𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「Mystic Falls」 𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
Ao chegarmos a Mystic Falls, senti algo estranho. Era como se eu pudesse finalmente fazer dali um lar. Mas logo expulsei essa ideia tola da minha cabeça. Não fazia sentido me apegar a um lugar, não com essa distância imensa que existia entre mim e meu pai.
Talvez seja egoísmo meu culpar a Choe por tudo isso, mas, se não fosse por ela, eu seria a tríbida original. Meu pai estaria ao meu lado, assim como minha mãe, e nós seríamos uma família incrível e completa. Para sempre.
Mas a realidade não poderia estar mais longe disso. Cada um de nós está em uma parte diferente do mundo, espalhados como cacos de vidro quebrado. Longe uns dos outros.
Ainda assim, decidi que faria essa viagem valer a pena. Vim para a Escola Salvatore com a intenção de ficar por algumas semanas enquanto meu pai e minha irmã viajam para a França, supostamente para resolver “assuntos pendentes”.
No momento, estou no carro, e minha mãe está dirigindo. Olho para ela de relance. Seu sorriso é frágil, como se estivesse tentando disfarçar o quanto a despedida no aeroporto a abalou. Sei que vê-los novamente, mesmo que por breves momentos, trouxe à tona um turbilhão de emoções que ela tenta esconder. Tento retribuir seu sorriso, não porque quero, mas porque sei que ela precisa disso mais do que eu.
Quando finalmente chegamos à escola, somos recebidas por duas garotas que reconheço de imediato: Lizzie e Josie Saltzman, as melhores amigas da minha irmã. Choe sempre mandava fotos para a mamãe com elas, e agora, vendo-as pessoalmente, não é difícil perceber o porquê.
Atrás delas, vejo Landon. Ah, o tão falado Landon, o melhor amigo de Choe. Sempre desconfiei que houvesse algo mais entre eles, mas nunca perguntei. Para ser honesta, Choe parou de compartilhar qualquer coisa sobre sua vida comigo há anos. Não que eu me importe.
— Bem-vinda à Escola Salvatore! — diz Josie, me trazendo de volta à realidade.
— Sou a Josie, e essa é minha irmã, Lizzie. — continua a morena, com um sorriso educado, mas meio hesitante.
— Somos irmãs gêmeas... — diz Lizzie, quase como se fosse uma confissão, seu olhar fixo no chão.
Algo me diz que as irmãs Saltzman têm seus próprios problemas para resolver.
— Você deve ser Hope Mikaelson, irmã da nossa amiga Choe, certo? — pergunta Lizzie, com uma expressão que mal consegue esconder a curiosidade.
Reviro os olhos internamente, mas respondo com um tom firme:
— Acho que vocês nem precisam perguntar. A semelhança entre mim e minha irmã já responde isso, não acha?
A resposta parece pegar Lizzie de surpresa. Ela fica em silêncio, piscando rápido como se estivesse tentando processar o que acabei de dizer.
— Desculpe a indelicadeza da minha irmã, senhorita Mikaelson. — diz Josie, apressada, claramente tentando salvar a situação.
Antes que eu possa responder, minha mãe decide intervir, seu tom tão doce que chega a ser sufocante:
— Eu que peço desculpas, meninas, pela ignorância da minha filha.
Ignorância? Sério? Reviro os olhos, dessa vez sem nem tentar disfarçar.
— Bom, eu vou me retirar. Acho que a Josie e o Landon podem mostrar a escola para vocês sem a minha presença. Com licença. — diz Lizzie, saindo de fininho.
— Lizzie! — Landon grita, hesitante, antes de se virar para nós com um sorriso forçado. — Tenho certeza de que a Josie fará uma visita incrível para vocês. Preciso ir. Com licença.
E, assim, Landon corre atrás de Lizzie como um cachorrinho perdido. Um pequeno sorriso surge em meus lábios. Acho que já entendi como as coisas funcionam por aqui.
Josie, agora sozinha comigo e minha mãe, quebra o silêncio desconfortável:
— Bom... Vamos? — Ela tenta soar animada, mas há um quê de nervosismo em sua voz.
— Claro. Vamos logo. — Respondo, sem muita paciência, enquanto dou os primeiros passos para dentro da escola.
Enquanto atravesso as portas da Escola Salvatore, prometo a mim mesma que vou fazer essas semanas valerem a pena. Talvez não para encontrar um lar, mas para descobrir exatamente como sobreviver em um lugar que, ao que parece, está cheio de surpresas.