Dezessete

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Tonks

- Merda, merda, merda! Caralho! Puta que pariu! A gente se fodeu! Caralho!

- Cala a porra da boca e continua a correr, Ninfadora Tonks! - berrou Tulipa Karasu

- Não me chame de Ninfadora. É Tonks. Só Tonks! Não importa se você gosta de chamar as pessoas por dois nomes!

- Apenas continue a correr!

Passamos por diversos corredores sem parar, estava verificando as nossas costas quando olhei para frente e não mais vi Tulipa. Parei de imediato, as mãos espalmadas na frente, olhei para frente e para os lados, cadê ela? De repente, sinto longos dedos me puxar pelo braço, quando percebo, estou atrás de uma pequena porta em um ambiente minúsculo, meu corpo colado ao de Tulipa, nossos rostos unidos por causa do medo, posso até mesmo sentir as batidas do coração dela.

- Mas que porra de lugar é esse? - resmungo

- Shiu. - Ela sussurra e ilumina o lugar com a varinha baixa - Fica quieta. Já não basta a besteira que fez na sala do Filch.

- Foi um acidente! Eu esbarrei e tudo cresceu e começou a explodir e...

- Não se desculpe, eu adoro o caos. - sorriu maliciosamente - Mas não quando eu não estou pronta pra correr.

Sorri um pouco, um misto de alívio e excitação, embora esteja ofegante e a proximidade do corpo de Tulipa esteja me sufocando. Até que, de repente, ela fala:

- Você cheira bem, Tonks.

Não sei bem o que responder, na verdade, estou surpresa.

- Estou suada. - digo

- E cheirando bem. Por isso somos uma dupla. - brincou

É a primeira vez que ela nos chama de dupla e, querendo ou não, pensar que Tulipa me acha cheirosa me faz sorrir.

- Bom, já que somos uma dupla, sinto-me à vontade pra dizer que os seus peitos estão me pressionando. - comento divertidamente

Ela tenta virar o rosto, mas sua boca se encheria dos meus cabelos.

- Queria dizer que sua dramatização está completamente errônea, já que os meus peitos sequer são grandes desta forma, mas o seu cinto está me machucando.

- É o meu pinto.

Ela tenta conter a risada, causando um barulho engraçado. Passamos um tempo assim, apreensivas, até que de alguma forma ela virou a cabeça na minha direção novamente, seu rosto tão perto que conseguia sentir seu hálito impecável. Ela é humana ou uma máquina de travessuras? O sorriso malicioso não saiu de seus lábios e, de alguma forma, percebi que era capaz de recuar, então, assim o fiz, assim como ela. Olhei ao redor.

- Okay. Isso definitivamente não é um armário de vassouras, melhor sairmos desta boca do demônio.

Ela assentiu. Pulamos para fora, olhamos de um lado para o outro e suspiramos aliviadas.

- Essa foi por pouco! - comentou - Estamos em julho, quase no fim do nosso ano, tudo que eu não quero é que eles me prendam aqui sozinha como punição.

- Eles podem fazer isso?!

Ela sorriu.

- Eu não sei, mas não quero descobrir. Imagina passar as férias trabalhando com o Filch.

- Blew.

Rimos um pouco e tornamos a vigiar o lugar.

- Okay, então... até a próxima. Só Tonks.

Without FearOnde histórias criam vida. Descubra agora