Quando Giorgia faz uma proposta mais do que inusitada para seu chefe, para que ele finja ser seu namorado em frente a familia insuportável que ela tem, o quão desastroso poderia ser aquilo?
Bem, era o que Giorgia McCurty iria descobrir em poucas se...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Nós temos meia hora até chegar em casa, então tenho que falar para o senhor algumas coisas que precisa saber sobre minha família.
Senhor Anthony apenas concordou com a cabeça, mas parecia estar prestando atenção em tudo, mesmo que seus olhos vez ou outra passasse para atrás de mim, observando a cidade pela janela do carro.
— Meus pais são os tipos de pessoas que acreditam nunca estarem erradas, são sinceras até demais e expõem o que pensam de você em voz alta em sua frente, sem nem ao menos se importarem que você está ali... Exatamente bem em frente a eles. - Os lábios de meu chefe se cerraram, enquanto seus olhos pareciam se esvaziar aos poucos.
Arrependimento de ter se colocado naquela situação, talvez? Com certeza, mas eu não poderia dizer o quanto eu estava me sentindo grata por não ter que que enfrentar minha família, arranjando mais uma desculpa esfarrapada por eu estar mais um ano, olhe só, sem um namorado, completamente sozinha. Os McCurty, poderiam ser assustadores quando queriam e eu realmente só percebia isso quando estava em mais um natal em família, junto a eles.
— Meu pai é mais carinhoso, mas o carinho dele é diferente, ele quando gosta de alguma atitude sua fica apenas, como eu posso dizer, sem parecer assustador? Te encarando sério, como se você tivesse feito algo de muito errado. - Ele continuava em silêncio e aquilo estava me deixando apavorada.
Não que eu acreditasse que Anthony Kevin Bennett, iria me interromper, ele não era mal educado, ouvia alguém falar por horas a fio e sempre tinha algo inteligente para dizer, mas naquele momento ele parecia apenas, morto.
— E agora o senhor deve estar pensando, que se o carinho do meu pai é assim, minha mãe deve ser o cão. - Eu fiz uma pausa dramática, tirando o moletom velho que eu estava usando. — Será que pode segurar isso em minha frente?
Entreguei o tecido grosso, qual eu havia passado quase todo meu perfume para que o cheiro esquisito dele saísse, antes de sair de casa naquele dia.
— E ela é. Minha mãe consegue ser pior que o demônio, então não se importe com as palavras dela, ok?
Voltei ao que estávamos falando a pouco, já que ele só concordava com a cabeça. Enquanto eu ia arrancando a blusa que estava embaixo do moletom que senhor Bennett estava segurando em frente ao rosto, tapando sua visão do meu sutiã de renda branco, me sentindo envergonhada por estar trocando de roupa a poucos centímetros de meu chefe. A que ponto eu tinha chegado em minha vida miserável?
— Eu deveria ter ido mais ao meu terapeuta enquanto tinha tempo, não é mesmo? - A primeira frase que ele disse a horas.
— Sim. - Quase sussurrei e pude Sentir a tristeza passando em frente aos olhos negros dele, mesmo que eu ainda não conseguisse vê-los.
Passei a blusa de seda, em um tom de verde musgo que eu nunca usava, mas que mamãe iria aprovar — pelo menos estava acreditando que sim — em ver que eu estava vestida com ela e só quando a coloquei em meu corpo e a olhei de cima reparando que ela estava um pouco amarrotada, notei que aquela porcaria tinha uma grande fenda entre os seios e que meu sutiã branco ficava praticamente todo a mostra com ele.