quase em um sussurro e uma Dayane nervosa saiu detrás da porta a fechando em seguida. A única coisa que eu fiz foi rir, rir de nervoso e rir por me sentir uma completa idiota.

— Está com aquele seu riso de nervoso? — perguntou e eu assenti gargalhando — Nunca mais vamos fazer isso, nunca mais... — respirou calçando sua meia e se retirando do quarto.

E o riso parou. Ele simplesmente foi preenchido por uma imensa solidão. Nunca mais...

Me arrumei e desci para o café da manhã, usava roupas de inverno e até apelei para um gorro, a parte debaixo da casa é bem mais fria. Ao passar pela cozinha vi Megan, com seus cabelos curtos mega lisos e os olhos muito mais claro que os de Dayane e Amelia, era um verde mais puxado para o mel. Seu cabelo também não era negro, era um castanho bem claro, mas quando ela sorriu para seus filhos eu soube, era o mesmo sorriso de Day.

Ela me viu e por um segundo achei que iria negar minha existência ali, que apenas fingiria que não me viu. Mas eu estendi minha mão.

Carol... — falei.

Um Amor de Natal (Dayrol)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora