The Dinner

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Acordei sentindo uma leve pressão em minha bochecha, junto do cheiro de pêssego do novo shampoo de Dayane. Me remexi e percebi que estava coberta, me custava a abrir os olhos e sair daqueles braços quentes e cheirosos.

— Sei que está cansada... — passou o nariz em meu ouvido e senti um arrepio — mas temos um jantar para ir, você dormiu bastante. — disse em um suspiro, eu quase a pedi para continuar a falar. Dayane tem a voz mais melodiosa que eu poderia ouvir.

— Queria dormir mais... — reclamei, estava fazendo drama para ser tratada como uma criancinha, Dayane adorava isso. Fiz um pequeno bico e a ouvi suspirar.

— Toma um banho quentinho, eu até te acompanharia... — então me lembrei do quanto era perigoso ficar assim com ela, deitadas e abraçadas.

Me levantei em um pulo, sentindo minha pressão cair e minha visão escurecer por dois segundos, nesses dois segundos não consegui achar os olhos que eu tanto procurava.

— O que foi isso? — ela tocou com as palmas em minhas bochechas e me olhou fixamente.

— Temos que tomar cuidado! — falei brava, eu estava começando a ficar carente dos carinhos de Dayane e isso me irritava.

Minha mãe e Amélia foram comprar algumas coisas para abastecer a geladeira, pediram para que eu te acordasse. — e agora foi minha vez de suspirar, estava sim chateada com Dayane por questões de me esconder e me enganar, mas jamais iria querer ferrar com sua vida assim.

Vou para o banho. — o banheiro ficava no mesmo corredor que o que eu estava.

— Você pode usar o meu se quiser. — falou me abraçando por trás. Eu estava procurando alguma roupa para usar hoje a noite já que não fazia ideia do que usar.

— Quer me ver nua? — ela riu baixinho e me virou para ela.

— Você está muito estressada, precisa relaxar de alguma forma, não é? — e suas mãos foram parar em minha cintura em um passe de mágica.

Dayane selou nossos lábios, de uma forma simples, mas muito gostosa. Esfregou sua boca na minha até que minha paciência se esgotou e eu ataquei sua boca. Estava com saudade de beija-lá dessa forma, achei que pudesse fazer isso aqui e esqueci de aproveitar em casa. Eu nunca vou me conformar de como beijar ela é bom, me dá a sensação que estou nas nuvens, mas com a adrenalina de que estou saltando sem paraquedas.

Suas mãos migraram para a minha bunda e eu sabia que deveríamos parar por aqui, mas continuei acariciando sua nuca e arranhando seus ombros por dentro da camisa. Não demorou muito para que eu a levasse para a cama e subisse em cima dela, pronta para tirar tudo que ela vestia.

Você ouviu isso? — perguntou ainda apertando minha bunda contra ela.

— Ouviu o que? — perguntei irritada voltando a atacar seus lábios.

— Minha mãe chegou, ela está subindo. — então fui arremessada para o outro lado da cama e Dayane ficou de pé.

Me senti uma adolescente que estava sendo descoberta, não acredito que terei que passar por isso de novo. SOMOS ADULTAS!

— Carol, querida? — então a porta foi se abrindo devagarzinho e a cabeça da mulher mais velha apareceu — Que bom que Dayane a acordou, se apronte porque às sete horas nós temos um jantar! — avisou e saiu, rápido demais até.

Olhei para Dayane e voltei para a gaveta atrás da minha toalha que havia colocado lá. Me enfiei no banheiro e tomei um banho quase fervendo pensando em seus toques... infelizmente eu não poderia demorar, tinha cabelo e maquiagem para fazer.

Um Amor de Natal (Dayrol)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora