NOTAS: desculpem o sumiço, desculpem mesmo. estou com uma nova fic bem interessante que vem me ajudando a dar algo a vocês enquanto eu estou parada por aqui. O cap de hoje é pequeno, mas se eu tiver tempo até amanhã posto outro ok? Espero que gostem, desculpem se tiver alguns erros tb.
***
Pov Caroline.
Eu nunca estive tão brava como estou agora, nunca em relação a Day. Ela realmente havia me tirado do sério, ela resolveu esmagar meu coração com suas palavras. Dayane sempre me disse coisas muito bonitas, como quando dormíamos juntas e ela me acordava dizendo motivos para ela não conseguir parar de me amar, ela sempre terminava dizendo que jamais pensaria na ideia de me deixar.
Não sou alguém que tem apego nas palavras, pelo contrário, acho que tudo pode mudar de uma hora para outra e nos surpreender, mas eu confiei nela. O que mudou? Eu gostaria de perguntar, mas eu sei a resposta. Dayane me culparia ou culparia as pessoas que fizeram parte de sua criação, ignorando o fato dela agir assim por vontade própria, ninguém jamais colocou uma arma em sua cabeça e pediu para ela agir com falta de maturidade e responsabilidade emocional.
Responsabilidade emocional, está aí uma coisa que ela não vem tendo. Ela roubou meu coração, veio ao meu encontro como um relâmpago que não mede esforços a iluminar o céu. Ela foi destemida e me deu certeza do que queria, disse não haver medos e prometeu que sempre haveria respeito, já que com Peter não havia. A diferença é que ela me magoa com palavras, age estranho, mas ainda não começou a me empurrar e depois ameaçar como ele fazia. Eu não sei o que esperar dela, me magoa ter medo porquê eu realmente achava que a conhecia, foi tudo uma ilusão.
— Você está bem? — perguntou Riley enquanto dirigia, quando a liguei ela disse que já tinha planos e que não faria mal se eu a acompanhasse.
— Acho que sim, você está? — perguntei ainda olhando a estrada branca por conta da neve.
— Cansada, mal dormi ontem. — suspirou pesado — Você conseguiu dormir bem? — senti ela me encarar por alguns segundos, mas não me virei.
— Sim, dormi feito uma pedra. — tequila me fazia apagar, não importa onde eu estava — Você ficou por muito tempo por lá? — provavelmente ela já pegou o meu jogo, eu queria saber se ela viu a Day.
— Fiquei uma ou duas horas a mais que você, fui para casa antes das três da manhã, até onde sei. — sorriu.
Ela tinha um sorriso muito bonito, encantador. Riley era uma caixinha misteriosa que me fazia ter a impressão que ela me surpreenderia cada vez mais que eu me aproximasse. Eu sentia que ela me lia, tentando desvendar o meu segredo. Muito observadora e centrada, ela é o famoso "ponto sem nó".
— O que pretende usar hoje? — perguntou tentando me tirar da bolha que eu me enfiei.
— Acho que alguma coisa que diga "bonita" e não "ela saiu da cidade grande mesmo". — era verdade, vir para cá me fez ter medo de usar algo que é considerado da moda em Portland e aqui, por ser uma cidade pequena, brega.
— Não somos tão caipiras assim. Na dúvida use vestido, já dizia mamãe. — mamãe... eu me perguntava muito sobre a criação de Riley.
— Como são seus pais? — perguntei de uma forma calma, tentando não ser invasiva.
— Velhos e os seus? — perguntou rindo com sua resposta tosca.
— Mais novos que eu. — eu sentia que estava em um jogo de perguntas, onde ambas queriam respostas, porém fugiam uma da outra.
Eu não vou ceder.
— São bons, se é isso que você quer saber. Meu pai é um empresário do ramo imobiliário e ama velejar, por mais que você não imagine todo esse gelo virando água. — sorriu para mim e eu retribui — Já minha mãe foi enfermeira por uma época, por isso decidi me tornar médica. — contou suspirando, como se estivesse grata por essa história acabar.
— Meus pais ainda moram na Califórnia, com meus dois irmãos. — falei na tentativa de não deixá-la sozinha falando de seus pais.
— Gostaria de visitar a Califórnia qualquer dia, talvez apenas para conhecer Los Angeles, confesso. Me diga como é... — pediu com o olhar na estrada, mas eu sabia que ela queria me olhar nos olhos como sempre fazia.
— Grande e muito, eu digo MUITO, populosa. Você vê pessoas com todos os estilos possíveis, crenças e nacionalidades. O que eu acho incrível. — acrescentei — Quando era menor gostava de ir lá, pensar na história de cada um, até conversava com algumas pessoas em filas de mercado para saber de onde vieram, o sotaque entregava, mas eu gostava mesmo era de ouvi-los falar. — contei buscando o ar que havia deixado faltar de tanto falar.
Nossa conversa foi assim até chegarmos no centro, havia bastante pessoas passando pelas ruas que eu nem acreditava que elas conseguiam sair no frio que estava. Quando ela parou o carro em uma vaga qualquer e falou que teríamos que ir andando, senti um arrepio percorrer meu corpo. Lá fora estava mais frio do que parecia e toda essa neve andava me deixando irritada. Qualquer dia vou me mudar para um país tropical do mundo, onde vou poder ir a padaria de short não importa o dia do ano.
Havíamos visitado algumas lojas, mas não encontramos nada que gostaríamos. Eu realmente não iria comprar nada, mas provavelmente precisaria de algo bacana para hoje e para a véspera que seria daqui dois dias. Eu pensei em usar vestido, mas por que não ser um pouco diferente? Riley estava certa, ninguém aqui é caipira, aliás eu nem deveria me preocupar com o que usar já que nessa altura do campeonato o problema maior tem sido enfrentar o humor caótico da mulher que eu amo e o meu amor "não-bíblico" pela mulher que eu amo.
— Eu gostei disso... — falei apontando para Riley e a puxando para perto, ela levantou as sobrancelhas e me olhou.
— Diferente, mas incrivelmente bonito. Quer provar? — perguntou com a maior atenção do mundo, me mostrando que não tínhamos tempo a perder, mesmo com o relógio correndo em seu pulso.
— Quero, vai ser rápido. — prometi pegando a peça de roupa e indo para o provador.
Foi difícil me desfazer de todas as roupas que eu estava usando, até fiquei chocada em ainda sentir frio com o tanto de blusas que resolvi usar essa manhã. Mas no final das contas, valeu a pena. O que eu havia escolhido realmente caiu super bem em mim, eu estava incrível e até conseguia me ver usando essa noite com alguns acessórios.
— Eu não tinha razão, isso não é diferente. Você está maravilhosa, acho que nunca esteve tanto como agora. — disse Riley me olhando de cima a baixo.
— Não achou "demais" para hoje? — perguntei me olhando no espelho, conseguia ver Riley me encarar de cima a baixo atrás de mim.
— Acho que você está demais, mas não no sentido pejorativa. — todos nessa cidade velam os elogios.
— Quer dizer que estou linda, não é? — falei rindo de minha nota mental.
— Isso. — assentiu corando como se estivesse com muito calor.
— Vou levar. — falei voltando ao provador e logo após indo para o balcão pagar.
Já havíamos andado bastante quando ela achou algo para usar, do tipo Riley. Um vestido roxo reluzente, com um casaco e saltos pretos. O foco seria justamente o vestido que caiu como uma luva em sua pele bronzeada. Estávamos indo almoçar, ainda a pé quando chegou uma mensagem de Day.
Day: "Me desculpe por hoje cedo, fui uma babaca. Espero que possamos conversar mais tarde."
Óbvio que ela viria com uma desculpas esfarrapadas, na verdade ela nem se desculpou. É apenas uma forma dela se sentir melhor e saber se eu ainda estou aqui para ela. Eu estava tão decepcionada que poderia escrever um texto gigantesco sobre como ela havia me deixado, mas por que dar esse sabor a ela? Por que a contar sobre como ela me afeta? Eu sei o que isso fez comigo e com Peter, não a contaria nem mais uma insegurança minha para que isso não seja jogado em minha cara depois.
Carol: "Claro."
Foi tudo que pude dizer enquanto Riley me puxava, foi tudo que eu quis dizer. Cansei de conversar com Day, cansei de mostrar a ela como ser diferente. Eu realmente estava cansada de me relacionar pessoas quebradas com a intenção de conserta-las, não é essa a minha função em relacionamentos
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Um Amor de Natal (Dayrol)
Любовные романыDayane vive seu sonho de ser escritora e colunista de uma das maiores editoras de Portland. Portland Publishing Company. Ela tem 30 anos e está realizada. Tem uma linda família em Grants Pass, seu pai é um bom empresário e vereador que quer subir de...
