Capítulo 18 - Um dia tranquilo até... não ser mais - Parte I

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(POV Sakura)

Apesar da noite repleta de acontecimentos, consegui dormir perfeitamente bem. Ao acordar pela manhã havia uma mensagem de Genma avisando que ele e Rin estariam em uma reunião fora da cidade, e que eu aproveitasse para tirar uma folga para me recuperar. Eu o agradeci pela gentileza e prometi que estaria em ótima forma quando voltassem.

Olhei para Iori esparramado no colchão, o cabelo preto sobre o rosto e a coberta enrolada nas pernas, me senti tentada a aconchegar-me junto dele e precisei de muita força de vontade para não fazê-lo ou iria acordá-lo. Resolvi então ir até a cozinha avisar minha mãe que não iria trabalhar.

— Bom dia mãe.

— Parece que sim, você conseguiu dormir? — Ela se aproximou tocando o meu rosto e assenti em resposta. — Ontem foi um dia daqueles, não foi?

— Foi sim, mas hoje vai ser diferente. Rin me deu o dia de folga e pretendo levar Iori para passear.

— E a aula dele? — Ela suspirou e antes que eu pudesse responder continuou. — Tudo bem, vocês dois merecem esse dia juntos.

— E você? Não quer vir com a gente? — Ela sorriu minimamente.

— Acho que preciso de um dia só para mim também. — Piscou na minha direção.

— É claro, prometo que só voltaremos no jantar.

Como era muito cedo decidi voltar a dormir e esperar até que meu filho acordasse por conta própria. O que não demorou a acontecer, visto que Iori estava acostumado a uma rotina.

— Mamãe? Você não vai trabalhar hoje? — Sua voz sonolenta era adorável. Puxei ele num abraço de urso enquanto acariciava seus cabelos.

— Não vou não. Hoje vamos ter um dia só nosso. O que acha? — Ele se afastou para me encarar, seus olhos brilhavam e um sorriso enorme brotou em seu rosto.

— Eu vou adorar!

— Então já para o banho mocinho. — Não precisei falar duas vezes. Em poucos segundos eu já escutava o barulho do chuveiro ligado.

Não tinha uma programação estipulada, mas uma hora depois estávamos sentados no metrô rumo ao centro. Perguntei a ele o que ele gostaria de fazer primeiro, e não fiquei surpresa quando prontamente ele sugeriu que fossemos ao zoológico.

Iori, pela idade, era um garoto quieto e muito observador, traços de personalidade que sem dúvidas herdou da família do pai. Em casa ele não se importava de demonstrar afeto ou se exaltar quando alegre, mas em público eu podia ver o quanto ele se mantinha razoavelmente sério.

— Sabe Iori, os tigres são criaturas muito legais, você não acha? — Ele me olhou por um instante e depois se voltou para os dois tigres deitados à nossa frente.

— São sim, mamãe. — E essa foi sua única resposta.

Conforme andávamos eu conseguia perceber as nuances em suas expressões, quando chegamos onde estavam o leão e as leoas notei que seus olhos brilhavam então resolvi perguntar.

— Você parece gostar de leão. — Dessa vez seu sorriso foi maior e ele me olhou animado.

— Leões são legais, mas as leoas são impressionantes. — Aquilo me pegou de surpresa.

— Impressionantes?

— Sim, a vovó falou que as leoas fazem de tudo para proteger seus filhotes e ela falou que você é uma verdadeira leoa, mamãe. — A forma simples como ele explicou aquilo me fez chorar. Por sorte ele estava tão concentrado em olhar os animais que não percebeu. Eu sabia que minha mãe sempre me apoiava, mas falar aquilo para Iori era realmente muito significativo para mim.

Após o zoológico sugeri que fossemos em algumas lojas procurar um tênis novo, e talvez quem sabe um brinquedo já que o aniversário dele estava próximo.

O calçado foi fácil, achamos logo na primeira loja. Quanto ao brinquedo, bom esse deu mais trabalho.

Iori não conseguia se decidir qual era o mais vantajoso, como ele dizia, e para ser honesta a minha vontade era comprar todos que ele mencionava, mas o dinheiro que tinha ali era para pagar a mensalidade da universidade e a da escola dele, e se tinha uma coisa que eu não poderia atrasar era isso.

— Que tal se formos almoçar primeiro, e enquanto isso você usa esse tempo para se decidir. Pode ser? — Ele me olhou rapidamente e assentiu. — O que quer comer? — Dessa vez ele fez uma careta.

— Eu não sabia que esse negócio de decidir era tão difícil. Com a vovó é sempre ela que escolhe o que vamos comer, então que tal você escolher mamãe? — Olhei intrigada em sua direção, se eu não o conhecesse diria que era verdade, mas então me dei conta que ele estava me deixando escolher para me fazer feliz. Me abaixei para ficar da sua altura.

— Vou te contar um segredo. — Ele assentiu e se aproximou para que eu pudesse falar em seu ouvido. — A mamãe está morrendo de vontade de comer um lanche com muita batata frita.

— Você também? — Perguntou mais alto do que o costume.

— Sim, que bom que temos a mesma vontade, não é mesmo? — Ele segurou na minha mão já me puxando para fora da loja.

O shopping estava cheio por ser horário de almoço, e demoramos um pouco para acharmos uma mesa livre. Ao sentar meu celular começou a vibrar com novas mensagens.

"Oi Sakura, tudo bem?" — Sasuke

"Precisamos conversar, e gostaria de saber se pode ser agora no horário de almoço." — Sasuke.

" Se puder me avisa que passo te buscar." — Sasuke

— Aconteceu alguma coisa? — Iori me olhava atento.

— Nada não meu amor, só um amigo querendo conversar. — Ele franziu a testa, era incomum que eu falasse de amigos para ele e claramente isso o deixou curioso.

— Um amigo da mamãe? Posso conhecer? — Não tinha certeza se apresentar Iori para Sasuke era uma boa ideia.

" Se isso facilitar, quero que saiba que eu pretendo tomar o lugar de Madara no assunto do Iori, acho melhor que não seja nem Itachi nem Shisui a lidar com ele." — Sasuke

"Estou no shopping do centro com Iori, se quiser vir aqui estamos na praça de alimentação." — Sakura.

— Chamei ele para vir almoçar com a gente. — Iori assentiu pensativo.

"Chego em quinze minutos." — Sasuke.

Agora só me restava torcer para aquele encontro não ser um completo desastre. 

Querido ProfessorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora