Sete minutos no Paraíso

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Tulipa


       Meus suspiros estavam cada vez mais altos, meu corpo reagia como um impulso irracional enquanto terminava de movimentar meus dedos levemente molhados. Tentava puxar o ar para dentro enquanto minhas pernas se recolhiam com as minhas coxas contra o abdômen, a língua subia na tentava vã e facilmente controlada de chamar seu nome, o mesmo nome que se repetia sem parar em minha mente desde que havia começado com o deslizar das palmas das mãos por meu corpo. Eu não consigo mais, estava quase lá, mas não conseguia. Minha mente e meu corpo estavam me traindo novamente, enquanto minha mente sonhava e desfrutava de toques imaginários por um alguém imaginário - cujo há um nome específico - e meu corpo que fervia, borbulhava, sentia sede de senti-la novamente. Bati as costas no colchão devido ao pequeno ricochete, bufei frustrada ao não tê-la aqui e por querer tê-la aqui. Respiro fundo e engulo em seco... infelizmente. Como posso dormir sem pensar nela? Como posso dormir se ela não sai da minha cabeça? Como saciar minha sede e minha saudade sem pensar nela? A noite estava sendo longa e tediosa, tendo por consequência o que acabou de acontecer. No final, sou eu e minha consciência. Sozinhas. Bufo novamente ao imaginar como já deve estar por volta das quatro da manhã e eu estou aqui, em claro, pensando e desejando Tonks. Principalmente nesta temperatura fria. Me pergunto se ela também sente isto, se também não consegue dormir ou se pensa em mim vinte e quatro horas por dia. Mas tem sido tão difícil de vê-la, até mesmo em classe evito o contado e sei que ela faz o mesmo. Mas minha mente vira e se revira por ela, assim como meu coração e meu corpo. Principalmente aqui, onde suspirava por ela, por seu gosto e seu corpo extremamente apetitoso e gostoso. Por Merlin! Puta que Pariu, Ninfadora Tonks mexeu com a minha cabeça. Não importa onde ou quando eu durma, ela está sempre me perseguindo e me caçando. Perdi a conta das vezes em que sonhei estar em seus braços, seja olhando as estrelas, como naquele vale sombrio, ou no mais quente sexo. Segundo Badeea, ouvir meu gemido enquanto durmo não é nada satisfatório, ao menos para ela, e, bom, também não é para mim saber que cheguei ao ponto de gemer seu nome enquanto durmo. Porque não importa quantas maldições Hogwarts já enfrentou, minha maldição pessoal é amar Tonks com todo meu coração. Até mesmo em casa, quando as férias de verão vem para nos afastar, Tonks e eu sempre nos correspondíamos ao ponto de sentimos dó de nossas corujas. Era impossível viver sem notícias de Tonks, que se tornara minha verdadeira casa.

***


- Você tem que comer, Tulipa.

Pisquei algumas vezes e olhei para Badeea em minha frente, levantando um pouco a colher.

- Estou comendo. Não consegue ver?

- Com este desânimo?

- Eu só tive... uma noite agitada.

- Só uma?

- O que você quer que eu diga? - larguei a colher - Se você quer algo positivo para ouvir, então ouça: continuo lendo para aperfeiçoar minhas pegadinhas. Fui à Floreios e Borrões novamente, a Madame Villanelle não suporta mais olhar a minha cara.

De repente, Dênis pula para cima da mesa em um pequeno "croac", fazendo Badeea dar um grito curto e pequeno.

- Tulipa, mesa. - Badeea advertiu - Tire Dênis da mesa.

- O quê, Dênis? - questiono a ele - Ah! Caramba. Eu também acho.

- Pare de fingir que entende este sapo e o coloque fora da mesa.

- Ele está me perguntando onde está o Talbott.

Ela fez uma careta e eu dei um sorriso vitorioso. É sempre demais ver a cara dela quando eu pergunto sobre o Talbott.

Without FearOnde histórias criam vida. Descubra agora