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MARIA CLARA; point of view.
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Acabei passando o resto da tarde cuidando de Thiago e ele havia se mostrado bem divertido, embora quisesse ouvir as mesmas músicas toda hora. Quando sua mãe chegou, nós esperamos meu pai e por fim, jantamos. Enquanto conversávamos e degustávamos o strogonoff de carne que Mariana preparou, tentei controlar o impulso de ver pela vigésima vez a conversa com Chefin.
Quero dizer, não a conversa especificamente, já que eu não havia enviado nada ainda. Apenas o desbloqueei. Estava incerta, não sabia o que fazer; qual decisão tomar.
Cheguei a ligar para Débora, querendo sua opinião. Ela disse que eu deveria fazer o que meu coração mandasse e para descobrir qualquer coisa, precisaria ouvir o que Chefin tinha à falar. No final da ligação, continuei sem saber o que fazer, porém, com um convite para descobrir enquanto bebia com ela na Void Barra.
Ela foi. Eu preferi ficar em casa.
— O que vocês acham da gente assistir um filme? – Mariana propôs, tirando minha atenção do prato vazio em minha frente
— Obrigada, mas, eu prefiro deitar. – dispensei, sorrindo sem mostrar os dentes
O jantar juntos, as demonstrações de afeto entre meu pai e a mãe de Thiago...tudo isso já havia sido coisa de mais para um dia só. Precisava de tempo para digerir essas novidades.
Me despedi de Thiago e Mariana, já que ambos iriam embora e provavelmente não os veria indo. O menino de onze anos tinha me adorado e assim vice e versa. O mais surpreendente foi ver meu pai ajudando Thiago com os exercícios da escola com a maior calma e paciência do mundo.
Não estava triste por essas mudanças positivas. As palavras corretas eram: surpresa e desacostumada.
Fui para o meu quarto e tranquei a porta. Deitei e sem que me desse conta, já estava pensando sobre conversar com Chefin ou não. Irritada, bloqueei a tela do celular e o joguei na cama. Respirei fundo e me deitei, pegando o aparelho novamente, só que dessa vez para abrir o Twitter.