Always Forever

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Ronald Weasley Pov

Quarta-feira, 7 de fevereiro, 19h40

Esses encontros do clube dos assassinos estão se tornando um lance regular. Só que a gente precisa de um novo nome.

Desta vez, estamos num boteco nos cantos de Hogsmeade, enfurnados em
uma mesa dos fundos, porque nossos integrantes continuam crescendo.

Blaise veio comigo, e Gina veio acompanhando Pansy. Draco trouxe todos os Post-its em um bando de pastas de cartolina, incluindo o mais recente: Nott pagou a dois caras para que fingissem um acidente de carro. Ele diz que Sam Barron
prometeu ligar para Luna e avisá-la. Como isso vai ajudar Harry, eu não faço ideia.

— Por que você escolheu este lugar, Dray? — pergunta Pans. — Meio
fora do caminho.

Draco pigarreia e rearruma as anotações nos Post-its de maneira
espalhafatosa.

— Não há motivo. Então, enfim. — Ele dispara um olhar sério para a mesa
inteira. — Obrigada por virem. Mione e eu não paramos de examinar tudo isso, mas nada nunca faz sentido. Achamos que uma reunião coletiva poderia ajudar.

Mione e Gina voltam do balcão equilibrando os pedidos em um par de bandejas recicláveis. Elas distribuem as bebidas, e eu vejo Blaise abrir metodicamente cinco sachês de açúcar e jogar dentro do café com leite.

— O que foi? — pergunta ele ao ver minha expressão.

Blas está vestido com uma camisa polo verde que realça seus olhos, e ele está muito, muito bonito. Isso ainda parece o tipo de coisa que eu não deveria notar.

— Você gosta de açúcar, hein?

Por quê eu falei isso, nem tem sentido. O que quero dizer é não faço ideia de como você gosta de tomar seu café porque esta é a primeira vez que estamos juntos, em público.

Blaise junta os lábios, o que não deveria ser atraente, mas é, e muito. Eu me sinto incomodado e nervoso, e acidentalmente bato no joelho dele embaixo da mesa.

— Não há nada de errado nisso — comenta Pans.

Ela brinda batendo sua bebida na de Blaise. O líquido dentro da xícara de
Pansy é tão branco que mal se parece com café. Blaise e eu estamos passando mais tempo juntos, mas ainda não parece uma coisa natural. Talvez eu tenha me acostumado a encontrá-lo escondido ou ainda
não tenha caído a ficha de que estou namorando um cara.

Eu me vi mantendo distância dele quando nós saímos do meu carro para a cafeteria, porque não
quis que as pessoas pensassem o que éramos um para o outro. Odeio esta parte de mim, mas ela existe.

Draco está tomando uma espécie de chá fumegante que parece quente
demais para beber. Ele empurra a bebida para o lado e apoia uma das pastas de cartolina na parede.

— Isto é tudo que sabemos sobre Nott: Ele ia postar rumores sobre nós.
Pagou a dois caras para fingir um acidente de carro.
Estava deprimido.
Tinha uma personalidade virtual repugnante.
Ele e Astoria pareciam estar de mal. Era a fim de Lavender.
Antigamente era amigo de Cedric. Estou deixando passar alguma
coisa?

— Ele apagou a menção original sobre mim no Veritasserum — lembro.

— Não necessariamente — corrige Dray. — Sua menção foi apagada, mas não sabemos por quem.

Justo, acho.

— E isso é o que a gente sabe sobre Cedric — continua Draco. — Ele escreveu pelo menos uma das postagens ou ajudou alguém a escrever. Não estava no prédio do colégio quando Nott morreu, de acordo com Seamus. Ele é…

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