008| chameleon

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Clarissa

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Clarissa

- Camaleão? Que nome idiota. Quem é esse? - um sorriso sarcástico se formou involuntariamente no meu rosto.

- Clarissa... por favor, tente me entender. - disse em tom suave.

- Eu não compro essa sua besteira de ter sumido por causa de planos para mim com esses poderes que eu nem sei controlar. Você me abandonou! Foi isso que você fez, o que você sempre faz.

Minhas pernas tremiam de raiva, mas eu tinha vontade de chorar, por uma mistura de ódio, tristeza, saudade e arrependimento.

- Me escute! Clair! - gritou apontando o dedo indicador no meu rosto. Recuei para trás. - Aquela joia é muito mais poderosa do que qualquer um de vocês poderia jamais imaginar, sem contar que é a relíquia mágica menos estudada de todas, é quase impossível descobrir muito sobre ela. - ela mal respirou. Quando terminou de falar, deu um longo suspiro. - Vão tentar rouba-la, filha.

- Não vão tirá-la de mim. Pelo visto, você anda muito desinformada. A joia agora é ligada a mim, ela me escolheu, qualquer um que tente usá-la vai ser eletrocutado vivo. - disse ríspida, e dei um passo à frente, ficando ligeiramente na ponta dos pés para me igualar ao seu tamanho.

- Você não percebe? Isso é pior, vão te forçar a fazer coisas que você não quer!

- Eu sei me cuidar sozinha, mãe. - bati o pé com força no chão em protesto.

A encarei por mais alguns segundos, o canto da minha boca se contraiu de desgosto. Ela me deixou por anos, e agora quer me dizer o que fazer, irônico, não é?

- Não confie neles, Clair! Nunca confie. - gritou antes que eu passasse pela porta.

Ela não citou nome algum, mas sei bem de quem ela está falando, os Vingadores. Confio no Peter, e se ele confia neles, então eu também confio. E afinal, não quero dar ouvidos a minha mãe,

Entro no primeiro táxi que aparece na minha frente, pedindo para que me leve de volta até a base.

Peter já estava na frente me esperando, sabia que não iria durar, conhece minha personalidade forte.

- O quê aconteceu? - me abraçou.

- Ela quis mandar em mim, não sei ouvidos, não vou obedecê-la depois que me abandonou, nem tão cedo.

Peter apenas balançou a cabeça de cima a baixo levemente.

Virei para trás, o táxi ainda estava lá, e o homem de óculos escuros nos encarava, parado.

- Você já pagou? Posso te dar o dinheiro. - fala enquanto cutuca seu bolso procurando por sua carteira.

- Espera. - coloquei minha mão na sua frente, fazendo-o parar. Continuo com os olhos vidrados no carro. - Já paguei. - sussurrei.

Começo a caminhar em direção ao carro, com pés apressados. Quando estou quase chegando, o homem dá partida e arranca o carro com calma. Fico parada no mesmo lugar até ter certeza de que já foi embora.

- O quê foi isso? - meu namorado perguntou, assustado.

- Não sei, algo me diz que esse cara não tinha boas intenções.

- Não gosto da sua intuição, você sempre está certa. - Peter falou e franziu o nariz.

Dei um sorriso de canto e inclinei a cabeça.

- Vamos. - ele apontou para a porta de entrada com a cabeça. - A Wanda estava apreensiva esperando por você, parecem ser boas amigas. - falou distraído

- Na verdade, nos conhecemos no dia em que cheguei aqui na base, mas ela parece saber mais sobre mim do que eu mesma, sabe como me fazer não perder o foco.

Peter apenas assentiu e entramos na base.

Stephen, Tony, Steve, Natasha e Wanda estavam reunidos perto da mesa de reuniões, discutindo sobre algo que não pude identificar no primeiro momento.

Strange balançava a cabeça freneticamente, enquanto a Romanoff mordia seu lábio inferior olhando para baixo, pensativa.

- O quê está acontecendo aqui e por que eu acho que tem a ver comigo? - franzo a testa.

𝗘𝗟𝗘𝗖𝗧𝗥𝗜𝗖 𝗟𝗢𝗩𝗘 | 𝑃𝑒𝑡𝑒𝑟 𝑃𝑎𝑟𝑘𝑒𝑟 Onde histórias criam vida. Descubra agora