Live your life (part 2)

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Alguém surpreso? Não? Eu também não. Depois de meses de estresse pré Enem que melhor que confort ship pra ajudar a reacender a faísca? Ainda corrijo que no original não se pegaram.

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Ausência ou baixa presença de álcool no corpo às vezes não é o bastante para impedir de fazer escolhas estúpidas. Continuar grudado naquele bando de doidos (que tinha carinho enorme mas não mudava que eram doidos) e acabar na casa vazia do namorado eram as pontas de uma sequência a qual era melhor nem lembrar. O bom senso que conseguiu segurar lhe permitiu avisar à mãe que ia pernoitar. Por que estava vazia? Não sabia, mas não estava surpreso - aquilo ocorria com tanta frequência que podia facilmente ser uma das razões para o namorado ser tão grudento.

Desejando internamente que seus irmãos não acabassem mortos antes de voltar, Geno tirou a roupa formal, se lavou e pegou emprestada uma roupa limpa antes de quase atirar Reaper pro banheiro. Grudento sóbrio, um chiclete barato quando bêbado.

Mesmo depois de tudo certo, e de a mão do bae não dar uma de boba quando deitou do lado dele, tentar dormir foi uma atividade errática; fechar o olho não o deixava entrar no estado relaxante, mas havia algum descanso só de ficar deitado. Podia notar o cheiro de álcool ficando menos forte, e sentiu (com alguma tristeza) quando Reaper saiu e só voltou um tempo depois cheirando a baunilha.

Houve outro momento, após o qual não o abraçou pela frente quando voltou, mas por trás. Ainda, nada inapropriado, apenas ficar de conchinha. Sem pensar muito, começou a acariciar um dos braços.

Havia falado sério mais cedo, não era sua culpa que às vezes a cabeça ficava estranha. Além que, o próprio processo de ficar sóbrio era estranho e dependia de muita coisa.

Sentiu o carinho ser respondido, o que causou um arrepio. Para Geno, as costelas eram o ponto fraco. Alguém fez coisas erradas nos não alcoólicos?
-- Acordado? -- murmurou, para não acordar se não.

-- Yup~ -- veio atrás de si, e o abraço apertou -- Querendo carinho?

Dito em voz alta, aquilo parecia fazer emergir a ideia do que tinha quase-pensado.

-- Estava bom...

-- Quer deixar melhor?
Quietude. Aparentemente a resposta errada, porque o abraço afrouxou o bastante para vir um carinho calmo nas costelas. Droga.
-- Eu só quero um sim ou não.

-- Ainda bêbado?

A primeira resposta não foi verbal, mas um cheiro longo atrás do pescoço.
-- Quer conferir?

sóbrio. No mínimo sóbrio o bastante para provocar.
-- Sim, quero, mostre.

O abraço foi solto de vez, o que deu um pouco de tristeza por um momento, mas logo foi passado de lado para de costas, o namorado por cima, e recebeu um beijo, que respondeu de imediato. Era bom, vinha de tempos de experiência, e o pouco de restava do cheiro de álcool meio encoberto pelo de baunilha.

Reaper rompeu meio cedo demais, e o encarou com aquele sorrisinho que lhe atraía tanto quanto irritava.
-- Pareceu bêbado?

-- Não.
Definitivamente alguém tocou nos não alcoólicos, talvez... talvez o caralho! Se o que quer que tinha lhe ajudou a relaxar, por que não tirar vantagem, aproveitar enquanto pode? Levantou a camisa o bastante para mostrar algumas costelas.
-- Bom, eu disse que ia dar um "bom tempo", não disse? Pode vir.

Por um momento, o rosto do gótico foi de choque, mas logo passou é foi trocado por pura euforia. Saiu de cima, para que o de glitches pudesse sentar, então o puxou para outro beijo, com mais paixão.
Dessa vez durou, línguas foram usadas. Reaper provocava-lhe as costelas com os dedos, às vezes devagar, às vezes arranhando, lhe dando arrepios; Geno acariciava o peito e as costas, sem muito espaço para explorar o ponto fraco do namorado. Quando soltaram, os dois ectos já estavam totalmente formados.

Queriam mais, mas primeiro tiveram que afastar para se despirem. Só com tudo fora do caminho que deu para voltar com a agarração, e não era exagero quando pensavam o quanto o outro era lindo. Os tipos físicos eram diferentes, mas atrativos.

Os troncos juntaram e apertaram, Reaper beijando e mordendo-lhe o pescoço, sempre com um mínimo de carinho, uma das mãos provocando o tronco e a outra apertando a bunda, e finalmente pôde alcançar a fraqueza do  maior. Era nas costas, mais especificamente a espinha. Começou a mover a mão lá, às vezes arranhando, e os dedos e dentes apertando lhe mostravam que estava fazendo efeito.

As ereções tocaram, e nenhum hesitou em roçar as duas juntas. Porque tinha que ser tão quente? A respiração contra o pescoço, as mãos explorando... ainda não era demais.

-- Que desespero... -- conseguiu soltar, entre alguns sons de prazer -- ... quem é o sub agora?

Reação mais rápida impossível, no movimento do quadril, que virou como se já estivesse fodendo, da mão, que logo lhe pôs dedos sem grande aviso, e da boca, que mordeu e chupou com incrível força. Ok, agora era demais.

-- Ok, ok, eu sou, eu sou, eu sou o sub!

O combo acalmou, mas não parou completamente. Um corpo mágico tinha algumas vantagens, uma era que apesar de ser na bunda a invasão foi facilitada por lubrificação. Não havia tirado, só diminuido o ritmo, para o deixar se acostumar em vez de ser uma quase punição.
Houve resposta no movimento, numa junção interessante de estímulos. Quando movia para a frente, os membros se juntavam, para trás, os dedos afundavam. Era uma boa sensação, e uma necessidade. Depois de algum tempo chegou a quatro dedos, e o namorado o conteve de continuar movendo para não acabar gozando. As mãos nos ombros permaneceram.

Puxou os dedos fora e ficou o olhando, o rosto azul como um mirtilo e o olho notável cheio de desejo.
-- Agora quer o quê?

-- Você sabe o que eu quero. -- murmurou o menor.

-- Não. É ruim assumir algo assim. -- tecnicamente verdade, mas o tom usado causou um quê de irritação.

-- Só põe logo! -- conseguiu fazer sair, mas mais quieto do que queria.

-- Mais alto, não deu pra ouvir~

Filho da puta!

Em vez de respondeu, simplesmente pôs a mão no membro alheio e passou para dentro de si.
Doeu de primeira, sempre doía, não havia o que fazer. Era grande, e grosso, e Geno passava longe de ser um cara grande, mesmo com preparo sempre havia um inicial desconforto no mínimo.

Depois de pôr tudo dentro, tomou um momento para se acostumar, e então começou a mover. Se agarrava no namorado, e ainda recebia carícias no tronco, assim como nas pernas e na bunda, que tentava responder apesar dos tremores. O abria e batia fundo, de um jeito que deveria doer mas era incrível, sentia pulsando dentro de si, os corpos juntos fazendo um calor maravilhoso.
As mãos pousaram no quadril, guiando os movimentos. De alguma jeito parecia conseguir chegar ainda mais fundo, a áreas que sequer sabia que era possível, sem deixar de tocar no ponto doce que conheciam tão bem.

Sentir o sêmen o preencher o levou ao próprio limite e o fez soltar também.

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⏰ Última atualização: Dec 01, 2022 ⏰

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