Mega: Ó nois aqui de novo! *leva vassourada*
Nyuuna: *batendo nela com a vassoura* Vai direto ao ponto!
Mega: ;-; Queira desculpar mainha pelo projeto de hiato. É que tava foda fazer o roteiro.
Nyuuna: Uma hora a ideia era um fluffy, depois um sad, depois um mais "pesado"...
Mega: Mas aí tacou o foda-se e está completo! E esperamos que gostem :)
Nyuuna: Obrigada boa senpai por essa inspiração!
Mega: E vai tomar no cu cérebro de mainha pela maldita overdose de ideias.
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De fato, a palavra que podia resumir a relação que possuíam era: impossível.
Era impossível não ter remorso por escolher os outros acima do único ser vivo que realmente se importava com ele.
Era impossível aceitar o que veio depois por essa estúpida decisão.
Era impossível suportar saber que tinha uma parcela de culpa.
Era impossível não se sentir mal em saber que não havia volta...
Ou havia?
~~~
E lá estavam outra vez.
Os seres que um dia já se chamaram de irmãos.
Geralmente, teria o auxílio dos seus amigos para lidar com o bicho que o outro havia virado, mas agora ambos já estavam em outras; Blue era pó, e Ink estava preso no anti-void, sem ninguém saber se estava vivo ou morto. Estava sozinho e ferido.
-- Hehehe. -- a figura escura, embora não passasse de um borrão na visão embaçada, tinha sinais claros de seu escárnio -- Achou mesmo que poderia sozinho? Patético. Entre o caminho fácil e o impossível, escolheu o impossível!
"Impossível..."
Foi o que tentou dizer em vão, mas a única coisa que saiu foram sons de dor que tentavam inutilmente reproduzir uma palavra.
-- ... Patético...
Foi a última coisa que ouviu antes de sua visão escurecer.
~~~
Olhos dourados se abriram lentamente, tardando em começar a racionar.
Não estava morto...?
Não...
O chão abaixo de si era frio, mas não era incoveniente considerando a dor em seus ossos. Era difícil enxergar também, com um mínimo de luz vindo de Deus-sabe-onde, e haviam correntes soltas.
Estava em uma cela.
Embora confuso, não iria reclamar das correntes não estarem em seu corpo. Talvez o irmão percebeu que estava fraco demais e não se deu ao trabalho.
Mas porque não me matou?
Teve a pequena linha de pensamento cortada por um som seco, e uma figura que felizmente reconheceu como diferente da do irmão.
-- Enfim está acordado. -- disse o servo na porta da cela; embora em outras condições aquilo parecesse uma oportunidade, seu estado físico não permitia sequer cogitar tal possibilidade, e o servo pareceu notar -- É melhor ficar quieto, confie. Logo que souberem que está desperto terei permissão para lhe entregar os medicamentos.
Ok, aquilo estava cada vez mais estranho.
Claro, depois de tanto tempo de conflitos, seria perfeitamente possível que o mantivesse preso antes de morrer por diversão...
Mas iria ajudar a se curar?
Será que...
Não... Isso é impossível...
