𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「New Orleans」 𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
Acordei sobressaltada ao som da voz do meu pai.
— Hope?
Ele estava parado ao lado da minha cama, me observando com uma expressão de urgência.
— O que aconteceu? — perguntei, ainda confusa.
— Choe desapareceu.
Antes que eu pudesse reagir, ouvimos um grito vindo do andar de baixo.
— KLAUS! — era Elijah.
Meu pai e eu descemos correndo as escadas, nossos corações batendo forte. Assim que chegamos, vimos Marcel entrar apressado, com uma expressão grave.
— Cinco pessoas mortas. — ele anunciou, direto ao ponto.
— O quê? — Rebekah perguntou, levando a mão à boca, chocada.
— Cinco pessoas mortas, e tudo indica que foi um vampiro recém-transformado. — continuou Marcel. — Ou melhor, uma vampira recém-transformada.
— Choe. — meu pai e eu falamos ao mesmo tempo.
Elijah fechou os olhos, como se já soubesse o que viria a seguir. — Se ela matou cinco pessoas...
— Não. — meu pai o interrompeu, balançando a cabeça com firmeza. — Não. Eu a criei melhor do que isso. Ensinei a Choe que isso é a maior fraqueza de qualquer vampiro. Ensinei que essa é a pior decisão que qualquer um de nós pode tomar.
— Do que vocês estão falando? — perguntei, sentindo uma angústia crescer em meu peito.
Kol, que estava encostado na lareira, respondeu sem rodeios. — Sua irmã desligou a humanidade, Hope.
— O quê?
— É a única explicação para ela ter matado tantas pessoas em tão pouco tempo. — disse Rebekah, cruzando os braços.
— E o número só aumenta. — Marcel completou.
Meu coração parecia uma pedra dentro do peito. Choe sem humanidade? Minha irmã gêmea, minha outra metade, transformada em algo tão sombrio?
— Temos que encontrá-la. Agora. — falei, dando um passo à frente, mas Elijah me deteve com a mão no meu ombro.
— Não, Hope. Apenas nós, vampiros, vamos atrás dela.
— Por quê?
— Porque Choe é uma Mikaelson sem humanidade. Ela mataria qualquer um sem pensar duas vezes. E você, Hope, é uma híbrida. Se morrer, você morre de verdade.
As palavras de Elijah eram frias, mas verdadeiras. Mesmo assim, eu não podia aceitar ficar de fora.
— Vocês vão precisar de uma bruxa. — argumentei, olhando diretamente para meu pai. — E eu sou a única aqui que pode enfrentar a magia dela. Além disso, sou irmã gêmea dela. Talvez eu consiga trazê-la de volta.
— De um jeito ou de outro, a híbrida tem razão. — disse Marcel, após um longo silêncio.
Meu pai respirou fundo, como se odiasse concordar, mas não tinha escolha. — Vamos.
[...]
As buscas por Choe começaram imediatamente.
Ela conhecia New Orleans como a palma da mão, e parecia saber exatamente onde se esconder. Cada rastro que deixava era intencional, como se quisesse brincar conosco. Mas as mortes continuavam a se acumular, deixando um rastro de sangue pelas ruas da cidade.
Por fim, encontramos algo em um lugar que nenhum de nós esperava: o bar que pertencia aos nossos pais.
Entramos às pressas e a vimos no centro do lugar, segurando um humano pelo pescoço. Assim que meu pai a viu, ele gritou:
— CHOE!
Ela virou-se lentamente, deixando o corpo do humano cair ao chão. Seus olhos estavam escuros, selvagens, e um sorriso debochado brincava em seus lábios.
— Klaus Mikaelson. — ela disse, limpando a boca com o dorso da mão, enquanto nos encarava.
— O que você está fazendo? — perguntou Rebekah, horrorizada.
— Não está claro? — respondeu ela, sarcástica. — Estou me alimentando.
— Isso nós percebemos, Choe. — disse Marcel, cruzando os braços.
— Então, qual é a dúvida? Ou será que a tia Rebekah está com problemas na visão? — zombou, soltando uma risada cruel.
Eu dei um passo à frente, tentando apelar para o que restava dela. — Choe, você não é assim.
Ela virou-se para mim, os olhos cheios de ódio. — Não sou assim? VOCÊ me fez ser assim, Hope.
Suas palavras foram como um golpe no peito.
— Você, com todas as suas acusações, todas as suas mentiras, todas aquelas histórias. Você sempre foi tão boa em apontar o dedo, mas a verdade é que tudo o que você dizia sobre mim era um reflexo de quem você é.
— Choe... Eu—
— Cale a boca! — ela gritou, aproximando-se mais. Seus olhos brilhavam com a intensidade de sua magia. — A verdade é que você é uma criança mimada e egoísta que nunca conseguiu ver o quanto a mamãe te amava. Ela se sacrificou por nós, e você nunca soube dar valor. A culpa da morte dela não é minha. É sua.
Eu recuei, as lágrimas já escorrendo pelo meu rosto.
— E todos vocês são ainda piores por terem deixado ela me tratar assim por anos. — continuou ela, olhando para os outros. — Vocês a deixaram me destruir, e agora querem me dizer como devo viver minha vida? Não. Acabou.
Ela se aproximou de mim, sussurrando ao meu ouvido: — A culpa é toda sua.
E então ela sumiu.
[...]
Depois que Choe partiu, o silêncio tomou conta do bar. Ninguém disse nada. Todos sabiam que ela estava certa, mesmo que não quisessem admitir.
Eu mal consegui encarar meu pai. Ele parecia destruído, como se o peso do mundo estivesse sobre seus ombros. Quando voltamos para casa, fui direto para o meu quarto e me tranquei.
Deitei na cama, encarando o teto, as palavras de Choe ecoando na minha mente. Como eu deixei a nossa relação, que antes era tão próxima, chegar a esse ponto?
Minha irmã gêmea agora era minha maior inimiga.
E, pela primeira vez, eu não sabia como trazê-la de volta.