Quando Giorgia faz uma proposta mais do que inusitada para seu chefe, para que ele finja ser seu namorado em frente a familia insuportável que ela tem, o quão desastroso poderia ser aquilo?
Bem, era o que Giorgia McCurty iria descobrir em poucas se...
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• Parte 2 •
A música animada que enchia o lugar faziam as pessoas mais bêbadas dançarem na pista de dança onde as mesas rodeavam o amplo espaço naquele salão que naquele momento parecia um pouco mais escuro e mais abafado do que quando tínhamos chego. A chuva forte lá fora com toda certeza colaborava com aquilo e o fato de que todas as portas estavam fechadas para que o vento forte não trouxesse as gotas de água para atrapalhar aquele festa, também faziam com que os corpos suados e quentes não tão longe de onde estávamos ficassem mais quentes e suados.
O prato que Giorgia estava usando tinha vários pêssegos em formato de estrelas, quais ela tinha tirado de todos os petiscos de morango, queijo e pêssego, que havia comido a algumas horas atrás.
A música naquela altura da festa era animada, Virgínia e Harvey estavam dançando no meio da pista do jeito mais cafona e comum de noivos dançarem e pela primeira vez os vi como um casal e sabia que alguma coisa havia mudado pela aquela conversa e estava a mais de horas querendo saber o que era, mas Giorgia não havia nem sequer tocado no assunto e eu estava aceitando o fato de que talvez não era nada demais e por isso eu não precisava saber. Aliás eu não precisava saber de nada.
Encarei a garota de azul, a única que estava ali que realmente me importava, estava em alguma outra mesa conversando e eu sabia que daqui a alguns segundos ela estaria em outra mesa, falando com outras pessoas e aquilo me fez lembrar dos jantares da empresa e em como ela tinha a mágica de nunca deixar nenhuma conversa onde estávamos juntos se afundar no silêncio. Sempre ao meu lado, Giorgia sabia exatamente o que dizer, seja em uma conversa formal ou sobre os melhores restaurantes em Nova York.
Ela sempre foi perfeita em todo esse tempo.
Alguém limpou a garganta ao meu lado, antes de puxar a cadeira onde Eza se sentou no início da festa e que Giorgia também tinha usando e encarei a mulher ruiva de batom vinho, tão escuro que poderia ser facilmente confundido com preto, que parava ao meu lado. As sobrancelhas finas e arqueadas me davam um pouco de medo, mas aquela era apenas uma mulher de quase sessenta anos, eu imaginava. Uma mulher cruel. Com um sorriso sarcástico no rosto. Mas eu já estava começando a me acostumar, agora que tudo já estava acabando.
— O que está achando da festa, Bennett?
— Ótima, senhora. - Ela sorriu, encarando a mesa em sua frente.
— Reparei que em todo esse tempo não tivemos uma conversa a sós, querido. - Concordei, buscando na memória alguma cena como essa e realmente não me vinha nenhuma.
— Talvez porque não tenhamos nada em comum para conversar, Cassandra. - Ela inclinou a cabeça como se concordasse com o que eu acabar de dizer.
— Como o relacionamento de vocês dois vai ficar? - Cassandra juntou as mãos sobre o colo em uma pose majestosa e calma. — Um namoro a distância? - Ela ainda estava sorrindo com a pergunta.