Consegui inspiração, finalmente, isso tava na gaveta desde o spirit!, olhando a comic acima. Se Rouge não vai continuar, eu continuo.
Se você lê Sun and Moon, isso é cânon lá. Se não, não tem problema, não precisa ler pra entender.
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O silêncio que subiu naquele lugar com cada segundo se tornou tão denso que poderia cortar com uma faca.
A raiva anterior se esvaia, mesmo que quisesse a manter, por um mínimo momento de negação. Momento inútil. Não havia nenhum sinal de falsidade, fosse em suas palavras ou em seu rosto.
Uma das mãos soltou a roupa do ferreiro, pousando em sua face com a ternura que só poderia vir de um anjo na terra. Engraçado, como podia fazer parte de um dos grupos com maior uso de força bruta, e mesmo assim quando queria ser a criatura mais suave do mundo.
-- Eu entendo se for muito de repente, mas podemos ao menos tentar?
Ao menos tentar? Oh, por favor! Era tanta coisa emergindo de uma vez só, que "ao menos tentar" era um eufemismo insultante de tão grande. Ia "ao menos tentar" com o ser que essencialmente tinha sua alma na mão? Pelo qual nutria sentimentos desde criança? Pelo qual até no poço pendurou um Santo Antônio? "Ao menos tentar"?
Sem outro sinal de hesitação, juntou suas bocas, e para a sua felicidade a resposta foi imediata.
Era um beijo sedento, pondo para fora anos de vontade reprimida e engarrafada, e ao mesmo tempo amável, mais do que tomando, oferecendo a afeição que não pôde entregar por tanto tempo.
Houve um abraço junto, colando seus corpos. Como se esperaria, ambos tinham rigidez que traz constante esforço físico - e que importa? Se não gostassem de homem forte aprenderiam juntos.
Se perguntassem quem deu a abertura primeiro, também não saberiam dizer, mas aconteceu, e o contato das línguas enviou um arrepio delicioso, o tipo que no começo assusta mas uma vez que consegue quer mais.
Foi longo, e só acabou quando o ar faltou e precisaram separar, embora a proximidade fosse mantida. Os vários corações de diferentes tons de azul ainda se encontravam nas órbitas, brilhantes como estrelas.
-- Isso é um sim?
-- Sim.
Por enquanto, pelo menos.
Mais vieram, rápidos e agradáveis, os fazendo sorrir como idiotas. Bom, talvez o fossem, mas que importava? Estavam sozinhos.
Dessa vez, a sessão foi interrompida voluntariamente, por Azure, que carregava um brilho incomparável no olhar.
-- Não acha mais apropriado levar isso para um quarto?
Seria, sim... Mas isso era pressionar em uma linha já tênue. Bom, porque não cruzar de uma vez?
-- Se eu tirar a sua virgindade, é como se te tomasse como meu noivo.
-- E isso é ruim?
A resposta foi uma negação com a cabeça, mas o menor ainda estava com a perna machucada, então não ia o fazer andar: pegou no colo e levou. Case comigo foi dito nas entrelinhas, e a resposta foi sim.
Enquanto Rufous tratava de fechar qualquer abertura para visão externa, Azure já tratava de tirar o que usava - capacete, capa, cota de malha, não precisaria deles para o que ia acontecer. A última coisa que algo como aquilo precisava era de defesa. Ainda manteve a parte interna, no entanto; não queria estragar a diversão.
Uma vez assegurado que o pudor de ambos estava protegido, o observou com ansiedade também reduzir à parte mais interna, e então apenas ao short, já lhe dando uma vista daquele ser lindo. Azure era virgem, sim; havia cumprido o compromisso de se entregar somente para seu marido, mesmo que a ordem tenha sido um pouco embaralhada. "Virgem" e "inocente" simplesmente não são sinônimos.
O começo foi um simples beijo, mais uma vez juntando suas línguas. Não tardou para as mãos se juntarem, explorando os troncos um do outro, mesmo que o de Azy estivesse sob o tecido fino. Talvez o manter soasse bobo, mas antecipação é uma parte vital.
Separaram só algum tempo depois, e no que parecia resgatar o cereja bobinho que conhecia e amava, o viu desviar o olhar envergonhado; como se não tivessem chegado naquele ponto tão facilmente. Era fofo, como se só agora o nível da situação tivesse batido.
-- Você já está duro...
-- Eu tenho a visão de um deus aqui embaixo.
... Opa.
-- E você também está.
He, que coisa fofa, vê-lo retrair daquele jeito. Talvez alguém de fora achasse que o contrário seria mais crível, e isso deixava a situação quase engraçada.
A pequena distância foi aproveitada para puxar em provocação a própria camisa, e o efeito esperado ocorreu. Rofy não se aguentou e pôs a mão por dentro, e para a sua alegria o ecto corpo já estava formado.
A mão calejada acariciou com delicadeza, sem querer o risco de causar dor. Ok, era essencialmente um soldado, nenhum neném quando se tratava de dor - mas não era um inimigo para a causar, era um amante.
Beijos voltavam, de um modo quase tímido, sem os carinhos jamais pararem. Costas, peitos e braços tocados com a ternura de frágeis tesouros. Algo feito por luxúria ou ternura se misturava em um único.
Mesmo depois de as peças inferiores saírem, mesmo depois de haver penetração, mesmo quando se moviam juntos para oferecer e receber seu prazer, com uma leveza que deixava nítido o quanto aquele momento foi fantasiado a respeito e o quanto queriam que a memória durasse.
Não que tivesse terminado na primeira vez. Oh, não, a perna machucada já justificava andar estranho, não havia o que temer.
Houve outra, de novo e de novo.
He, teriam uma surpresa em nem tanto tempo.
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Lembrando que isso se passa no tempo do ronca, "namorados" era um eufemismo para "amantes" ou "noivos", não um conceito por si só, porque não existia meio termo. Ou se comprometia a casar, ou se conformava com uma relação rasa e instável.
Lembrando também que camisinha até existia, mas era apenas para doenças venérias, então visto como algo usado por amantes ou prostituintes, não um casal comprometido.
Agora eu vou matar esse livro mais uma vez, até a próxima eclipse lunar.
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Undertale Shipps One Shots
Fiksi PenggemarPeça um shipp que você quer que se pegue :)
