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MARIA CLARA; point of view.
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Após Chefin e eu termos terminado nossos lanches, ele me levou até a porta do curso e foi resolver suas coisas, avisando que passaria para me buscar às 15h30. Iríamos direto para sua casa, já que não tive coragem de negar após ouvir o áudio de sua avó, Tânia, dizendo que estava ansiosa para me conhecer e o questionando sobre sermos namorados ou não.
Embora eu tenha insistido para ir em casa antes, trocar de roupa e ficar mais apresentável, Nathan disse que era melhor irmos direto para sua casa e que eu estava linda do jeito que estava.
É cada coisa que chega a ser piada.
Micaella, que estava sentada ao meu lado, comentava sobre um garoto que ela havia conhecido em seu condomínio. Pelo visto, ela e Maurin não se falavam mais. Eu só não sabia o porque, já que minha amiga não quis contar. Respeitei seu momento, porém, ainda estava curiosa.
— Depois dessa aula o skin care vai ser de lágrimas. Meu Deus, que derrota. – a Sampaio, choramingou, deitando a cabeça sob a mesa
— Nem me fale. – soltei um longo suspiro. A aula havia acabado de começar e nós já estávamos perdidas, em decorrência de conversa paralela durante a explicação sobre o uso de uma nova programação.
Depois eu pediria à alguém um resumo da matéria.
Neste momento, minha maior preocupação e motivo de crise nervosa, é saber que conhecerei a família de Nathan e tudo isso dentro de um curto período de tempo. E o pior: eu não estava apresentável e ao menos sabia como me apresentaria para eles.
Afinal de contas, qual era a nossa relação?Éramos amigos, namorados, ficantes?Não sabia como rotular o que tínhamos, era algo que somente nós dois entendíamos.
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