05| Hope Marshall

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「Mystic Falls」𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡

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「Mystic Falls」
𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡


— Hope! — a voz da minha mãe soou atrás de mim, e eu sabia que ela estava furiosa.

Me virei lentamente, mas ela já estava em lágrimas.

— Como você pôde dizer tudo aquilo? — Hayley exclamou, sua voz trêmula. — Ela é sua irmã, Hope! Sua irmã gêmea! Vocês podem ter os seus problemas, mas desejar que ela não existisse? Dizer aquelas palavras tão cruéis?

— Mas, mãe! — rebati, tentando conter minha frustração. — É tudo verdade! Ela roubou tudo de mim! Se só eu existisse, nada disso teria acontecido!

Antes que eu pudesse continuar, meu pai apareceu. Sua presença era como uma tempestade iminente. Ele se aproximou lentamente, mas sua voz veio afiada como uma lâmina.

— É melhor vocês irem embora.

— O quê? — perguntei, confusa, encarando-o.

Ele entregou uma passagem de avião para minha mãe.

— Você vai embora, Hope. Principalmente depois do que disse e fez com a sua irmã.

— Eu não quero ir embora! — gritei, minha voz ecoando pelos corredores.

Mas o olhar dele era implacável.

— Eu estou decepcionado com você. — Klaus disse, suas palavras perfurando meu coração como estacas. Ele segurou meu olhar por um instante antes de virar as costas.

— Tchau, Hayley. Tchau, Hope.

E ele foi embora. Simples assim.

Minha mãe segurou meu braço, tentando me puxar para o carro, mas eu não conseguia me mover. Tudo parecia errado. Minha visão ficou embaçada pelas lágrimas que lutei para conter.

— Vamos, Hope. — disse minha mãe com firmeza, enquanto me guiava para fora.

De volta a Nova Orleans

Minha tia Freya havia trabalhado um feitiço para acalmar nossa maldição e impedir que ela causasse estragos maiores, mas isso não mudava o fato de que eu agora estava de castigo. De volta à casa da nossa família em Nova Orleans, aquele lugar que deveria ser um refúgio parecia mais uma prisão.

Minha mãe estava silenciosa durante todo o caminho. Ela não precisou dizer muito; sua expressão já dizia tudo. Assim que chegamos, ela me deu uma lição de moral longa e pesada, me deixando sozinha no quarto que eu e Choe costumávamos compartilhar quando éramos crianças.

Bati a porta, frustrada. Queria ficar sozinha, mas aparentemente, a solidão não era uma opção.

— Hope? — a voz suave da minha tia Freya surgiu do outro lado.

— Pode entrar, tia Freya.

Ela entrou com aquele sorriso maternal que sempre me fazia sentir um pouco menos perdida.

— Minha doce garotinha... — disse ela, acariciando meu cabelo, como fazia quando eu era pequena.

— A mamãe te contou? — perguntei, abaixando o olhar, já sabendo a resposta.

— Contou. — Freya suspirou, olhando pela janela. — Hope, como você pôde dizer aquilo para a sua irmã? Para a Choe?

— Eu... Eu não sei. — tentei me justificar, mas as palavras fugiam de mim.

— Você foi injusta, Hope. Muito injusta. Choe sempre se sacrificou para que você pudesse ter mais tempo com Klaus. Você sabe disso, não sabe?

Eu balancei a cabeça, em negação. Não queria acreditar que Choe, com toda sua força e privilégios, também carregava um fardo pesado.

Freya segurou minha mão, sua voz mais firme agora.

— Sim, ela é a primogênita, a tríbida original. Mas você sabe a maldição que ela carrega por causa disso? A responsabilidade que pesa sobre os ombros dela?

Eu não respondi. Não sabia o que dizer.

— Eu sou uma primogênita, Hope. Sei como é. Choe tem que controlar uma magia imensa, maior do que você imagina. E, mesmo assim, ela tenta proteger você, sempre.

Freya me deu um beijo na testa antes de se levantar.

— Tente entender a sua irmã, Hope. Por favor. Antes que seja tarde demais.

Ela saiu, e o silêncio voltou a preencher o quarto. As palavras dela ecoavam na minha mente. Eu sabia que ela estava certa. Talvez eu precisasse mesmo tentar entender Choe. Mas, mesmo assim, o ciúme persistia. Ela tinha o papai de uma forma que eu nunca teria. Eu só queria mais tempo com ele, ser reconhecida como filha dele, não apenas como "a outra Mikaelson".

[...]

Um plano para trazer o papai

Eu precisava fazer algo grande. Algo que trouxesse o papai para Nova Orleans, algo que fizesse todos os Mikaelsons se reunirem novamente.

— Tio Kol. — chamei, no dia seguinte.

Ele sempre tinha uma solução prática, mesmo que nem sempre fosse a mais moral.

— O que foi, pequena Mikaelson? — perguntou ele, com aquele tom brincalhão.

— Quando foi a última vez que todos os Mikaelsons estiveram juntos?

Ele riu.

— Bem, sempre que há uma crise ou um desastre iminente. Essa é a única coisa que nos une.

Era exatamente o que eu precisava ouvir.

Um desastre iminente. Era disso que eu precisava. Algo grande o suficiente para trazer Klaus de volta para Nova Orleans.

— Mãe! — chamei, em um tom doce que escondia minhas intenções.

— Hope? O que foi? — Hayley apareceu no meu quarto, confusa.

— Pode vir aqui rapidinho?

Ela entrou, e eu me aproximei, tentando parecer arrependida.

— Desculpa, mãe.

— Desculpa pelo quê? — ela perguntou, desconfiada.

Antes que ela pudesse reagir, eu quebrei o pescoço dela com um movimento rápido.

Ela caiu no chão, inconsciente.

— Eu sinto muito, mãe. Mas eu preciso do papai. Preciso dele agora.

Era drástico, eu sabia disso. Mas Klaus precisava vir para Nova Orleans, e essa era a única maneira de garantir que ele viesse. Eu queria meu pai e minha mãe comigo. Sem a Choe.

THE NOT PERFECT SISTERS, legaciesOnde histórias criam vida. Descubra agora