❧ melhor presente | [12]

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MARIA CLARA;point of view

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MARIA CLARA;
point of view.

Como sempre, o clima do Rio de Janeiro havia mudado, e agora, o calor estava de volta

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Como sempre, o clima do Rio de Janeiro havia mudado, e agora, o calor estava de volta. Insuportávelmente quente novamente. Como uma boa carioca, estava acostumada com o calor, porém, o mormaço só era bom para quem tinha piscina em casa ou morava perto da praia. E essa é a mais pura verdade.

Felizmente, hoje é quarta-feira, o que significa que saio mais cedo do curso. Entro mais tarde e saio mais cedo. Desta forma, Nathan e eu combinamos de nos encontrarmos no Centro, já que ele precisa resolver algumas coisas.

Descobri ontem à noite que hoje seria seu aniversário. E então tive a brilhante ideia de levá-lo para almoçar comigo, já que era o máximo que eu conseguiria fazer de um dia para o outro.

Viemos juntos de ônibus e posteriormente pegamos o metrô, descendo na estação da Central. Comemos o famoso pão de queijo da estação, passeamos um pouco e agora vamos almoçar.

— Como é seu aniversário, pensei em te levar em uma hamburgueria muito boa, que tem por aqui. Hamburgueria da alfândega. Seu presente de aniversário, já que não me deu tempo pra pensar em nenhum presente ou programa legal. – o alfinetei, sarcástica. Paramos de caminhar, ele riu, me puxando um pouco mais para perto

— Ih, tem essa não. Você é meu melhor presente. – seus olhos ficaram semicerradinhos quando um sorriso cresceu em seus lábios. Sorri, igual a idiota apaixonada que sei que sou.

Era uma frase tão clichê, porém, como era Nathan quem estava dizendo, eu achava a coisa mais fofa.

— Eu sei que sim. – fiz graça, jogando o cabelo para trás. Segurei sua mão, o incitando a voltar a andar. — Vamos comer e comemorar seu aniversário com um presente de verdade. Embora eu saiba que o melhor presente sou eu.

— É mermo, muito mais gostosa que hambúrguer, na moral. – seu tom malicioso me fez lhe dar um leve empurrão

Fizemos o percurso até a hamburgueria em meio à risadas, brincadeiras e uma pequena discussão sobre quem pagaria. No final, consegui o convencer de que seria eu quem pagaria.

Optamos por uma mesa ao ar livre. Pegamos um cardápio e como de praxe, eu pediria o mesmo: volcanic fucking cheddar duplo. O garçom chegou e Chefin ainda estava escolhendo o seu.

— Bom dia. Já sabem o que vão pedir? – Guilherme, como indicava seu crachá, começou a nos atender, simpático. — Para você, se me permite a sugestão, eu recomendaria um confiscado agridoce.

— Eu já sei o que vou pedir, mas, obrigada. – sorri, jogando o cabelo para trás, morta de calor. — Vou querer um volcanic duplo, um sprite e batata frita com cheddar e bacon, por favor. Já sabe o que vai pedir, Nathan?

— Já sim. Vou querer um igual ao dela, só que triplo e sem picles; uma coca e batata frita normalzona mermo. – Chefin tinha uma expressão mais fechada, embora seu tom fosse tranquilo

Guilherme se retirou, avisando que o pedido ficaria pronto dentro de um curto período de tempo. Segurei a mão de Nathan por cima de mesa, franzindo o cenho diante de sua cara fechada e braços cruzados, como se algo tivesse o incomodando.

— Tá tudo bem? – indaguei, acariciando a palma de sua mão

— O comédia ai. Cheio de papin' doce pro teu lado. – Nathan revelou, apontando com a cabeça para dentro do estabelecimento

Gargalhei, negando com a cabeça.

— Não precisa ter ciúmes. Ele só estava sendo educado, fazendo o trabalho dele. – expliquei, tentando não rir

— Hãm, vai rindo ai. Engraçadão, nossa, tô morrendo de rir. – seu deboche me fez abaixar a cabeça, rindo mais ainda

— Vem cá, ciumentinho. – apoiei os cotovelos na mesa, o vendo fazer o mesmo, com um bico enorme, cheio de marra. Segurei seu rosto, mordendo levemente seu bico e o puxando até selar nossos lábios. — Eu tô com você, é isso que importa. Vamos manter um clima legal no seu aniversário.

— Suave. Tu tem razão. – sua expressão se suavizou, me fazendo ficar satisfeita

Enquanto esperávamos nosso almoço, Nathan trocava mensagens com alguém, sem parar, até que retirou a atenção do aparelho para me encarar.

— Vai fazer o que depois do curso, meu froco de neve? – o loirinho questionou, voltando a digitar

— Nada. Absolutamente nada, graças a Deus. – bati palmas, aliviada por ter um momento de descanso naquela semana agitada

— Perfeito. Minha mãe e minha vó vão fazer um bolo pra mim hoje mais tarde e eu disse que ia te levar. – Nathan retrucou, como se fosse algo extremamente normal, como se estivesse me dizendo que o céu era azul. Arregalei os olhos, espantada.

Ele...o que?

𝗠𝗔𝗞𝗧𝗨𝗕 ━ 𝙲𝚑𝚎𝚏𝚒𝚗Histórias para pegar e não largar. Descubra agora