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MARIA CLARA; point of view.
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A parte ruim de viajar, particularmente, era o fato de não conseguir dormir até tarde. Acordei cedinho, antes de todo mundo, já que ontem – quando chegamos –, a tia-avó de Nathan e dona da casa, dona Dulce, havia preparado uma pequena comemoração e a maioria bebeu até o sol raiar.
Estava sendo tudo muito tranquilo. Conheci quase toda a sua família, já que nem todos se reuniram na casa da dona Dulce. As três filhas da anfitriã vieram e todas foram gentis, embora Rosemere, a mais velha e única solteira, tenha feito comentários desnecessários sobre meu corpo e meu relacionamento.
Porém, fiz igual minha sogra aconselhou: "ignora esses comentários negativos.".
Os maridos de Ana Lúcia e Helena eram legais e estavam sempre fazendo piadas sem graças, mas, eram gente boa. E também tinham os primos de Nathan, duas eram crianças da idade do Bernardo; Camilla e Joaquim, filhos da Ana Lúcia e do Sérgio. Os filhos da Helena tinham a mesma faixa etária que a minha. Valentina era super divertida e nós conversamos bastante. Yuri também era legal, entretanto, não me senti confortável com seus olhares quando fiquei na piscina, no dia anterior.
Mas, não comentei nada com Nathan. Não queria causar nenhuma intriga.
Fui dispersada de meus devaneios com o susto de ter meu pescoço beijado. Cheguei a pular na espreguiçadeira de plástico localizada próxima à piscina. Olhei para trás, encontrando Nathan rindo. Imediatamente relaxei; por um momento, achei que fosse outra pessoa...
— Bom dia, froco de neve. – ele me deu um selinho, se sentando entre as minhas pernas. Passei os braços por seu tronco, beijando seu ombro e deitando a cabeça naquela região
— Bom dia, gatinho. Acordou cedo porquê? – indaguei, fechando os olhos. Confesso que ainda estava sonolenta.
— Nem consegui dormir direito, na moral mermo. Minha mãe ronca pra caralho e Bernardo parece que tá querendo ser o próximo Anderson Silva, só chutão em mim durante a noite. Tu que deu sorte de tá dormindo com a Valentina. – Nathan reclamou, não parecendo contente com o fato da mãe dele ter seguido essa regra imposta pelo meu pai