𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「New Orleans」 𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
Nos dias seguintes, minha família se mobilizou para procurar minha irmã. Feitiços mais poderosos foram usados, tentando localizar seu paradeiro e prever qual seria sua próxima parada. Mas parecia impossível. Cada pista que encontrávamos se dissipava rapidamente.
Na tentativa de ampliar as buscas, o pessoal da Escola Salvatore se envolveu ainda mais. Eles aprofundaram suas pesquisas, e, depois de dias de frustração, Josie e Lizzie Saltzman decidiram vir até New Orleans para ajudar.
Assim que chegaram, a loira, Lizzie, foi a primeira a falar: - Só saiba que estamos aqui por causa da Choe. Nada mais. - Sua voz era afiada, carregada de impaciência.
- Não liguem para a Lizzie. Vamos começar a trabalhar para achar sua irmã. - Josie, a morena, interveio com calma.
Meu pai, sempre direto, apontou para o andar de cima: - Vocês podem ir com a Hope até o quarto da Choe. Talvez consigam algo útil por lá.
- Certo, senhor Mikaelson. - respondeu Josie, com a polidez que sempre a acompanhava.
Conduzi as duas escada acima até o quarto de minha irmã. Quando abri a porta, o silêncio delas foi imediato. Lizzie foi a primeira a romper o momento, olhando ao redor com atenção. - Nossa, é exatamente como ela descrevia.
- Ela falou sobre esse quarto para vocês? - perguntei, surpresa.
- Sempre. - Josie respondeu com um leve sorriso. - Choe falava bastante da vida aqui em New Orleans. Ela mencionava você, sua família e o quanto amava este lugar.
Meu coração deu um salto. - Ela falava sobre mim?
- Sim. - Lizzie disse, segurando uma foto antiga que estava sobre a estante. - Ela falava que vocês eram muito amigas quando crianças.
- Mas... - Lizzie hesitou, colocando a foto de volta no lugar. - Quando vocês cresceram, parece que você se afastou dela.
Senti um aperto no peito. Afastar Choe tinha sido minha decisão, mesmo que eu não quisesse admitir isso para mim mesma.
- Ainda assim... - Josie disse suavemente, virando-se para mim. - Ela continuava te amando. Sentia sua falta.
- Ela dizia que sonhava em juntar a família novamente. Que queria que vocês voltassem a ser as irmãs que eram antes. - completou Lizzie, agora olhando para outra foto da minha irmã com os olhos cheios de saudade.
Fiquei em silêncio. Era difícil ouvir tudo aquilo. Saber que, mesmo depois de tudo, minha irmã ainda queria uma conexão comigo.
- Bom, agora precisamos trabalhar. Temos que encontrá-la. - disse Lizzie, interrompendo meus pensamentos.
- Ela é como nossa irmã. Não vamos desistir dela. - Josie afirmou, olhando diretamente para mim, como se quisesse reforçar que eu também não deveria desistir.
Apesar do ar de determinação das gêmeas, era evidente que a ligação delas com Choe era profunda. Lizzie olhava para as fotos da minha irmã como se estivesse vendo um pedaço perdido de si mesma, enquanto Josie tinha aquele olhar de uma amiga que faria qualquer coisa para ajudar.
Eu invejava isso. A relação delas com minha irmã parecia tão forte, tão inquebrável. Enquanto isso, eu era a irmã que havia escolhido se afastar. A irmã que havia empurrado Choe para longe.
As horas passaram, e, depois de muito esforço, finalmente conseguimos localizar minha irmã. Ela estava escondida em uma cidade pequena no Canadá. Acreditávamos que, desta vez, ela ficaria lá por mais tempo, o que nos dava uma vantagem.
Depois de informar a Escola Salvatore sobre a descoberta, Lizzie e Josie voltaram para Mystic Falls. E, em poucas horas, minha família se organizou. Dividimo-nos em dois carros e começamos a longa viagem rumo ao Canadá.
[...]
A viagem foi cansativa. Passamos quase dois dias na estrada, parando apenas quando era absolutamente necessário. Mas, ao fim do segundo dia, finalmente chegamos à cidade. A localização exata de Choe havia sido confirmada.
Nos acomodamos em um hotel pequeno, preparando o plano com cuidado. Meu pai queria agir com precisão, sem erros. Não podíamos nos dar ao luxo de falhar.
Camille, sempre determinada, tomou a frente da situação. Ela parecia saber exatamente o que fazer.
- Tem certeza de que quer fazer isso sozinha? - perguntou meu pai, a voz carregada de preocupação.
- Klaus, ela não vai me machucar. Você a conhece melhor do que ninguém. Choe é sua filha. A verdadeira Choe ainda está lá, em algum lugar. - Camille respondeu com firmeza.
- Eu vou encontrá-la. Vou trazê-la de volta. Confie em mim. -
Sem mais palavras, Camille saiu do hotel. Pediu que ninguém a seguisse. Mesmo meu pai, relutante, respeitou sua decisão.
Permanecemos no hotel, em silêncio, enquanto a noite se estendia. Meu pai não tirava os olhos da janela, sua expressão um misto de esperança e dúvida. Ele ainda a amava, isso era óbvio. Mas, naquele momento, não sabia se estava duvidando de Camille ou da própria Choe.
Tudo o que podíamos fazer era esperar. E torcer para que Camille fosse capaz de alcançar a parte de Choe que todos nós temíamos que estivesse perdida para sempre.