Capítulo 20 ✓

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Eu me sentia um grande idiota

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Eu me sentia um grande idiota. E me sentia assim não só por um feito meu naqueles últimos dias. Me sentia sujo por ter brigado com Harvey no Singer e as dores em todo corpo faziam com que eu me lembrasse daquela idiotice a cada segundo qual eu me movimentava ou respirava, então de um jeito ou de outro a cena ridícula qual eu tinha feito passava em minha mente de segundo a segundo e eu me questionava por qual motivo tinha me deixado fazer aquilo.

A resposta era Giorgia.

Ela também era a causa da outra idiotice que eu tinha feito por aqueles dias, na verdade era uma consequência das minhas palavras aqueles que eu conseguia dizer por medo da pressão.

Já fazia tempo que minha mente só conseguia me dizer uma coisa, que eu era patético e conseguia concordar com aquilo sem pensar duas vezes. Ela estava alí me dizendo que gostava de mim. Eu sabia o que estava sentindo no momento, meu coração deu um salto e logo depois começou a bater desesperadamente em meu peito como se já soubesse o que viria em seguida. E o "- Eu gosto de você, Anthony" , se tornou um Charllotte. Eu gosto de Charllotte.

Eu nem ao menos gosto dela.

Já faziam semanas que esse nome não aparecia para perturbar minha mente, para me tirar as noites de sono. Giorgia era quem era responsável por me fazer desejar que as noites acabassem mais rápido quando ela estava dormindo bem ao meu lado, calma e plena, para que eu pudesse a ter mais um pouco.

E eu sabia exatamente quando as coisas tinham mudado, quando eu comecei a deseja-la, a ama-la. Havia sido no nosso jantar. Fora quando eu a observei de verdade pela primeira vez como uma boa companheira do que minha secretária e eu soube, mesmo que não naquele momento, que eu nunca mais conseguiria a ver de outro jeito se não alguém qual eu estimava muito. Eu queria cuidar de Giorgia. Detestei todas as vezes que a vi chorar e detestei mais ainda por saber que em algum momento eu havia sido o responsável por tê-la feito se derramar em lágrimas.

E eu não conseguia dizer nada daquilo para ela.

Não conseguia dizer que eu adorava seu cheiro, que eu adorava sua voz e que adorava tudo que ela detestava em si mesmo e que algum dia alguém a ensinou que ela tinha que detestar. Adorava que ela gostasse de ler e que tinha um corredor minúsculo de livros e que não se importava que fosse simples e mal planejado por seus pais. E eu adorava me lembrar da noite onde quase nos beijamos pela primeira. O coração acelerado estava em minha memória daquele momento também e minhas mãos que começaram a soar de um jeito louco e... Nossa! Eu era apaixonado por seus olhos.

Olhos verdes oliva. Os mais lindos que eu já havia visto.

Os mais lindos que eu estava vendo naquele momento, quando Giorgia entrou em seu quarto.

Eu estava sentado na beira de sua cama a horas apenas esperando que ela entrasse e me surpreendi mesmo que já estivesse a espera de vê-la, assim como acontecia sempre. Todas as vezes que eu a via, Giorgia tinha a capacidade de me surpreender mais. E nem fazia nada para que isso acontecesse, apenas existia ou apenas sorria ou falava.

O Namoro Falso De GiorgiaOnde histórias criam vida. Descubra agora