Jyuu Hachi

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Um carinho suave era feito em sua cabeça, havia alguns pássaros cantando à distância e o som do vento soprando podia ser escutado. Quando Yusuke abriu seus olhos lentamente, ele percebeu que estava deitado com a cabeça apoiada nas pernas de alguém muito familiar.

— Inarin...?

O deus sorriu docemente ao perceber que a raposa havia acordado.

— Então, você acordou.

Yusuke se sentou, olhando ao redor com curiosidade. Havia um campo de arroz à distância e pessoas cultivando nele, mas a raposa e Inari estavam debaixo de uma grande árvore florida. Suas flores eram um rosa quase branco, muito delicadas e pequenas, suas pétalas caíam quando eram sopradas pelo vento e eram levadas pela brisa.

— Onde estamos? — Yusuke perguntou. — Não estava nevando ainda ontem?

— Estamos em um sonho, raposinha, tudo aqui é uma ilusão criada por mim. Infelizmente, não estou presente fisicamente com você.

Yusuke fez um biquinho desapontado e abraçou o kami, o qual aceitou o abraço sem nenhuma hesitação.

— Estranho... Eu claramente posso sentir que estou tocando você.

— Deve ser uma impressão sua, — Disse, fazendo carinho em sua cabeça. — ou talvez você esteja abraçando algo na vida real.

— Ah, deve ser o Yato-cchin.

Inari riu.

— Você parece gostar desse tengu.

— Ele é quase uma criança ainda, é muito inocente, mas sim... Acho que eu gosto um pouquinho dele. Mas é bem pouquinho mesmo! Um pouquinho tipo isso! — Disse, fazendo um sinal com uma mão como se fosse uma pinça.

O deus riu mais uma vez, fazendo carinho em sua cabeça.

— Ah, eu senti sua falta... Foram tantos anos sem você, raposinha.

— Por que não me chama pelo meu nome, Inarin?

— Não me atrevo, pode haver alguém sempre espreitando por perto.

— ... O que foi que aconteceu no meu passado? O pai de Hayato, Sojobo, queria me matar...

Inari o afastou, olhando diretamente em seus olhos com seriedade.

— Não ligue para aquele velho tengu.

— Mas...

— Sh. De uma coisa Hikaru tem razão. O passado está no passado, não há motivos para trazê-lo à tona ou ficar remoendo sobre ele.

— Se tudo está no passado, então por que ele tentou me matar?

A expressão de Inari fechou, parecendo irritada.

— Tolos, é o que eu digo. — Murmurou. — Acham que tudo pode ser resolvido tirando a vida de alguém.

— Do que está falando? Por que está me protegendo?

Ela desviou o olhar para os campos, entretanto, um sorriso gentil havia surgido em seu rosto.

— Eu tenho meus motivos e, no fundo, você sabe quais são.

A raposa ficou em silêncio. Em seu coração, parecia haver o sentimento de compreensão, como se ele soubesse sobre o que Inari estava falando, embora sua própria mente não parecesse assimilar o significado de suas palavras.

— Ah, não faça essa cara. — Inari tocou seu rosto com delicadeza. — Vamos, vamos. Apenas esqueça esse assunto. Não posso perder tanto tempo com você como antigamente. Então, vamos falar sobre outras coisas.

Hasu No HanaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora