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MARIA CLARA; point of view.
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Minha madrasta não estava mudando somente a vida do meu pai; estava mudando a minha também. Como não estou fazendo faculdade, Mariana decidiu que poderíamos utilizar minha manhã livre juntas, na academia. Confesso que meu lado sedentária odiou, porém, acabei aceitando. Ela só abria seu estúdio após às 10h, o que disponibilizava um horário bom para as duas.
— Presta atenção no que você tá fazendo, vai cair aí. – Mariana chamou minha atenção, rindo, quando me viu digitando enquanto fazia esteira
— Tô prestando atenção sim. – afirmei, sem tirar a atenção da conversa com minhas amigas
Beatriz, Débora e Camilla estavam falando sobre a pauta que levantei no dia anterior – dois dias após o show de Chefin no rep festival, quando tive tempo e energia para responder qualquer pessoa. – : a conversa que tive com Mauro, sobre Débora. Beatriz e Camilla concordaram comigo e agora nós três estávamos apoiando aquela possível relação.
Era fofo ver Débora toda sem jeito.
Precisei bloquear a tela do celular quando meu tempo na esteira acabou. Esperei Mariana terminar sua série e em seguida saímos juntas da academia. Fomos conversando até chegar à minha casa, onde havia um homem tocando a campainha.
— Opa, bom dia. – chamei sua atenção, indo até o mesmo
— Bom dia. Entrega para Maria Clara Castro. – ele pegou uma prancheta e uma caneta
— Sou eu mesma. Do que se trata? – indaguei, franzindo o cenho, tentando me recordar de ter feito alguma compra
O entregador foi até o carro, abriu a porta traseira e retirou um buquê de girassóis de lá. Assinei o local indicado na prancheta e peguei o que me foi endereçado. Mariana, que ainda me esperava no portão, fez graça, alegando que Nathan deveria estar mesmo muito apaixonado por mim.
— Ele é um querido mesmo, Maria. Quero conhecer esse menino, ele parece gostar tanto de você. – minha madrasta sorriu, parecendo genuinamente feliz