𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「New Orleans」 𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
- Está tudo bem, tio. - falei, tentando disfarçar a tensão enquanto Elijah continuava a me encarar com um olhar desconfiado.
- Bom, minha amada sobrinha, vamos descer? - Ele forçou um sorriso e eu o acompanhei até a sala.
Quando chegamos, percebi que a sala estava cheia. Todos estavam ali: tio Kol e Davina, tia Rebekah e Marcel, tia Freya, Elijah... Era quase como uma reunião de guerra.
- Precisamos encontrar uma solução. - Meu pai falava com seriedade, suas sobrancelhas franzidas em concentração.
- O que vamos fazer? - perguntou minha tia Freya, lançando um olhar preocupante para o restante do grupo.
- Eu posso usar um pouco mais da minha magia e tentar um feitiço poderoso para encontrar a mamãe. - sugeri, me sentando, mas minha voz saiu hesitante.
- Nem pense nisso. - Davina foi a primeira a se manifestar, sua voz firme.
- Ouça ela, minha querida sobrinha. Você não pode fazer isso. Pode acabar rasgando o véu. - disse tio Kol, sua expressão carregada de preocupação.
- Que véu? - Meu pai interrompeu, olhando para Kol e depois para mim, confuso.
Suspirei antes de responder.
- Pai... Quando eu encontrei a mamãe, ela falou sobre um véu na minha cabeça... ou melhor, na minha magia. - expliquei, sentindo meu coração bater mais rápido a cada palavra.
- E esse véu está ficando cada vez mais fraco... Está quase se partindo. - continuei, abaixando os olhos.
- E quando ele se partir? - perguntou meu pai, com um tom quase desesperado.
Respirei fundo, tentando segurar as lágrimas.
- Quando ele se partir, o Hollow vai tomar conta do meu corpo. - confessei, sentindo meu peito apertar ao dizer aquelas palavras em voz alta.
O silêncio que tomou a sala era sufocante.
- Meu Deus. - Tia Rebekah se levantou abruptamente, a mão cobrindo a boca.
- Tem que haver uma solução! - Elijah disse, andando de um lado para o outro.
- Não há solução. - Minha voz tremeu. - Uma hora o véu vai se partir. E quando o Hollow assumir o controle...
Eu pausei, sentindo as lágrimas finalmente caírem.
- Quando o Hollow assumir o controle... eu vou morrer.
- Não! Não! - Freya se levantou rapidamente, a voz dela quebrando.
- Se for para salvar a mamãe, eu não me importo. - confessei, minha voz baixa. - A mamãe tem que ficar viva.
- Você acha que sua mãe gostaria disso? Que ela aceitaria sua morte? - Meu pai perguntou, visivelmente abalado.
Antes que eu pudesse responder, uma voz familiar ecoou da escada.
- Do que vocês estão falando?
Minha cabeça se virou na direção da voz, e lá estava ela: minha irmã, Hope. Era como um déjà vu, mas não um bom.
- Como assim a Choe vai morrer? - Hope perguntou, descendo os degraus rapidamente, os olhos arregalados de preocupação.
- Ela não vai morrer, Hope. Sua irmã não vai morrer. - Meu pai tentou acalmá-la, mas a expressão dela continuava rígida.
- Ela vai morrer. - Hope declarou, e sua voz estava firme. Ela se aproximou de mim. - Choe não consegue sustentar meu olhar quando sabe que algo está errado.
- Hope... - tentei falar, mas fui interrompida.
- Não tem "Hope"! Isso não é justo! - gritou ela, com lágrimas escorrendo pelo rosto. - Ela é minha irmã! Minha irmã gêmea! Eu daria minha vida por ela, se fosse preciso!
Aquilo me pegou de surpresa. Talvez fosse a emoção no tom dela, mas os próximos minutos ficaram confusos. Minha cabeça começou a doer, como se estivesse prestes a explodir.
- Choe! - Ouvi meu pai gritar enquanto me segurava, agora caída no chão.
- É a magia do Hollow. - tio Kol disse, preocupado.
- Temos que tirá-la. - Hope insistiu, em pânico.
- Não temos onde colocá-la. Não podemos simplesmente tirá-la. - Freya argumentou.
- Vocês não vão tirar. Eu consigo aguentar. - murmurei, tentando me levantar. - Só preciso dormir, tudo bem?
- Eu vou com você. - Hope disse de imediato.
Ela me ajudou a subir até meu quarto. Me deitei na cama e ela deitou ao meu lado, como fazíamos quando éramos crianças. Era um gesto tão simples, mas que carregava um peso enorme.
- Posso ficar aqui com você? - Hope perguntou, sua voz quase um sussurro.
- Se você não tentar me matar, pode. - respondi, tentando fazer uma piada.
- Não prometo nada. - Ela riu, e mesmo naquela situação, o som me fez sentir um pouco mais leve.
- Desculpa. - ela disse, de repente.
- Pelo quê? Por sentir saudades do papai? - perguntei, confusa.
- Por sentir tanta saudade que acabei te culpando. - confessou, com os olhos cheios de culpa.
- Tá tudo bem, eu acho. Também sinto saudades da mamãe, Hope. - Falei, puxando-a para um abraço.
- Nós vamos encontrá-la. Vamos ser felizes aqui, na nossa casa. Vamos criar memórias em família. - Eu disse, mas minha voz saía fraca, quase zonza.
- Claro... - Hope respondeu, mas sua voz parecia distante, como se não acreditasse.
Fechei os olhos, sentindo o cansaço me consumir. Apesar de tudo, naquele momento, me senti protegida, como se nada pudesse me atingir enquanto Hope estivesse ali.
E, no fundo, eu sabia que lutaríamos juntas. Seja contra o véu, contra o Hollow ou contra qualquer outra coisa. Afinal, éramos irmãs. Gêmeas. E isso, ninguém poderia mudar.