26 - Eu não sou assassina

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Luana

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Luana

- Oi querido, tudo bem com você? - Chego no quarto do hotel e encontro o Jorge com a cara azeda de sempre.

- Não sou seu querido. Pode parar com esses galanteios falsos.

Hmm, você é sempre mal humorado assim, Jorge? Quer que eu te dê um banho? Pra te deixar calminho. Minha bexiga está explodindo.

- Não tô afim. Pode ser aliviar no banheiro mesmo. - Faço beicinho para ele. Ele é tão chato.

- Você está fazendo o que combinamos, Luana?

- óbvio Jorge, mas não posso simplesmente falar para o Raul que vou viajar sem ter uma boa explicação. Ele vai querer saber o porque eu estar indo para um SPA no meio do nada.

Falo enquanto estou sentada no vaso, fazendo xixi. Me enxugo, lavo as mãos e saio arrumando meu vestido.

- Mas essa semana eu já estou indo. Só quero deixar o meu maridinho bem calmo. Você bem que podia ajudar nisso.

- Ajudar como. O Raul é seu marido, como vou falar com ele sobre isso?

- Não sobre isso, né? Mas sei lá, ele gostou de você o comendo, você poderia fazer de novo, ir visita-lo enquanto eu estiver fora.

- Luana, eu não sou gay. Aquilo foi do momento. Não vou virar amante do Raul. Era só o que me faltava.

- Nossa, larga de ser careta. Quem falou em ser amante? Só acho que ele ficaria mais calmo, eu teria mais tempo de firmar uma amizade com a sonsa. - Ele me olha atravessado - Ops, com a Sara. E todos saem ganhando.

- Não vou fazer nada disso. É bom mesmo a gente parar de se ver. Quando eu estiver com a Sara, não terei espaço pra mas ninguém. Ela será suficiente.

- E se ela não te quiser? Já pensou nessa possibilidade, Querido. - Dou ênfase no querido, apenas para irrita-lo.

- Ela não tem essa opção. Mas a Sara também gosta de mim. Eu sinto isso. Quando ela me vir, vai reacender o sentimento e voltar a ter o olhar que ela tinha para mim quando trabalhava na casa dos meus tios.

- Se você está falando. Agora, mudando de assunto. E quando meu gostoso volta de viagem? Já descobriu?

-Pelo que mandei pesquisar, ele vai ficar alguns mesas em vários países, mas não sei muito sobre isso. O que pra mim é tempo suficiente. Ele estando longe. Fica mais fácil levar a Sara comigo.

- Espero que ele volte logo. Meu corpo tem saudades dele.

- E eu tenho ódio dele. Só de lembrar que aquele merda já esteve com as mãos na minha Sara. Eu quero estrangula-lo com minhas próprias mãos. Mas a Sara vai me pagar por tudo.

- O que você pretende fazer com ela, Jorge? Quando você fala assim, parece sombrio. Vai machucá-la? -Pergunto realmente interessada em saber.

- Vou fazer o que for preciso para ela entender que não deveria ter deixado outro homem toca-la. Como farei, melhor você não saber.

O TOQUE PROFANO - Livro II Onde histórias criam vida. Descubra agora