Título duplo porquê eu não consegui escolher um só.
Acho que algo estalou dentro de mim depois de fechar S&M, algo me xingando por possivelmente entrar na faculdade com WIP até o talo.
Fazer uma one fofa pro dia dos namorados? Nah, muito clichê. Porquê não fazer o retorno de um certo estilo também, enquanto estamos aqui?
Anyway, aproveite, eu acho.
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A linha vermelha do destino. Uma marca dos próprios deuses de quem será o seu parceiro para a vida toda, que te guia sem que você sequer perceba para aquele que é para você.
O que os adultos não te contam é que, às vezes, alguém nasce capaz de ver essas linhas, e essas pessoas normalmente sequer contam que podem, quem dirá que algumas linhas demoram mais para conectar do que outras. Também não lhe contam o que fazer quando o caminho que a linha indica não parece ter um bom final - o que fazer quando uma conexão é entre incompatíveis? Ou resulta em abuso? Violência? Que os deuses fizeram uma má escolha?
Ou quando as duas situações se combinassem, então?
Esse era o drama de Error Queen.
Desde criança, ver a linha sabendo sobre ela, passava mais como uma maldição do que um dom.
O que há de agradável em ver pessoas se unirem, sabendo perfeitamente que não ia dar certo, e sequer podendo dar aviso porquê ficariam irritados consigo ("não mate o mensageiro", que piada) e provavelmente continuar juntos, só para separar em maus termos depois?
Então, quem poderia o culpar por torcer para que a pequena linha em seu próprio dedo nunca se conectasse a ninguém?
Mas os deuses não têm piedade, por isso são deuses.
O casamento de sua mãe (que Error acidentalmente rompeu com sua boca grande) lhe deu dois irmãos, nenhum com mais de dois anos de diferença.
Geno era uma benção, isso era certeza. Talvez fosse uma combinação de ser o mais velho e subitamente serem filhos de mãe solteira, mas mais parecia ser dez anos mais velho do que um e pouco.
Fresh, por outro lado, sabia mexer com seus nervos de um jeito que talvez nem o dito cujo compreendesse. Era como se a mera presença pressionasse um botão em sua mente.
Então, quando viu, no seu glorioso (minúsculo, por não suportar festas grandes) décimo quinto aniversário a sua ponta se juntar à do pesadelo colorido, o maior desejo que sentiu foi poder socar o próprio universo por fazer isso consigo.
E o ano que se seguiu... foi que ambos prefeririam esquecer.
Longos meses de caminhos cruzados muito mais do que o inevitável vivendo sob o mesmo teto. Longo meses agindo como um bully mais do que o usual tentar ignorar o mais novo, por algo que sequer compreendia bem. Querer o afastar? Tentar ver se o destino reconhecia que não era algo bom e rompesse?
He, que ingenuidade. O fio não rompia nem quando um tentava matar o outro.
Mas a linha que separa amor e ódio sequer é fina, é um degrade que você só nota que está atravessando quando já é tarde. Especialmente para um adolescente burro e hormonal.
Talvez fosse a junção mexendo com sua cabeça, por alguma mágica da linha ou pelo clássico profecia auto cumprida, mas se pegar mais querendo desprezar o caçula do que de fato o fazendo foi um caminho sem volta.
Especialmente quando o próprio Geno começou a namorar (única vez até então em que viu alguém achar a pessoa conectada de primeira, e era grato por isso), e como costuma ocorrer na "honeymoon phase", o foco de atenção mudou, e acabou tendo Fresh como companhia principal.
"Ainda somos irmãos"
Que piada.
He, piada era o que o destino achava de si, aparentemente.
Devia ser o que parecia quando abria um de seus kits de costura e passava o que pareciam horas fechando tesouras sobre o fio, como se isso fosse romper algo intangível.
