Epílogo

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Tulipa

2 de maio de 1998 - 21:28

       Respirei o aroma leve da brisa da noite, o café em minha xícara permanecia quente. Badeea estava fora, voltaria apenas às 22:00 horas hoje, e toda esta noite me soava tranquila e agradável, apesar das perseguições no mundo bruxo. E tinha aquele aperto no peito da noite anterior à esta, estive me perguntando do que isto se tratava. Mas não adiantava remoer.

       Percebi quando a coruja jogou o jornal na porta dianteira, algo diferente desta vez. Como bairro misto, ter meus jonais bruxos recebidos durante a noite se tornou um bom hábito, eu precisava de notícias. Mas desta vez, não fora jogado na porta traseira.

        Segui distraída, o gole de café revigorando minha energia ao bebê-lo enquanto apanhava o jornal. Não consegui ver muita coisa, mas os jornais nunca foram o mesmo depois da queda do Ministério para Você-Sabe-Quem. E era sempre bom observar entre as casas da vizinhança se alguém pôde ver esta movimentação, principalmente o vizinho próximo à esquina, este que demonstrou grandes interesses em mim e viemos nos conhecendo lentamente, embora não dê pra negar, eu não tenho espaço no meu coração para mais ninguém desde Tonks.

      Entrei em casa e coloquei o café na mesa, prontamente soltando a linhaça que prendia o jornal no exato momento em que comecei a unir as palavras descritas.

Houve um ataque à Hogwarts. Entre um e dois de Maio, os dois dias anteriores. Quando meu peito me apertou sem precedentes. Meu coração saltitou no peito... Hogwarts está destruída, mas Voldemort está vencido. Morto. E Harry Potter triunfou contra ele novamente.

Tomei outro gole de café. Hogwarts. Destruída. E se Hogwarts foi atacada, aurores estariam envolvidos. Abri o jornal no exato momento em que ouvi o bater da porta da frente.

- Tulipa?! - É Badeea. Mas havia algo mais importante que tomava meu cérebro por completo: ler todas as notícias e procurar pelas baixas - Tulipa!

Ela correu, mas não rápido o suficiente. O relógio bateu às 21:30 no momento em que a xícara bateu contra o chão, chocando ao relógio, ao chão, ao som dos dedos de Badeea na entrada abrupta na cozinha e à mim. Aqui está os nomes notáveis na lista de baixas. E aqui está seu nome. Ninfadora Tonks está entre eles. Isso não seria possível... não é justo... não é certo... Ela não está morta.

        Meu coração batia desreguladamente, mas as forças em minhas pernas foram anuladas de alguma forma que me levou ao chão, e eu não me importei. Mas cá estava Badeea novamente, me amparando antes que caísse sobre o chão, e do meu outro lado estava Talbott, jogando o jornal de hoje para longe. Isso não pode ser real, não consigo ver nitidamente através dos meus olhos. Isto é apenas mais um pesadelo idiota.

- Tulipa. Aguente firme.

- Isso é mentira, Badeea. - balbuciei - Hogwarts destruída? E... Tonks? Não. Ela é esperta, é jovem. Isto é apenas mais um truque da minha cabeça. É apenas um sonho.

Badeea segurou meu rosto com cuidado em sua direção, firme em seu tom.

- Não é um sonho, Tulipa. - forçou-me a olhar para si - A guerra acabou.

- Isso é bobagem. Olha só quem escreveu tudo isto. Rita Skeeter nunca fala a verdade, já falamos disso.

- Tulipa... Eu sinto muito.

Escutei um barulho vindo da frente da casa, seguido por outro, e por outro, e por outro. Afastei Badeea de mim, me apoiando no chão para levantar e caminhando de volta para a frente da casa, o borrão em meus olhos me guiando até limpar todo o meu campo de visão assim que abro a porta e piso do lado de fora. São eles... quase todos eles... os meus antigos amigos. O círculo de Khanna, que formava um meio círculo em frente à casa, recém aparatados.

Without FearOnde histórias criam vida. Descubra agora