Estávamos em um restaurante chique, cujo os pratos tinham valores de móveis decorativos modernos. Não me sentia tão confortável, além da minha roupa completamente deselegante para a ocasião, não queria que ele gastasse tanto dinheiro comigo.
"largue de ser boba, ele ganha esse valor há cada 25 minutos, pelo menos em suas estatísticas. Além do mais, ele a convidou e é ele quem deve pagar o jantar!" gritou minha consciência, me fazendo ficar longe por um tempo. Acordei do meu transe com Edward me olhando esperando uma aprovação, então notei que ele estava fazendo o pedido, ao me ver tão distante decidiu pedir por si só.
— Vamos querer o prato da noite e o melhor vinho que tiverem. — falou em um tom mandão, o garçom se retirou levando consigo nossos cardápios. — Então, me diga. Está preocupada com o alcance do artigo? — começou puxando assunto.
— Na verdade não, tudo que tem seu nome explode, provavelmente esse artigo vai ser melhor que o último que publiquei. — falei bebendo um pouco de minha água, minha garganta na presença de Edward secava de uma forma que eu não conseguia explicar.
— Assim você me deixa mal acostumado. — riu mostrando um sorriso largo. — Como vai a candidatura de seu pai? — perguntou se mostrando realmente interessado.
— Hã... vai bem, é uma cidade pequena e todos conhecem nossa família. Acho que será fácil ganhar, entende? — Minhas mãos suavam e eu me pergunto se estava pálida, talvez seja fome.
— Se você acredita nisso, eu também acredito. Bom, lá vem nosso prato. — Falou me chamando a atenção para o garçom que colocou nossos pratos a nossa frente. Pato com vegetais.
Ele abriu a garrafa, estridente, de vinho. Nos serviu até a metade da taça e se retirou, dizendo que com apenas um sinal voltaria para repor o vinho. Sinceramente, não queria beber vinho e sim um suco natural, meu corpo não estava reagindo bem.
— Você está meio sem cor. Coma, deve estar faminta, tirei muito tempo de você hoje... não ofereci nada para comer. Sinto muito. — Ele me olhou culpado; como se a fome fosse culpa dele e não do meu estômago por não ter roncado em algum momento e me avisando "olá idiota, estou aqui e estou vazio".
Comecei a comer os de vegetais, não sou muito fã de vegetais, porém também não sou completamente apaixonada por carne de pato. Edward puxava assunto vez ou outra, parecia não saber como o fazer bem, sempre perguntava sobre o artigo e me fazia ter a ilusão que estava nervoso demais para um jantar amigável.
— Por que minhas reuniões foram apenas com você e não com os seus sócios? — Perguntei fazendo uma pausa parar beber minha água, não estava afim do vinho rosado em minha frente.
— A manchete é sobre a minha empresa, eles são apenas sócios; como disse. Você também não falou tanto deles, apenas o básico. — Ele tinha razão, mas sabia que não era apenas isso. Edward escondia bem suas intenções, porém não o suficiente para me convencer.
— Achei que quisesse ficar a sós comigo. — Falei brincalhona, mas novamente o homem alto e robusto ficou avermelhado.
— Não seja boba. — Falou tentando rir, mas seu plano foi por água abaixo quando continuou com a expressão ainda séria.
O resto do jantar foi falando sobre como eu escolhi ser jornalista, o mesmo papo de "eu sempre soube o que queria", bom... não tanto. O medo as vezes me impedia de assumir o que eu realmente queria, mas jamais deixaria Edward perceber isso.
Ele me levou de volta a empresa, me deixando no estacionamento para que eu pudesse ir em direção ao meu carro. Já passava das 22horas.
— Foi um prazer. — Falei apertando sua mão.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Um Amor de Natal (Dayrol)
RomanceDayane vive seu sonho de ser escritora e colunista de uma das maiores editoras de Portland. Portland Publishing Company. Ela tem 30 anos e está realizada. Tem uma linda família em Grants Pass, seu pai é um bom empresário e vereador que quer subir de...
