012| O que você está fazendo aqui?

2.1K 190 9
                                    

「New Orleans」𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

「New Orleans」
𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡

— O que você está fazendo aqui, Choe? — minha mãe me abraçou com força, como se tentasse me proteger de algo que eu não conseguia entender.

— Mãe! Eu que deveria perguntar isso! — respondi, sem saber o que pensar ou como reagir àquela situação estranha.

— Espera, nós estamos no meu subconsciente. Como você está aqui? — perguntei, confusa, tentando processar a realidade distorcida em que me encontrava.

Minha mãe me olhou com ternura, como se as palavras que ela estava prestes a dizer não fossem apenas uma explicação, mas uma despedida.

— Sua irmã fez uma coisa não muito legal, Choe.

— O que ela fez, mamãe? — perguntei, embora soubesse que ela provavelmente não responderia.

— Nada que devemos falar agora, minha doce garotinha. — Ela fez carinho no meu cabelo, o toque reconfortante e familiar.

— Hollow. A magia dela, colocamos toda em mim. — falei, e a reação de minha mãe foi imediata: ela se assustou, seus olhos se arregalaram.

— A família pode ficar junta de novo, mamãe. Eu tenho força para aguentar, você sabe disso. — Eu disse, sentindo uma onda de confiança. Eu estava determinada. A minha força era suficiente para manter todos juntos, não importava o que acontecesse.

Minha mãe me olhou com um sorriso triste, como se soubesse que aquilo poderia ser uma armadilha para mim.

— Minha primogênita, eu sei que você pode. Mas isso não vai fazer bem para você. — Ela suspirou, e naquele momento, ouvimos um barulho forte vindo de algum lugar, algo se rasgando, como se o próprio tecido da realidade estivesse se partindo.

— O que é aquilo? — perguntei, o medo tomando conta de mim.

— Choe, seu corpo não estava preparado para ter uma magia a mais. Cada vez que você passa mais tempo aqui, sua força vai se rasgando, como um véu. E quando rasgar tudo... — minha mãe hesitou, seus olhos evitavam os meus.

— Eu morro...? — perguntei, a voz falhando. Era a verdade que eu não queria ouvir.

— Mas não vamos deixar isso acontecer! Seu pai não vai deixar. — minha mãe afirmou, com a firmeza de quem sabia que não poderia me deixar sucumbir àquela dor. Ela me puxou em direção a uma porta que exalava uma luz suave, quase celestial.

THE NOT PERFECT SISTERS, legaciesOnde histórias criam vida. Descubra agora