Quando Giorgia faz uma proposta mais do que inusitada para seu chefe, para que ele finja ser seu namorado em frente a familia insuportável que ela tem, o quão desastroso poderia ser aquilo?
Bem, era o que Giorgia McCurty iria descobrir em poucas se...
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Me dei uma última olhada em frente ao espelho do closet. Usava um terninho preto básico, com uma saia lápis que fazia par com a parte de cima e uma blusa branca de cetim, os scarpins baixos não podiam faltar é claro e arrumei os cabelos em um rabo de cavalo. A reunião com o papai havia sido marcada para hoje. Eu sabia que se fosse de qualquer jeito, lá estaria mamãe comentando sobre o quão eu estava desarruma e como eu não levava aquela conversa a sério. E eu levava a sério, pode acreditar, mesmo que a resposta fosse não, a qualquer coisa.
Olhei para a porta vendo ela ser aberta por Anthony, ele estava sem camisa, começou a andar assim pelo meu quarto a algum tempo, na verdade desde que tínhamos passado aquela noite no chalé e eu descobrira que ele era bom de cama e fazia uma ótima panqueca como café da manhã. E veio em minha direção com as sobrancelhas grossas juntas e um vinco fundo entre elas. Me olhou de cima a baixo e então perguntou:
— Vai trabalhar? - Me segurou pelos ombros.
— Vou falar com papai no escritório.
— Algo importante?
Eu ainda não havia falado com ele. Não esperava que depois dessa conversa eu mudasse de idéia, nada me faria mudar de idéia, na verdade, então não havia visto necessidade de contata-lo nem como meu chefe, nem como o cara que provavelmente eu estava sentindo algo.
— Não. - Balancei a cabeça. — Mesmo assim me deseje sorte. - Era sempre bom ter um pouco de sorte, quando se tratava de Cassandra e Jhon.
Deslizou as palmas das mãos em meus ombros e logo depois, arrumou a gola do casaquinho. Seus lábios tocaram minha testa e ele me apertou com seus braços, contra seu peito e me autorizei fechar os olhos. Não estava acostumada com aquilo, fazia algum tempo que não me sentia cuidada por algum homem. Me perguntava agora se algum dia já senti? Harvey nem de longe me abraçava como Anthony me abraça, ou fazia com que eu me sentisse segura com ele.
— Boa sorte, então.
Nos arrastamos para fora do closet, ainda abraçada ao seu corpo quente e alto e me sentia esfriando, assim que sai do meu quarto, em direção as escadas que levavam para o último andar.
Era um longo caminho e em todo ele, sentia meu estômago se apertar. Não queria ter uma discussão com meus pais, detestava quando isso acontecia e acontecia mais vezes do que eu queria, mas no fim não dava em nada. Eu voltava para Nova York e quando eu vinha para cá de novo, as coisas estavam iguais.
Bati na porta de madeira branca e esperei ouvir a voz de Roosevellt me autorizando entrar, mas quem fez isso foi Cassandra e esboçando um sorriso amarelo, empurrei a porta, vendo papai sentado atrás de sua mesa e logo ao seu lado, minha mãe. Estavam sérios e os dois apontaram a cadeira em frente a mesa de escritório brilhante e organizada e eu queria rir, aquilo era ridículo. A cena toda era patética e eu queria que as coisas acabassem o mais rápido possível.