𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「New Orleans」 𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
— Filha? — ouvi uma voz familiar chamando enquanto a porta se abria lentamente.
Abri os olhos devagar, ainda sonolenta, e reconheci a figura de meu pai se aproximando com passos tranquilos.
— Hm... — resmunguei, ajustando-me na cama enquanto o via carregar uma bandeja com café da manhã.
— Klaus Mikaelson trazendo café da manhã para sua filha? — comentei com um sorriso brincalhão nos lábios.
— Até parece que eu não faço isso sempre. — Ele sorriu de volta, colocando a bandeja na minha frente.
Ri baixo. Eram momentos como esses que eu mais amava compartilhar com ele. Meu pai não era conhecido por sua doçura, mas comigo, era diferente. Ele sempre fazia questão de demonstrar o quanto se importava.
Porém, no fundo da minha mente, um pensamento incômodo me atravessou. Talvez Hope quisesse momentos assim também. Ela sempre desejou uma relação próxima com ele, mas... eu não podia fazer nada.
E, de certa forma, ela me culpava por isso. Ou pelo menos, era o que eu achava.
— Ei, por que essa carinha? — perguntou meu pai, inclinando-se um pouco para me observar melhor.
— Estava pensando na mamãe. — confessei com um suspiro.
Assim que mencionei minha mãe, vi a expressão de meu pai mudar, ficando mais carregada, mais triste.
— Falando nisso, pai... — falei, tentando encontrar coragem. Ele me olhou curioso, esperando que eu continuasse. — Eu a vi. Quando estava desacordada.
Ele arqueou uma sobrancelha, sua postura endurecendo.
— Como assim você a viu? — Klaus perguntou, sentando-se na beirada da minha cama.
— Ela estava lá, pai. Não acho que minha mente a tenha criado. Não foi imaginação... era real. Ela conseguiu entrar na minha consciência de alguma forma. — Minhas palavras saíram apressadas, mas meu pai as escutava com atenção, embora seu rosto demonstrasse certa incredulidade.
Ele ficou em silêncio, e então resolvi contar o que mais me perturbava:
— Ela disse que estava em perigo. Que precisava da sua ajuda, papai.
Os olhos de meu pai se estreitaram, e por um momento, ele pareceu perdido em pensamentos. Não era segredo para ninguém que meu pai amava minha mãe. Não da forma romântica e apaixonada que um dia já teve, mas havia algo nela que o fazia sentir uma conexão profunda, algo que ninguém mais conseguiu alcançar.
Eu sabia que, se ele a perdesse, seria como perder uma parte de si mesmo.
— Bom... — ele disse, finalmente quebrando o silêncio. — Se você a ver de novo, diga que eu vou encontrá-la. Eu sempre a encontro.
Ele se inclinou, depositando um beijo leve em minha testa antes de se levantar e sair do quarto, deixando-me sozinha com meus pensamentos.
Assim que ele saiu, o silêncio tomou conta. Nunca gostei do silêncio daquela casa. Era estranho. Mesmo com toda a nossa família sob o mesmo teto, o ambiente parecia sempre vazio, como se faltasse algo.
Levantei-me da cama com esforço e me troquei. Coloquei a pulseira que meu pai insistia que eu usasse para tentar controlar o poder que às vezes escapava de mim. Mas, assim que a fechei no pulso, uma dor lancinante atravessou minha cabeça.
Era como se algo dentro de mim estivesse prestes a explodir. Tudo começou a girar, meu corpo enfraqueceu, e eu soube imediatamente que aquilo não era normal.
"Agora eu entendo o que a mamãe quis dizer...", pensei. O véu estava se rasgando.
— Choe? — a voz preocupada da tia Freya me tirou do transe.
Ela entrou apressada, me observando com uma expressão séria enquanto se aproximava.
— Está tudo bem?
Esforcei-me para sorrir e minimizar a preocupação dela.
— Estou bem, tia. Só foi uma dor de cabeça. Provavelmente por causa de ontem. — Respondi com sinceridade, mas sem dar muitos detalhes.
Ela me olhou desconfiada, mas assentiu, respeitando minha vontade de não falar mais sobre o assunto.
— Certo... — disse, caminhando até a porta. — Mas não demore. Todo mundo está na sala.
— Já estou indo.
Ela saiu, deixando o quarto em um silêncio opressivo novamente. Suspirei e me preparei para descer. Eu queria ajudar a encontrar minha mãe, mas havia outra pessoa que me preocupava: Hope.
Ela era minha irmã, e eu a amava, mas ultimamente parecia que cada interação entre nós me tirava do controle. Não queria magoá-la, mesmo que ela parecesse não se importar em me ferir com suas palavras.
Com passos lentos, saí do quarto e segui pelo corredor. Passei pela biblioteca, e, quando pensei em entrar, vi algo que me fez parar imediatamente.
Hope estava lá. E ela não estava sozinha.
Roman, aquele garoto loiro, estava com ela. E eles estavam se beijando.
Senti um nó se formar no estômago, e me afastei antes que eles me vissem. Minha mente fervilhava com perguntas. O que minha irmã estava fazendo com ele? Por que ela se envolvia com alguém que só trazia confusão?
Antes que pudesse processar tudo, uma figura surgiu à minha frente no corredor.
— Você está bem, Choe? — a voz calma e familiar de Elijah preencheu o espaço.
Elijah sempre aparecia nos momentos em que eu mais precisava de apoio, mas, naquele instante, eu não tinha certeza se estava pronta para compartilhar o caos que estava dentro de mim.